Lisa Moraes – consultora Desenvolva
O que é preciso fazer nesses casos?
Há seis anos tenho me dedicado a estudos sobre o desenvolvimento e aprendizagem do ser humano, a aplicação de novos métodos apresenta resultados muito bons relativos à aprendizagem e satisfação no processo de ensino. No momento que iniciei minha primeira especialização comecei a pensar sobre as formas de desenvolvimento dentro do ambiente organizacional.
Sempre estive em contato com a aprendizagem de crianças, pude perceber como cada um tem o seu potencial, como cada indivíduo se dedica as atividades com maior ou menor interesse. Acredite, o trabalho coletivo é o que mais motiva. Será que essa é uma característica de interesse por fazer algo é próprio do desenvolvimento infantil, ou pensar sobre infância já não é algo distante do pensar sobre o indivíduo adulto?
Tentando responder essas perguntas, me deparei com os estudos de motivação, clima organizacional, planos de carreira e outros. Nenhum deles tentou entender o motivo pelo qual cada um poderia demonstrar interesse sobre determinada atividade de trabalho, apresentavam formas de incentivo, ou seja, algo exterior para o interior do indivíduo.
O que fazer?
Pegue um instrumento, imagine um grupo de pessoas. Nenhum saber tocar, mas peça para que faça isso, que tire uma harmonia. Mostre que é possível fazer isso, incentive, acredite. Alguns podem aprender, outros levarão meses numa tentativa frustrada. Ainda não atingimos o máximo, precisamos de treinamento. Leve o professor, anos de aulas, técnicas, treino. O que acontece?
Bom, para aqueles que conseguiram tocar o instrumento foram bons desde o início, outros precisaram das técnicas e muito treino para aprender, uma atividade maçante e cansativa. No final, as pessoas com talento tocavam com grande prazer e se dedicavam boa parte do seu tempo àquela atividade. E os outros, aprenderam a tocar e fazer uma atividade muito difícil no começo, mas que agora era possível fazer mesmo que não fosse algo agradável.
Meus alunos não sabiam identificar as atividades que eram melhores, ou obtinham o melhor desempenho, eles apenas gostavam de fazer e faziam muito bem. A tarefa de entender onde é que cada um tinha o maior desempenho era minha, assim os conduzia e fazia com que fosse um desafio prazeroso que atendia as necessidades individuais e agregava valor ao grupo.
Digo a vocês, grandes gestores, o trabalho de professor é descobrir como o seu aluno aprende e quais as atividades em que eles mais se destacam. Adaptar, movimentar, ouvir, observar, avaliar continuamente, e registrar faz parte do nosso dia-a-dia. Essas atividades nos orientam na maneira como conduzimos o trabalho seguinte, sempre em busca de uma meta, no caso das crianças, a Alfabetização.
Não adianta chegar e dizer, “vocês precisam fazer assim, o conteúdo é tal e podem começar a produzir. Não, pelo amor de Deus. Converse, ouça, observe, avalie e registre conheça cada um. Conheça seu grupo para Desenvolvê-lo.
Alguns dados sobre pesquisas organizacionais indicam...
Os modos de investimento em preparação e treinamento sem foco no talento têm apresentado uma realidade de grande insatisfação no trabalho, uma pesquisa realizada pela ISMA (Associação Integrante da International Stress Management) apresenta que, no Brasil 76% dos profissionais estão insatisfeitos no trabalho, em nota publicaram: “Entre as principais queixas estão; a cobrança excessiva, os conflitos com os chefes e a sobrecarga de trabalho.”
Vejo esse dado, da insatisfação, como uma criança pedindo atenção. Ainda nesta primeira semana li um texto sobre “O sorriso rentável”, a autora dizia que a felicidade do funcionário era um tema que não levantava preocupações, porém se tornou meta para excelência. Para ela as empresas que “apóiam os profissionais na descoberta de suas potencialidades, que os desafiam constantemente” vão obter grupos melhores. A preocupação é boa, mas a postura da empresa não muda, espera que os profissionais identifiquem seus talentos, espera que façam melhores. Qual a nossa parte quanto gestores de pessoas?
Essas pessoas têm muito a oferecer em benefício para as organizações, principalmente, por poderem apresentar melhores resultados advindos de sua satisfação ligada à atuação no trabalho, é a partir da análise de seus pontos de motivação, talento, direcionados para o desenvolvimento do conhecimento e técnica que conseguimos atingir nosso ponto máximo. Os três modos, talento - conhecimento - técnica, formam os pontos fortes que nos ajudam a crescer.
O que fazer para ser conhecedor da individualidade do seu grupo?
Vou destacar alguns modelos práticos.
1- É preciso saber onde queremos chegar;
2- De quem e que tipo de conhecimento, atitude, técnica e comportamento preciso para poder alcançar esse objetivo:
· Levantar dados que indiquem quais as necessidades;
· Avaliar constantemente por meio da observação;
· Fazer registros sobre quais momentos cada um demonstrou maior ou menor desempenho;
· Analisar os tipos de aprendizagem;
· Apontar para os desafios individuais;
· Informar com clareza;
· Avaliar observando o desempenho;
· Registrar novos dados;
· Mensurar os dados.
3- Reorganize seu grupo;
4- Observe e continue avaliando os resultados.
É importante lembrar todo esse processo visa à aprendizagem para o sucesso do individuo e consequentemente da equipe. A postura do gestor é muito importante, pois é ele quem conduz, direciona e observa os resultados.
A Desenvolva acredita no seu potencial e no seu sucesso.
Vamos à prática!
Fontes: http://ismabr.blogspot.com/2011/11/voce-se-sente-infeliz-no-trabalho.html