Informalidade no varejo farmacêutico

 

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A informalidade já demonstrou um vilão, um sugador, um destruidor dentro de pequenas e médias empresas. Acredito que muito dinheiro já foi ganho através dela, mas hoje, com a informatização, Mudanças tributárias e demais fiscalizações isso é quase impossível. Muito pelo contrário, empresas informais, entende-se “não profissionalizadas” estão sofrendo e muito neste momento de mudanças.

Esse fato, inclusive confirmado pelo diretor de MKT da Drogaria São Paulo, comentado a reportagem postada aqui (Imune à crise, varejo farmacêutico mira a Bolsa) da AE investimentos da Agência Estado.

O combate à informalidade afetou principalmente as pequenas e médias empresas, na visão do diretor de Marketing da Drogaria São Paulo, André Elias. "O resultado é que as principais redes levaram vantagem e conseguiram ganhar parcela do mercado", afirmou. De acordo com estimativas da Abrafarma, a participação de mercado das principais empresas do setor (associadas à entidade), que era de aproximadamente 30% três anos atrás, saltou para aproximadamente 50%.

Na prática, através de reuniões com empresários do setor e até mesmo clientes, vemos que uma empresa não profissionalizada sofre por não possuir uma consistência em suas ações.

Erros na condição Comercial

Acuados por tentar perseguir as mesmas condições oferecidas pelas Redes profissionalizadas fazem “loucuras” em suas condições comerciais causando fortes danos em seu caixa.

Esquecem-se que os concorrentes profissionalizados possuem uma política comercial clara e a mesma foi realizada através de planejamento estratégico envolvendo toda a gestão da empresa.

Falta de Departamentos

Aliás, vale ressaltar que nem departamentos existem em empresas não profissionalizadas. Existe profissionais “faz tudo”. Gente boa, de confiança mas que não possuem competencia em todas as áreas e acabam fazendo algumas coisas boas e outras mais ou menos

Departamentos não interligados

Em farmácias que não possuem esse planejamento, os departamentos não estão linkados. Isso é, o comprador sofre para conseguir um desconto com a distribuidora, mas a equipe queima o desconto de qualquer forma ao cliente.

Financeiro não está ligado com o comercial, não existe um fluxo de caixa, regras de compras…Não se sabe o motivo de comprar a vista ou a prazo. Não se faz CONTAS.

Erros em MKT

O MKT faz uma campanha sensacional, investindo alto em Mídia,  mas esquece de treinar a equipe para executar o projeto.

Lojas não são padronizadas, não existindo uma percepção de preço. Isso é, acreditam que as Rede oferecem descontos de A-Z e acabam seguindo esse enganoso caminho. Esquecem que não se vende pelo preço e sim “o preço”.

Farmácias feias, sujas, mal iluminadas, faltando produtos, equipe descaracterizada são alguns desses erros que encontramos.

Falta de Profissionalismo na Condução de Pessoas

Quando perguntamos para os clientes interessados na consultoria se os mesmos possuem um departamento de RH, a maioria responde afirmativamente. Ao conhecer esse departamento vejo um departamento pessoal. Aquele que controla, cuida da folha e das legislações.

RH não é DP! RH, Recursos Humanos tem a ver com estratégia através das pessoas. Tem a ver com projetos de qualificação e não simplesmente “treinamentos”.

E aí começam os problemas:

  • - Profissionais sem propósito;
  • Falta de Liderança;
  • Profissionais mais interessados em DInheiro do que como ganhá-lo;
  • Gente que não se preocupa com a farmácia
  • fofoca, erros gerenciais…

A lista é grande, mas, o resumo é que vivemos na era das pessoas e se a equipe não possuir um papel de destaque dentro da farmácia – erros acontecerão;

Empresas com falta de projetos

Tudo é urgente, tudo é feito as pressas. Observe que as Redes estão planejando a entrada na bolsa e por isso contratam gente que entende para a execução. Em empresas não profissionalizadas as mudanças de rumo são muito urgentes e muito rápidas e não levam em conta o futuro.

Essa falta de projetos transmite uma falta de consistência que ninguém entende – muito menos o cliente e ainda mais o funcionário.

Não existe uma linha de estratégia, ninguem sabe para onde a emrpesa vai!

-falta projetos de: treinamento, de crescimento, de diminuição, de ampliação de vendas, de convênio, de Telemarketing…

Gestão

O resumo dos ítens anteriores e de outros causadores da falta de profissionalismo é a Gestão. Entende-se gestão pela forma que conduz a empresa.

O início de uma boa gestão é a existência de números, de indicadores que medem o resultado da empresa e através deles os “gestores” direcionam as estratégias. COmo um painel de avião, o piloto conduz a aeronave através destes indicadores.

Em empresas não profissionais tudo está misturado, os números não são claros, o estoque não está correto, a equipe ganha “por fora”, os impostos são pagos de forma equivocada, o software não é confiável. COmo conduzir esta empresa? Baseada em que?

Conclusão

Os comentários acima não são nada amigáveis, mas são realistas. Chega de “enrolação”! Este é o momento de despertar para um profissionalismo para as farmácias. Isso só será possível com a atitude dos condutores. Não adianta treinamento, desconto maior, novo layout,… se o profissionalismo na condução não existir.

Estamos a disposição

marcelo@desenvolvaconsultoria.com.br