Menos medicamentos genéricos chegam às farmácias
Ter, 27 de Julho de 2010 14:24
São Paulo - O ritmo de registros de novos medicamentos genéricos caiu em 2010. Foram 84 até o início do mês e a expectativa do mercado é que o volume não deve chegar aos 295 do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). Apesar do número menor, medicamentos de grande procura devem chegar ao consumidor ainda este ano, como foi o caso do genérico do Viagra.
O presidente da associação de fabricantes, Odnir Finotti, explica que a queda de registros de medicamentos é um movimento natural do mercado. "A tendência é que daqui para frente haja um número reduzido de registros, pois o maior volume de medicamentos que tinha grande interesse do público consumidor já teve o prazo de patente expirado e já está no mercado como genérico", afirma.
Hoje são 2.951 medicamentos genéricos no mercado, que de acordo com Finotti, cobrem 90% das doenças. "A indústria continua acompanhando o prazo das patentes", comenta ele.
Para o diretor do Centro Paulista de Economia da Saúde da Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Marcos Bosi Ferraz, o mercado de genéricos mostra amadurecimento quanto ao registro e disponibilidade de medicamentos dessa linha. "Mesmo assim ainda há espaço para crescer. É um mercado de consumo em crescimento", diz.
Mesmo com o ritmo menor de registro de medicamentos com patentes liberadas, o mercado de genéricos apresentou crescimento de 31,3% em vendas de unidades - de 71,4 milhões para 93,8 milhões - no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2009. Quanto ao faturamento, a alta foi de 76,1% na comparação entre os trimestres - de US$ 407,2 milhões no três primeiros meses de 2009 para US$ 717,1 milhões de janeiro a março de 2010.
Este ano houve a liberação da patente do Viagra em abril, que já está no mercado como genérico e com grande procura pelos consumidores. Em fevereiro, o Diovan (Valsartan ou Valsartana), medicamento para controle da hipertensão arterial de grande consumo teve sua patente expirada e logo deverá estar nas farmácias em sua versão genérica. Outro que chega no fim do ano é o genérico do Lipitor (Atorvastatina), o remédio mais consumido no mundo para o combate ao colesterol alto. As informações são do Jornal da Tarde.
Consumidor está disposto a pagar por serviços oferecidos nas farmácias
Da Redação
Uma pesquisa realizada pela Roche revelou que os consumidores brasileiros estão dispostos a pagar entre R$ 3 e R$ 5 por serviços oferecidos pelas farmácias, como colocação de brincos, administração de medicamentos (injeções), teste de glicemia e aferições de pressão arterial e temperatura corporal.
Com a nova resolução RDC 44/09, da Anvisa, as farmácias poderão cobrar por esses tipos de serviços, desde que estejam de acordo também com outras regras da Vigilância Sanitária, como a adequação das instalações da sala de atendimento e dos equipamentos utilizados.
Na avaliação do assessor técnico do CFF (Conselho Federal de Farmácia), Jarbas Tomazili, o aumento da população de idosos nos próximos anos vai expandir a procura por esses serviços e aumentar as possibilidades de lucros dos estabelecimentos do varejo farmacêutico.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população idosa no País pode ultrapassar 30 milhões de pessoas nos próximos 20 anos, o equivalente a 13% da população no final desse período.
Fonte: InfoMoney
Maioria dos genéricos baixa de preço em Agosto
"A grande maioria dos medicamentos genéricos vai baixar de preço a 1 de Agosto". A garantia é da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (Apogen), já que apenas os que custam menos de 3,25 euros escapam este ano à descida de preços imposta pelo Governo, avança o Diário de Notícias.
Há neste momento 4441 genéricos no mercado (que se multiplicam por 11.596 apresentações) e o preço médio ronda os 15 euros. No top 10 dos mais vendidos, por substância activa, apenas três têm um preço médio inferior a 3,25: o ibuprofeno, o paracetamol e o zolpidem. Aliás, segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), em 2008 existiam quase 10 mil genéricos e 7325 custavam mais de cinco euros, escreve o DN.
O Infarmed está neste momento a processar as listas apresentadas pela Indústria Farmacêutica (IF) - que tinha até dia 15 para fornecer os preços à Direcção-Geral das Actividades Económicas e ao Infarmed - para averiguar quantos vão baixar de preço.
Esta descida é um resultado do chamado "pacote do medicamento", um conjunto de medidas que têm como objectivo reduzir a despesa do Ministério da Saúde.
No caso dos medicamentos de marca, descem os preços daqueles que custem mais de cinco euros – em 2007 havia 14 340 medicamentos acima desse valor.
O Governo vai também subsidiar a 100% os cinco medicamentos mais baratos para grupos mais carenciados (pensionistas que recebam menos do que 14 salários mínimos por ano). Mas a comparticipação deixa de se aplicar exclusivamente a os genéricos e passa a incidir nos cinco com preços de venda mais baixos, sejam genéricos ou de marca. E a ministra Ana Jorge já alertou que as farmácias que não tenham disponíveis estes medicamentos vão ser fiscalizadas e penalizadas, lembra o DN.
Por outro lado, este pacote prevê também que um novo medicamento cuja substância activa já exista no mercado tenha de ter um preço inferior em 5% ao mais barato para ser aprovado. Ana Jorge disse também que as medidas poderão "reduzir até 80 milhões de euros" os gastos estatais.
Com as novas regras, a comparticipação de referência passa a ter um valor fixo. Ou seja, deixa de ser uma percentagem que varia conforme o preço do medicamento, para ser um valor único válido para todos os remédios de um mesmo tipo. Esta regra só não se aplica se o medicamento em causa custar menos do que a comparticipação determinada pelo Estado.
O preço dos medicamentos de marca desceu cerca de 3,85% no mês passado – a revisão anual só deixou de forma os que custam menos de cinco euros.
Entrou em vigor uma medida para permitir o acesso gratuito aos medicamentos genéricos a um milhão de pensionistas de baixos rendimentos.
A revisão do ano passado baixou o preço a 3900 apresentações de medicamentos genéricos e de marca.
2010-07-27 | 08:54