Abradilan 2009
RDC 96/08 - Leia na íntegra a Lei sobre a propaganda de Medicamentos
Farmacêuticas dão desconto em troca de dados
Indústria oferece preço menor e serviço a paciente que se cadastra; especialistas defendem proibição da prática
Indústria oferece preço menor e serviço a paciente que se cadastra; especialistas defendem proibição da prática
Fabiane Leite e Simone Iwasso
Para receber um kit com álcool, algodão e seringas de aplicação de seu medicamento, além de visitas mensais de uma enfermeira, o músico José fornece dados sobre sua saúde ao laboratório Bayer Schering Pharma. A farmacêutica mantém um programa de benefícios para pessoas com esclerose múltipla, doença neurológica que pode levar a invalidez. Já o historiador Roberto só obteve desconto no remédio para asma após entregar um cadastro à empresa GlaxoSmithKline.
Assim como eles, milhares de usuários de medicamentos de uso contínuo no Brasil, com o incentivo de seus médicos, têm cadastrado dados pessoais, respondido a perguntas e recebido visitas de grandes empresas farmacêuticas para ter acesso a desconto, consultas mais baratas e acompanhamento de profissionais de saúde. Só um dos programas reúne 1,5 milhão de participantes, situação que preocupa os órgãos de regulação sanitários e de pesquisas.
No Brasil, qualquer pesquisa com seres humanos, para ser considerada ética, deve ter um consentimento livre e assinado dos pacientes. A propaganda voltada aos pacientes é vetada para a maior parte dos remédios, como aqueles para asma, diabete e esclerose múltipla - doenças crônicas alvo dos programas de benefícios. No entanto, até medicamentos usados para engravidar têm sido ofertados com descontos via cadastros, como o programa Acesso, da Merck Serono.
"O que me preocupa é o indivíduo preencher em tese todo o consenso esclarecido pelo telefone. Para não dizer só que é antiético, é imoral", afirma o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello, que defende a proibição dos programas (mais informações na pág. A28). Para ele, os programas são ainda preconceituosos, pois garantiriam acesso diferenciado somente a usuários de planos privados de saúde ou clientes particulares dos médicos, e não a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
A regulamentação dos programas de benefício, no entanto, saiu da Anvisa e será discutida na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), da qual participam os Ministérios da Saúde, Justiça, Fazenda, Desenvolvimento e Casa Civil. Não há prazo para a decisão. Dirigentes de associações médicas e os conselhos Federal de Medicina e de Farmácia, que regulam as categorias, defendem que seus profissionais sejam proibidos de participarem desses programas.
Quando procuradas por um laboratório para participar de um programa de educação médica, que tinha entre suas cláusulas a distribuição dos cartões, as sociedades de Diabete e de Endocrinologia e Metabologia consultaram seus associados. O resultado surpreendeu: 76,5% consideraram distribuição de cartões de desconto (semelhantes ao da foto ao lado) um procedimento para controlar o receituário médico e 61% disseram não achar o consultório um local apropriado para esse tipo de ação. Outros 49% afirmaram que a entrega dos cartões violaria o sigilo médico, pois há identificação do paciente para o laboratório. Com os resultados, a sociedade desistiu da parceria.
"Essas ações se intensificaram muito e para mim são uma forma de oficializar a cópia de receitas no balcão", afirma Domingos Augusto Malerbi, coordenador da comissão de ética da Sociedade Brasileira de Diabete. "Quando se cadastra, o paciente fornece seus dados pessoais e a informação de que ele usa o medicamento, o que abre espaço para que seja montado um banco de dados para ações de marketing", ressalta. "Essa possibilidade de o médico ser intermediário cria uma relação comercial que não é adequada."
O Conselho Federal de Medicina (CFM) determina o sigilo dos dados do paciente e veta a vinculação da prescrição a vantagens materiais para o médico, mas não há prova de que quem convida pacientes a programas receba por isso. Proíbe ainda que o médico ofereça serviços via consórcios ou similares, para evitar concorrência desleal - o que em tese, limitaria a participação em programas que dão descontos nas consultas. "Se o médico oferece a possibilidade de o paciente se inscrever em um programa que tem descontos, ele está renunciando à independência. É o estabelecimento de uma situação cativa. Isso sempre acontece com medicamentos novos e para doentes com enfermidades crônico degenerativas", diz o médico José Ruben Bonfim, coordenador executivo da Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos (Sobravime).
Segundo Roberto D?Avila, vice-presidente do CFM, o objetivo é, até agosto, quando deve ser concluída a atualização do código de ética, proibir a participação dos médicos em programas de benefício. "O médico acha que é benefício, mas está sendo usado pela indústria. Os programas são uma iniquidade. A população em geral não terá acesso. O cadastro vale muito. Muitas operadoras de planos gostariam de ter acesso aos dados." No caso dos farmacêuticos, a participação se dá nas farmácias, onde sistemas bancados pelos laboratórios liberam descontos com base em um cadastro prévio. "Vamos proibir os farmacêuticos de darem esses dados. Isso tira a privacidade do paciente", diz o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, que promete a aprovação da medida para o próximo mês.
O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO
Ética: Pesquisas com seres humanos precisam ser feitas
com consentimento livre e assinado dos pacientes
Publicidade: A propaganda para pacientes é vetada para a maior parte dos remédios
Privacidade: Os dados dos pacientes são sigilosos
Relação: Médicos não podem vincular a prescrição de remédios ao recebimento de vantagens materiais nem participar de
consórcios e similares
Aumento no preço dos remédios deve chegar mais cedo aos consumidores
| 30/03/2009 - 09h07 ANNA CAROLINA CARDOSO Os consumidores deverão sentir mais depressa o reajuste de 5,9% dos medicamentos, anunciado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para esta terça-feira (31) --principalmente nas farmácias independentes ou ligadas a pequenas redes. Essa é a avaliação de comerciantes e associações do setor. Nos anos anteriores, quando o aumento anual era anunciado, a maior parte dos comerciantes independentes (cerca 90% das 60 mil lojas em todo o Brasil, segundo estimativas do setor) recorria a uma estratégia. Eles compravam uma quantidade maior dos produtos mais vendidos antes que os preços subissem e conseguiam vender ao cliente pelo preço antigo mesmo após o reajuste.
Agora, como não têm o mesmo poder de barganha das grandes drogarias, que podem negociar diretamente com as indústrias, esses estabelecimentos estão tendo que comprar com prazos mais curtos e encontrando poucos medicamentos com desconto. Resultado: não conseguem ficar sem repassar o aumento para o cliente por muito tempo. A principal causa desse efeito no bolso do consumidor não é, portanto, o reajuste, mas o impacto da crise na rede de distribuição. Sem financiamento, ela não consegue oferecer prazos e descontos como antes. "O primeiro impacto da crise foi no distribuidor. O segundo impacto foi nas farmácias, principalmente as independentes, porque o distribuidor não conseguiu mais repassar o crédito", diz Marcello Albuquerque, diretor de linha de negócios da IMS Health, consultoria especializada no mercado farmacêutico. Segundo a avaliação da Febrafar (Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias), que representa mais de 2.500 pequenas e médias farmácias ligadas a redes independentes em 11 Estados, com essas condições, as lojas não vão conseguir praticar os mesmos descontos. "Nos últimos seis meses, o preço não subiu. Mas o consumidor está pagando mais porque já não tem desconto", aponta o presidente da Febrafar, Edison Tamascia. As distribuidoras, por sua vez, sentem o efeito da crise na dificuldade para conseguir crédito nos bancos. Era com os financiamentos que elas bancavam prazos mais longos e descontos mais generosos para os varejistas, já que os prazos das indústrias são mais curtos. Agora, algumas distribuidoras estão tendo dificuldades até para repor o próprio estoque. "Todas as distribuidoras estão tendo falta de produtos", diz Luiz Fernando Buainain, presidente da Abafarma (Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico), que representa as empresas de distribuição. Segundo ele, ainda não é possível quantificar os medicamentos que estão faltando no mercado, mas já há dificuldade para encontrar alguns produtos tanto no atacado quanto no varejo. A associação deve encomendar, para os próximos meses, uma pesquisa para mapear essas faltas. Na avaliação de Buainain, "se a indústria não se cuidar, vai haver uma crise muito grande na distribuição". Ele defende que os laboratórios ofereçam prazos mais longos de compras para os distribuidores. Os laboratórios, no entanto, não têm a mesma perspectiva. A Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica), diz que não há movimento entre as indústrias do setor no sentido de flexibilizar as condições de compra. Segundo Ciro Mortella, presidente-executivo da entidade, a mudança das políticas comerciais não é uma tendência no setor. Na outra ponta da cadeia, os donos de pequenas farmácias não estão otimistas com o novo quadro. A reportagem conversou com dez proprietários na região central de São Paulo e constatou que a nova realidade preocupa o setor. "Nós temos que dar desconto, se não, não vendemos. E a margem de lucro, que já é pequena, diminui mais ainda", reclama Tadashi Yashida, dono de uma drogaria no bairro da Liberdade. Segundo ele, "90% dos clientes chegam perguntam: e o desconto?". O desconto que o consumidor recebe está saindo do caixa dos comerciantes, que já não têm como evitar o repasse por muito tempo. "Você tem que mexer na sua margem [de lucro] para poder dar o desconto. Quem dá descontos maiores está pagando para trabalhar", diz Ivan Juris Martins, dono de uma farmácia no Cambuci. Entre as grandes redes a preocupação parece menor. Para Sérgio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drograrias), que reúne as maiores redes do setor, assim como nos outros anos, o aumento ficará embutido nos descontos. De acordo com Barreto, a dependência do atacado é uma preocupação maior para as empresas pequenas e médias. Com relação às grandes, ele diz que, "em princípio estão muito bem, mas a gente não sabe o que pode acontecer". A Anvisa, que no anúncio do teto do reajuste dos preços, no último dia 11, disse que o preço máximo ao consumidor poderia sofrer descontos de acordo com as políticas de comercialização das empresas, informou que a agência não tem como regular essa relação. "É uma relação privada, mas ninguém é contra o desconto", disse Luiz Milton Veloso Costa, secretário-executivo da Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). |
Brasil se destaca em produtos de Beleza
Empresas & Negócios - |Gazeta
20/03 - 01:19Brasil se destaca em produtos de beleza
São Paulo, 20 de Março de 2009 - Os hábitos brasileiros de higiene, de vários banhos e muito perfume, especialmente nas regiões mais quentes do País, o culto à boa aparência, aliados à melhoria da renda, principalmente das classes mais populares, têm garantido um desempenho acima da média mundial para o setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos nacional. O Brasil não apenas foi o país que apresentou maior crescimento, entre os principais mercados mundiais, mas também ganhou participação, e colocações, em segmentos importantes, como o de desodorantes, perfumaria, produtos infantis, cuidados com a pele e proteção solar.
De acordo com dados do Euromonitor, que avalia o mercado a partir dos preços cobrados ao consumidor, o setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos movimentou no ano passado US$ 28,77 bilhões no Brasil, o que representa um crescimento de 27,5% ante o apurado um ano antes . Os dez principais mercados do mundo cresceram, em média, 9,1%. O segundo maior crescimento foi registrado pela China, quarto maior mercado global, com 5,3% de participação, que movimentou US$ 17,7 bilhões, alta de 22,1% ante o ano anterior, seguido da Rússia, oitavo no ranking, que cresceu 14,5%, para US$ 12,38 bilhões. Já o primeiro colocado, os Estados Unidos, tiveram ligeira queda, de 0,1%, para US$ 52,14 bilhões.
Com o bom desempenho nacional, o Brasil ganhou um ponto percentual de participação no mercado mundial e agora responde por 8,6%. "E há um potencial enorme no mercado brasileiro, existem muitos segmentos que vêm crescendo, incorporando novos consumidores", disse José Carlos Basílio, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). O executivo destacou o potencial de crescimento de alguns segmentos, como o de cuidados com a pele, que no ano passado galgou duas posições e alcançou a sexta colocação considerando o desempenho mundial. "Esse é o maior mercado do mundo no setor, aqui ainda é cabelo, mas tem havido uma conscientização de que quanto mais se hidrata a pele, melhor, e novos hábitos estão sendo incorporados."
No ano passado, a venda nacional de desodorantes cresceu 36,63%, movimentou US$ 2,88 bilhões e alcançou a liderança mundial, com 16,9% de participação, superando os Estados Unidos. "Tradicionalmente, a população costumava usar desodorante como colônia, hoje crescem as vendas de desodorantes neutros, para que o consumidor possa usar a sua fragrância preferida", afirmou.
Em 2009, o Brasil deverá superar o principal consumidor mundial em perfumaria, segmento que no ano passado cresceu 32,74%, para US$ 5,3 bilhões no País, enquanto as vendas norte-americanas de fragrâncias somou US$ 5,57 bilhões, queda de 5,23%. "Neste ano os Estados Unidos devem registrar nova queda e mesmo que o Brasil cresça 10% já somará US$ 6 bilhões. "A Alemanha, terceiro colocado, movimenta US$ 2,9 bilhões, não tem como nos alcançar."
Já no segmento de produtos infantis, o Brasil registrou alta de 32,9% nas vendas, para US$ 740 milhões, enquanto os Estados Unidos movimentaram US$ 810 milhões, 0,47% menos que em 2007. "Não devemos crescer na mesma proporção do ano passado, mas vamos crescer, enquanto os Estados Unidos certamente terão queda", disse Basílio. Entre as razões para o aumento está o lançamento de produtos mais segmentados por tipo de cabelo. Além disso, brasileiros tendem a ter como prioridade o bem-estar dos filhos.
Arrecadação maiorO Euromonitor computa seus dados com base nos preços dos produtos cobrados do consumidor. A Abihpec também faz um levantamento do setor, mas usa como base os preços de venda das fabricantes. Segundo esse dado, o setor cresceu 10,6% em 2008, para R$ 21,7 bilhões (ou US$ 11,9 bilhões). Entre as razões apontadas por Basilio que ajudam a explicar a grande diferença de percentual de crescimento está a implementação da substituição tributária no Estado de São Paulo. "Com a implementação da substituição tributária, houve uma redução significativa da informalidade e o valor de mercado dos produtos cresceu", disse o dirigente.
De acordo com ele, de janeiro a novembro, a arrecadação de ICMS paulista cresceu 21,3%, enquanto a arrecadação do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos teve alta de 279%, São Paulo responde por 40% do mercado nacional.
Balança Comercial
As importações também cresceram, 24,7%, para US$ 465,77 milhões. No entanto, ainda respondem por menos de 2% do mercado apurado pelo Euromonitor. Já as exportações cresceram 20,5%, para US$ 647,88 milhões.
Com isso, o saldo comercial aumentou 11%, para US$ 182 milhões, mas abaixo dos US$ 194,27 milhões de 2006.
De acordo com Basilio, a expectativa para 2009 é de manutenção dos volumes de embarques registrados no ano passado, apesar da retração do mercado internacional. "Esperamos crescer mesmo em mercados como a Europa e os Estados Unidos, que estão em crise." Basílio avalia que a imagem dos produtos nacionais, de originalidade no uso de ativos da biodiversidade brasileira, é um importante diferencial para a conquista de novos consumidores em escala global, em especial diante da crescente preocupação com a preservação ambiental.
O principal destino dos cosméticos brasileiros é a Argentina, que recebeu 26,4% do total embarcado. Em 2008, foram exportados US$ 171,3 milhões, o que representou crescimento de 22,6% em relação a 2007. Atualmente, o país tem vivido uma situação econômica difícil, por isso Basílio prevê que haverá queda das vendas para o parceiro comercial. A Abihpec aposta, no entanto, no incremento das exportações para outros destinos latino-americanos, como a Colômbia, o Peru e o México, com os quais deverão ser realizadas rodadas de negociações.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Luciana Collet)
Em dez anos de genéricos, o consumidor economizou R$ 10,5 bi
25 de março de 2009
VEJA
por Maria Carolina Maia
Os medicamentos genéricos completam dez anos em 2009. O fato é festejado, mas de maneira modesta, por representantes da área. "Os genéricos correspondem hoje a 18% do número de remédios comercializados no país, um número que é bom, mas que poderia ser melhor", diz o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), Odnir Finotti. Dentro do bolo financeiro do mercado, os medicamentos mordiscaram em 2008 uma fatia de 14,55% - ou 2 bilhões de dólares de um total de 14,669 bilhões. Vale lembrar que os genéricos, por lei, custam 35% a menos do que os chamados medicamentos de referência, aos quais se assemelham.
"A participação é muito pequena, ainda há um espaço imenso para crescer", admite o secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães. Já o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo, acredita que a representação dos genéricos no mercado esteja dentro do esperado. "Se compararmos o caso brasileiro com o de outros países, veremos que até evoluímos bastante nesses dez anos. A política foi bem aceita." Confira os futuros lançamentos do setor.
Efeito no bolso - Pelos cálculos de Finotti, da Pró-Genéricos, na última década o brasileiro economizou 10,5 bilhões de reais ao adquirir genéricos em lugar de medicamentos de marca. Mas essa economia seria maior, se os genéricos fossem mais consumidos. E eles têm potencial para isso. Os 82 fabricantes do país produzem mais de 2.600 medicamentos, capazes de atacar 90% das doenças conhecidas.
No ano passado, o segmento cresceu 18,9%, superando a média do mercado farmacêutico, que aumentou 7,9%. Essa expansão resultou em uma venda total de 277,1 milhões de unidades. Neste ano, o segmento deve crescer entre 10% e 15%, e Finotti espera que alcance a marca de 20% do mercado.
Já para o secretário do Ministério da Saúde, o mérito da política de genéricos está em aumentar o acesso da população a medicamentos e de fomentar a produção nacional, enfraquecida na década de 1990 pela abertura às importações. Mais de 80% dos registros de genéricos são feitos por empresas de capital nacional. "Temos grandes empresas, que estão se tornando competitivas no cenário mundial", afirma Guimarães, citando companhias como a Medley e a EMS.
Estratégias - Outra prova de que os genéricos têm potencial para concorrer com os medicamentos de marca é a rapidez com que se propagam no mercado depois de lançados. "Nos primeiros seis meses, o genérico toma 50% do espaço do seu produto de referência, e ainda proporciona o aumento no número de consumidores, já que leva o remédio de marca a baixar seu preço. Ao final de um ano, 70% daquele mercado já é do genérico", afirma Finotti.
Para que esses remédios ocupem um terreno maior no mercado, como nos Estados Unidos, onde respondem por metade dos medicamentos consumidos, seriam necessárias várias medidas, diz o presidente da Pró-Genéricos. Entre elas, a inclusão do genérico no sistema de reembolso dos planos de saúde e um maior esclarecimento sobre o tema. "O genérico entra em todas as classes sociais, mas seu consumo cresce entras as pessoas mais bem informadas", afirma. Outra demanda é uma campanha pública de incentivo ao genérico - em estudo pelo ministério.
O diretor-presidente da Anvisa lembra outro obstáculo: a lei que permite que o médico barre o medicamento ao assinar uma receita. Se o médico não vetar expressamente a substituição do remédio de marca receitado por um genérico, no ato da compra, o consumidor pode fazer a troca sem problema. Muitas vezes, entretanto, ele não sabe disso, e não é atendido por uma pessoa que saiba orientá-lo a respeito. "Ainda é preciso vencer uma série de barreiras, como o desconhecimento dos consumidores e dos profissionais da área. Há quem duvide da eficácia do produto", afirma Raposo.
Pague Menos não pode usar marca na Paraíba
A cearense Rede de Farmácias Pague Menos tem outro nome na Paraíba. Lá, segundo a empresa, desde 1989 há o registro da marca Pague Menos no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Contudo, em 1996 um comerciante da Paraíba abriu uma farmácia com nome Pague Menos em João Pessoa. Em 1997 a Rede de Farmácias Pague Menos chegou à Paraíba e inaugurou a primeira farmácia em João Pessoa. Alguns anos depois o comerciante entra na Justiça pedindo que a Rede de Farmácias Pague Menos seja impedida de usar a marca no estado. Por um erro jurídico, assim entende a Rede de Farmácias Pague Menos, o Tribunal de Justiça deu ganho de causa ao comerciante. Há dois anos a Rede não pode mais usar sua marca lá, nem em placas, nem em fardas, nem em promoções, propagandas e afins.
A empresa cearense recorreu da sentença por meio de uma ação rescisória e acredita que em breve terá de volta a marca na Paraíba.
As informações são do O Povo.
Sanofi acerta a Compra da Medley
Patrícia Cançado
O grupo farmacêutico francês Sanofi-Aventis assinou carta de intenções para comprar o laboratório brasileiro Medley. A operação é avaliada em R$ 1,5 bilhão, mas apenas R$ 500 milhões irão para o bolso dos acionistas, segundo fontes próximas às negociações. Controlada pelo empresário Alexandre Negrão, a Medley acumula uma dívida de cerca de R$ 1 bilhão. Contratualmente, o negócio tem de ser fechado nos próximos quinze dias. A sua conclusão depende, porém, de uma autorização da matriz. Procuradas, Sanofi e Medley não quiseram comentar o assunto.
Se for concretizada, a venda pode representar a salvação para a Medley, que até 2007 vinha apresentando crescimento constante e viu esse ritmo se interromper em 2008, segundo fontes do mercado. Um dos maiores laboratórios farmacêuticos do País, que disputa a liderança na venda de genéricos, a Medley vive uma situação financeira complicada. Boa parte da sua dívida é de curto prazo. Com a crise, que secou o crédito nos bancos médios, principais financiadores do laboratório, a situação piorou muito. "O setor enxerga que a Medley chegou ao limite. Se não conseguir vender para a Sanofi, a saída pode ser uma recuperação judicial", diz uma fonte.
Fontes do mercado dizem que a empresa tem tido dificuldades para pagar fornecedores e não produz medicamentos há alguns meses. Isso porque seu estoque nas distribuidoras corresponde a vários meses de produção. "Ela começou a vender mais como forma de aumentar o faturamento e assim conseguir mais crédito. Para isso, dava grandes descontos e prazos de 200 a 240 dias", explica um executivo do setor.
No fim do ano passado, deu férias coletivas aos funcionários da fábrica. Eles voltaram após o carnaval, mas a linha de produção ainda estaria parada, de acordo com pessoas que acompanham a empresa. O laboratório também vem perdendo profissionais de primeira linha nos últimos meses.
MERCADO
Até o fim do ano passado, o laboratório brasileiro Aché ainda estava no páreo para comprar a Medley. Teria desistido, segundo fontes, porque o acionista da Medley não concordou em abater a dívida do valor total. "Os acionistas do Aché não estavam dispostos a pagar o valor pedido", disse a fonte.
Embora seja líder na venda de medicamentos no País - com faturamento de 601 milhões em 2008 (cerca de R$ 1,8 bilhão) -, os franceses da Sanofi ainda têm uma atuação tímida no concorrido mercado de genéricos, com a marca Winthrop. A Medley é considerada uma marca forte e respeitada e tem uma das fábricas mais modernas de genéricos do Brasil.
No mundo, o grupo francês é um gigante com receitas de 27 bilhões (cerca de R$ 82 bilhões) e cerca de 100 mil funcionários. Nos seus relatórios financeiros, tem destacado a importância de Brasil, China, Rússia, Índia e México, que ela considera "mercados do amanhã". Juntos, esses países crescem acima de dois dígitos e já representam 23,7% do faturamento. O Brasil é o maior mercado da Sanofi entre os emergentes. Mas, embora viesse crescendo acima de 10%, no ano passado avançou somente 1,4%.
NÚMEROS
R$ 1,5 bilhão
é o valor da operação, mas apenas R$ 500 milhões devem ficar com os acionistas
R$ 1 bilhão
é o valor estimado da dívida da Medley
R$ 1,8 bilhão
foi o faturamento da Sanofi no Brasil no ano passado
Sanofi acerta a compra da MEDLEY
Agência Estado
São Paulo - O grupo farmacêutico francês Sanofi-Aventis assinou carta de intenções para comprar o laboratório brasileiro Medley. A operação é avaliada em R$ 1,5 bilhão, mas apenas R$ 500 milhões irão para o bolso dos acionistas, segundo fontes próximas às negociações. Controlada pelo empresário Alexandre Negrão, a Medley acumula uma dívida de cerca de R$ 1 bilhão. Contratualmente, o negócio tem de ser fechado nos próximos 15 dias. A sua conclusão depende, porém, de uma autorização da matriz. Procuradas, Sanofi e Medley não quiseram comentar o assunto.
Se for concretizada, a venda pode representar a salvação para a Medley, que até 2007 vinha apresentando crescimento constante e viu esse ritmo se interromper em 2008, segundo fontes do mercado. Um dos maiores laboratórios farmacêuticos do País, que disputa a liderança na venda de genéricos, a Medley vive uma situação financeira complicada. Boa parte da sua dívida é de curto prazo. Com a crise, que secou o crédito nos bancos médios, principais financiadores do laboratório, a situação piorou muito. "O setor enxerga que a Medley chegou ao limite. Se não conseguir vender para a Sanofi, a saída pode ser uma recuperação judicial", diz uma fonte.
Fontes do mercado dizem que a empresa tem tido dificuldades para pagar fornecedores e não produz medicamentos há alguns meses. Isso porque seu estoque nas distribuidoras corresponde a vários meses de produção. No fim do ano passado, a empresa deu férias coletivas aos funcionários da fábrica. Eles voltaram após o carnaval, mas a linha de produção ainda estaria parada, de acordo com pessoas que acompanham a empresa. O laboratório também vem perdendo profissionais de primeira linha nos últimos meses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Venda de Medicamentos mantém alta em 2009
30/03 - 00:19
Florianópolis, 30 de Março de 2009 - Apesar da crise financeira mundial, o setor farmacêutico acumula crescimento nas vendas de 6,4%, entre março de 2008 e fevereiro de 2009, no total de unidades vendidas. Já os genéricos registraram incremento de 18,2% no período. Em reais, o crescimento foi de 10,86% do mercado total e de 23,30% dos genéricos nos últimos 12 meses. O presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Laboratórios Nacionais (Abradilan), Ivanilton Galindo, afirma que o faturamento do setor até a distribuição foi de R$ 10 bilhões em 2008 e que o aumento esperado na receita para este ano é de 6% a 8%.
Galindo diz que são vários os fatores que impulsionam o crescimento e deixam o setor à margem da crise. Ele afirma que houve uma melhor distribuição de renda no Brasil, o que facilitou o acesso de muita gente aos medicamentos. Também cita a redução de preços provocada pela entrada dos genéricos e ampliação do número destes produtos no mercado e o envelhecimento da população, que cada vez consome mais remédios e mais vitaminas. "Nos últimos meses, a demanda permaneceu nos mesmos níveis, por isso a indústria não precisou promover férias coletivas ou demissões", afirma Galindo.
Até o final deste mês, os fabricantes poderão reajustar os preços em até 5,85%, conforme autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Muitas indústrias, porém, podem não aplicar o reajuste. O gerente de Marketing da GeoLab, de Anápolis (GO), Rodrigo Nóbrega, afirma que em alguns produtos, de maior concorrência, a empresa não vai mexer no preço, mesmo com a alta do dólar.
Grande parte da matéria-prima utilizada pela indústria farmacêutica é importada. Há cinco anos no mercado, a GeoLab é uma empresa de médio porte, com produção de 12 milhões de unidades/mês e mais de 500 funcionários. A capacidade instalada da indústria, segundo Nóbrega, de 15 milhões de unidades/mês, não será totalmente utilizada em 2009, mesmo com o crescimento esperado de 10% a 15% na produção.
A GeoLab trabalha com similares (70% da receita), genéricos e fitoterápicos. Lançou, este ano, nove produtos, entre eles, o primeiro colírio similar do Brasil, Alphabrin, na Abradilan Farma 2009, feira nacional do setor que ocorre em Florianópolis esta semana. O similar vai custar 32% mais barato do que o chamado medicamento referência, que é o Alphagan. "Nossa previsão é de lançar 30 produtos até o final do ano", diz Nóbrega. Atualmente, a empresa trabalha com 200 produtos em linha.
A Dermogel, de Olinda (PE), também não sentiu os reflexos da crise. Reestruturou a empresa em 2008 e fechou com faturamento de R$ 2 milhões. Para 2009, a perspectiva é de obter receita de R$ 9 milhões. Com 44 anos no mercado, a Dermogel voltou-se para a inovação e lançou vários produtos exclusivos, cosméticos com funcionalidades terapêuticas. O creme hidratante para os pés trata também as fissuras, rachaduras, aumenta a circulação e tem ação esfoliante. Uma linha completa de óleos vegetais e bactericidas trata de varicosas e dermatites (escaras e queimaduras).
A produção da empresa, de 1,3 milhão de unidades, será 60% superior em 2009, em relação a 2008. Deste total, 600 mil itens são de óleos e nove novas linhas serão lançadas ainda este ano. Um dos produtos que está para chegar ao mercado é o alisante natural que poderá ser utilizado até por crianças, grávidas e pessoas com alergias. O gestor Comercial da Dermogel, Fernando Moraes, afirma que a estimativa durante a feira é de geração de R$ 400 mil em negócios.
A Abradilan congrega 85 distribuidoras brasileiras de medicamentos que movimentam R$ 100 milhões/mês com a distribuição de entre 60 milhões e 70 milhões de unidades/mês, sendo 95% genéricos ou similares. A Abradilan prepara agora proposta para apresentar em julho ao Conselho de Política Fazendária (Confaz) e nas secretarias da Fazenda dos estados brasileiros com o objetivo de unificar a tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo Galindo, cada estado aplica uma alíquota que varia de 10% a 40% e se o produto estiver em promoção, esta não é considerada e o tributo incide no maior preço de venda.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 4)(Juliana Wilke)
Setor Famacêutico segue otimista e tem previsão de Crescimento
Setor farmacêutico segue otimista e tem previsão de crescimento
www.segs.com.br - Fonte ou Autoria é : Armando Ferreira - Cássia Magalhães
17-Mar-2009
Segmento está de olho nas oportunidades de negócios que são garantidas por feiras internacionais do porte da CPhI e P-MEC South America
O abalo econômico iniciado nos Estados Unidos em decorrência da crise imobiliária vem contaminando vertiginosamente a economia mundial e já atinge todos os setores - uns mais outros menos. Seguindo uma tendência histórica, a indústria farmacêutica, por se tratar de produtos de primeira necessidade, sente menos o impacto econômico e tem perspectiva de crescimento.
Mesmo com o desempenho da indústria farmacêutica nacional tão dependente das oscilações cambiais, especialmente porque importa cerca de US$ 2 bilhões anuais em insumos, o ano de 2008 fechou com um aumento de 52% nas exportações brasileiras de medicamentos. Confirmando as estimativas iniciais, as exportações brasileiras em medicamentos e insumos, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ultrapassaram US$ 1 bilhão em 2008.
Vários são os fatores que proporcionaram este crescimento, mas convém destacar o fato de que várias empresas internacionais têm escolhido o Brasil pelas suas particularidades positivas como plataforma de exportação de insumos e, sobretudo de medicamentos. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica (Abiquif), Onésimo Azara Pereira, outro fator positivo para o aumento destas exportações tem sido a exposição da indústria farmoquímica brasileira no mercado internacional, vendendo lá fora a imagem da qualidade e confiabilidade dos insumos farmacêuticos produzidos no Brasil.
Os resultados são ainda mais significativos se considerado o fato de o segmento sofrer o impacto com a regulação de preços e a alta tributação, acima de 35%. Nos últimos meses, por exemplo, os laboratórios foram obrigados a absorver aumentos destes insumos em dólar, impostos pelos seus produtores internacionais.
Todos esses aspectos aumenta ainda mais a importância da participação em feiras de negócios com o porte e a representatividade da CPhI - Feira Internacional de Ingredientes para Indústria Farmacêutica e P-MEC - Feira Internacional de Fornecedores de Equipamentos para Indústria Farmacêutica.
Seja nas versões sulamericanas dos eventos, cuja segunda edição acontecem de 26 a 28 de agosto de 2009 no Transamérica Expo Center, em São Paulo, ou nas feiras realizadas na Europa, o mercado farmacêutico brasileiro, tem na CPhI e na P-MEC, verdadeiras vitrines para todo o mundo, a medida que promove empresas, produtos e a instalação no Brasil de novas unidades para a produção de farmacêuticos.
“Em 2009, pela 15ª vez consecutiva a Abiquif estará na CPhI de Madri com o Pavilhão Brasileiro. “Neste contexto, podemos afirmar que a participação brasileira nas CPhI´s na Europa, tem sido um instrumento eficaz para o aumento das exportações brasileiras de farmoquímicos”, afirma Onésimo Azara Pereira, presidente da Abiquif.
A Abrifar – Associação Brasileira dos Distribuidores de Insumos Farmacêuticos prevê que o mercado se desenvolva em níveis normais como dos últimos anos. Em 2008, o setor de distribuição mostrou forte amadurecimento nas questões regulatórias e no mix de ofertas de insumos farmacêuticos de pronta entrega e pôde sentir um avanço em termos de participação de mercado em relação aos anos passados. Em 2009, a entidade pretende promover a oferta de insumos farmacêuticos para pronta entrega com condições comerciais extremamente competitivas e ainda contar com a queda de importações de medicamentos acabados que foram diretamente incentivados com a queda do valor do dólar americano ao longo de 2007 e 2008 e tornou-se o principal concorrente do produtor brasileiro de medicamentos.
“Acreditamos em recuperação para 2009 e os eventos CPhI e P-MEC South America são essenciais para encontros e discussões das questões básicas ligadas ao circuito farmacêutico não apenas no Brasil, mas na América Latina em geral, afirma José Abdallah Nehme, presidente da Abrifar. “ O mercado farmacêutico, independentemente de qualquer crise econômica circunstancial, pode e deve se orgulhar de seu papel nesse processo de melhoria. Essa vai continuar sendo a missão primordial de nosso setor, sem margem para esmorecimento e desânimo”, completa Abdallah.
Na visão de Joris van Wijk, diretor executivo da United Business Media Brazil (UBM), organizadora dos eventos CPhI e P-MEC South America, a participação em eventos de atualização, que possibilitam o fortalecimento e o estabelecimento de novas parcerias comerciais estratégicas continua sendo a mais forte e estável moeda corrente deste mundo globalizado. “Os resultados positivos são alcançados por aqueles que sabem enxergar as oportunidades”, acrescenta Wijk.
A Lanza Pharmachemicals, por exemplo, que pertence a um conglomerado de seis empresas internacionais do setor farmacêutico, com sedes no Brasil, China, Alemanha e Austrália, teve em 2008 faturamento recorde de 30% superior ao ano anterior. Segundo o presidente da empresa, Vanderlanzs Dantas, a Lanza Pharmachemicals teve uma redução dos negócios, mas a meta é manter a companhia operando normalmente, manter seus postos de trabalho e a manutenção dos negócios. “Nosso setor é responsável por uma parcela importante da economia brasileira, basta ver o volume de negócios gerados no último ano e não há dúvida de que será um ano de ajustes, inclusive, é claro, para o segmento farmacêutico. Teremos, todos, de cortar gastos e trabalhar para criar maior facilidade de acesso a medicamentos, porém, sem deixar de participar dos eventos do setor para expor nossa marca.”, explica Dantas.
As feiras
Voltada para os fabricantes de química fina, distribuidores de matérias-primas e laboratórios farmacêuticos, a CPhI é a principal vitrine do mercado de ingredientes farmacêuticos porque reúne uma gama de fornecedores de diversos segmentos em um único ambiente o que facilita e poupa o tempo dos empresários. Uma peculiaridade da feira é que, além de compradores laboratórios farmacêuticos, o evento tem entre os visitantes fornecedores de todo o mundo em busca de parcerias comerciais locais. “Por ser o principal evento do setor, também estão presentes os fornecedores internacionais, dando suporte aos trabalhos já realizados pelos distribuidores. Uma oportunidade para que o visitante converse diretamente com o fabricante”, ressalta Wijk. Entre os participantes deste ano, estão empresas como Fischer Chemicals (Suíça), Globe Finechem (Holanda), Farmacapsulas (Colômbia), Sinbiotik (México), Axellia (Dinamarca), entre outras. A versão européia da CPhI já acontece há 18 anos. Sua última edição, na Itália, reuniu 1.560 expositores e recebeu mais de 24 mil profissionais de 125 países.
Já a P-MEC trará as principais novidades em automação e robótica, produtos e equipamentos para laboratórios, instalações industriais, suprimentos e embalagens, máquinas envasadoras, processamento e equipamentos de segurança. Este ano empresas como Campak, Almapal, Sovereign, Isodur, Julabo, SGD Brasil (Saint-Gobain) participam da feira trazendo diversos lançamentos. O evento mundial P-MEC foi lançado em 2005 e é a marca que mais cresce no mundo, com grandes edições na Ásia e Europa.
Para essa segunda edição a P-MEC South America fechou uma parceria com a Afiliada Brasil da ISPE (Associação Internacional de Engenharia Farmacêutica), que vai coordenar um congresso que irá abordar temas referentes à tecnologia na fabricação de medicamentos.
Paralelamente à CPhI e à P-MEC também acontecerá o Latin American Pharma Business Fórum, que mostrará dados do setor, informações de mercado e cases de sucessos, além de congresso para atualização profissional na pesquisa, desenvolvimento e produção de fármacos. Os eventos contam com o apoio das principais entidades relacionadas à produção de medicamentos e fornecedores de insumos farmacêuticos como a Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia suas Especialidades (Abifina), Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica (Abiquif), Associação Brasileira dos Distribuidores de Insumos Farmacêuticos (Abrifar), Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (ProGenericos), Sindicato da Indústria Farmacêutica do Estado de São Paulo (Sindusfarma) e a Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip).
Casas Bahia das Drogarias
Rede cearense quer ser a “ Casas Bahia das drogarias”
A rede cearense Pague Menos, \ considerada a "Casas Bahia das farmácias", jogou por terra uma das premissas do varejo. Normalmente, as cadeias constroem uma base de abastecimento numa determinada região para depois expandir a rede de lojas em tomo daquela área geográfica. Francisco Deusmar de Queirós, fundador e controlador da Pague Menos, fez o contrário.
Ele investiu R$ 30 milhões na construção de um novo centro de distribuição em Fortaleza. Sua intenção, porém, não é reforçar a presença no Nordeste.
O novo depósito permitirá à Pague Menos, que já é a maior rede de farmácias do país, expandir-se em São Paulo e Minas Gerais, dois Estados em que a varejista pretende acelerar sua expansão.
"Fizemos as contas e vimos que o custo de construir um centro de distribuição em São Paulo não compensava", respondeu Queirós.
As mercadorias serão enviadas para a região Sudeste por avião pela empresa, que possui uma parceria com a VarigLog. "Como os aviões voltam vazios do Nordeste para o Sul, o frete é muito mais barato", explica o empresário. Uma das divisões da VarigLog também faz a 10glStica terrestre da Pague Menos, como o abastecimento das lojas.
"Os custos com segurança em São Paulo são oito vezes mais altos do que no Ceará", acrescenta Queirós. Hoje, o Nordeste representa 75% do faturamento da Pague Menos. Mas, em 2012, a varejista estima que as regiões Sudeste e Sul responderão por 40% das suas vendas.
"A Pague Menos, no setor farmacêutico, e a Paquetá, no segmento de calçados, são os dois únicos casos no varejo em que a maior rede está fora
do eixo Rio-São Paulo", afirma o consultor especializado no setor, Eugênio
Foganholo, da Mixxer. Tirar as lideranças das redes do Sul não foi fácil.
Há alguns anos, Queirós admite que uma rede de 19 lojas em Fortaleza só para impedir a entrada dos concorrentes.
"Depois fechamos quase todas as lojas. Só três ficaram abertas”, revela o empresário.
Desde 2005, a Pague Menos cresce mais de 25% ao ano em vendas. Em 2007, a varejista faturou R$1,29 bilhão e prevê chegar, em 2008, a R$1,6 bilhões. Para 2009, a marca de R$ 2 bilhões. Com 290 lojas atualmente, Queirós quer abrir 20 lojas por ano, o que deve consumir R$ 25 por 25% das vendas. Como muitos empresários do varejo Queirós vem de uma família de poucos recursos. Seu sonho, afirma, é ser a primeira varejista com lojas em todos os Estados brasileiros. E a Pague Menos já está muito perto disso.
Já superou o McDonald's em abrangência territorial. Com a abertura em breve de uma drogaria em Boa Vista, no Acre, só restam agora Roraima e Amapá. "Só não temos lojas nesses locais porque não há vôos diários.
Se tivesse, já estaríamos lá", afirma Queirós, que não perde a oportunidade de colocar a bandeira nacional em todos as lojas e, dentro delas, em todos os lugares.
O cearense desenvolveu um modelo de negócio que mistura farmácia com loja de conveniência. Suas lojas vendem itens como toalhas, sandálias, salgadinhos e refrigerantes. Só em sorvete, a Pague Menos vende 100 toneladas por mês. Para comercializar muitos itens, porém, a varejista precisa de liminares na justiça devido à regulamentação do setor, que varia conforme o município.
“ Temos uma equipe de 11 advogados só para isso”, diz Queirós. Em média, os não medicamentos respondem por 25% das vendas. Mas, em locais onde há supermercados por perto, esse percentual vai a 40%.
Valor Econômico – SP
Carrefour mantém plano de expansão
Carrefour mantém plano de expansão
Porto Alegre, 5 de Fevereiro de 2009 - A crise não assusta os franceses do Carrefour, que prometem manter para este ano o planejamento de investir pelo menos R$ 1 bilhão na abertura de cerca de 70 lojas entre as suas bandeiras - Carrefour, Carrefour Bairro, Dia% e Atacadão. O diretor da divisão Centro-Sul e membro do comitê executivo do Carrefour, Laurent Bendavid, explica que o Carrefour mira o desempenho da economia brasileira no longo prazo e, por isso, acredita não haver necessidade de uma freada momentânea, em um período de domínio de notícias sobre demissões no País.
"Qualquer que seja o contexto econômico de curto prazo, vamos investir mais de R$ 1 bilhão porque achamos que o Brasil é um dos lugares do mundo onde o crescimento vai ser maior", disse Bendavid, que esteve ontem em Porto Alegre para a inauguração de mais um hipermercado na zona norte da cidade (o terceiro na capital gaúcha e o oitavo no Rio Grande do Sul), bem em frente ao Big, hipermercado do concorrente Wal-Mart.
Bendavid diz que o grupo considera o Brasil o melhor destino para investimentos entre os países do BRIC (que também inclui China, Índia e Rússia) e por isso o Carrefour assegura que também terá um investimento na casa do R$ 1 bilhão em 2010, com a abertura de um número semelhante de novos pontos. O ritmo de crescimento orgânico deve se manter até 2015, data mirada pelo atual planejamento estratégico do gigante varejista. O Brasil, onde o Carrefour lidera o ranking supermercadista, é o terceiro principal mercado do grupo, atrás apenas de França e Espanha.
A rede fechou 2008 com 770 lojas em 17 estados, sendo 70 novas. O Carrefour, porém, prefere ainda não detalhar o número de novas lojas por bandeiras ou por região.
Faturamento cresce 26%
Em 2008, o grupo reportou um faturamento de € 8,4 bilhões, no Brasil, um crescimento de 26% sobre 2007. Já as vendas das mesmas lojas superaram em 8% os números do exercício anterior. "Temos expectativas de crescimento acima de dois dígitos no Brasil em 2009", assegura Bendavid, que também projeta crescimento das vendas em mesmas lojas. Ele observa que, se itens como eletroeletrônicos apresentarem retração, o resultado será compensado pelos alimentos.
Apesar dos indicadores fracos da economia brasileira no final do ano passado e início de 2009, Bendavid acredita que a crise não é tão aguda quanto se noticia e a expectativa do Carrefour é contratar mais 4 mil funcionários este ano devido ao seu plano de expansão.
O Carrefour reitera que está atento às oportunidades de novas aquisições, mas Bendavid entende que não necessariamente as grandes redes encontrarão pechinchas pela desvalorização dos ativos porque as varejistas consideradas alvos, muitas vezes familiares e com expectativas anteriores de valorização maior, talvez não queiram ser vendidas agora. A última aquisição, realizada em 2007, por R$ 2,2 bilhões, foi a do Atacadão.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Caio Cigana)
Carrefour mantém plano de expansão
Gazeta Mercantil
Porto Alegre, 5 de Fevereiro de 2009 - A crise não assusta os franceses do Carrefour, que prometem manter para este ano o planejamento de investir pelo menos R$ 1 bilhão na abertura de cerca de 70 lojas entre as suas bandeiras - Carrefour, Carrefour Bairro, Dia% e Atacadão. O diretor da divisão Centro-Sul e membro do comitê executivo do Carrefour, Laurent Bendavid, explica que o Carrefour mira o desempenho da economia brasileira no longo prazo e, por isso, acredita não haver necessidade de uma freada momentânea, em um período de domínio de notícias sobre demissões no País.
"Qualquer que seja o contexto econômico de curto prazo, vamos investir mais de R$ 1 bilhão porque achamos que o Brasil é um dos lugares do mundo onde o crescimento vai ser maior", disse Bendavid, que esteve ontem em Porto Alegre para a inauguração de mais um hipermercado na zona norte da cidade (o terceiro na capital gaúcha e o oitavo no Rio Grande do Sul), bem em frente ao Big, hipermercado do concorrente Wal-Mart.
Bendavid diz que o grupo considera o Brasil o melhor destino para investimentos entre os países do BRIC (que também inclui China, Índia e Rússia) e por isso o Carrefour assegura que também terá um investimento na casa do R$ 1 bilhão em 2010, com a abertura de um número semelhante de novos pontos. O ritmo de crescimento orgânico deve se manter até 2015, data mirada pelo atual planejamento estratégico do gigante varejista. O Brasil, onde o Carrefour lidera o ranking supermercadista, é o terceiro principal mercado do grupo, atrás apenas de França e Espanha.
A rede fechou 2008 com 770 lojas em 17 estados, sendo 70 novas. O Carrefour, porém, prefere ainda não detalhar o número de novas lojas por bandeiras ou por região.
Faturamento cresce 26%
Em 2008, o grupo reportou um faturamento de € 8,4 bilhões, no Brasil, um crescimento de 26% sobre 2007. Já as vendas das mesmas lojas superaram em 8% os números do exercício anterior. "Temos expectativas de crescimento acima de dois dígitos no Brasil em 2009", assegura Bendavid, que também projeta crescimento das vendas em mesmas lojas. Ele observa que, se itens como eletroeletrônicos apresentarem retração, o resultado será compensado pelos alimentos.
Apesar dos indicadores fracos da economia brasileira no final do ano passado e início de 2009, Bendavid acredita que a crise não é tão aguda quanto se noticia e a expectativa do Carrefour é contratar mais 4 mil funcionários este ano devido ao seu plano de expansão.
O Carrefour reitera que está atento às oportunidades de novas aquisições, mas Bendavid entende que não necessariamente as grandes redes encontrarão pechinchas pela desvalorização dos ativos porque as varejistas consideradas alvos, muitas vezes familiares e com expectativas anteriores de valorização maior, talvez não queiram ser vendidas agora. A última aquisição, realizada em 2007, por R$ 2,2 bilhões, foi a do Atacadão.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Caio Cigana)
Rede Pague Menos inaugura loja em Campinas
A rede de farmácias Pague Menos inaugura sua primeira loja em Campinas no dia 23 de fevereiro. A loja, que consumiu R$ 1 milhão de investimentos e vai gerar 30 empregos diretos, será instalada na Rua Julio de Mesquita, 741, no Cambuí.
A unidade integra o plano de expansão da rede na Região Sudeste, segundo Francisco Deusmar de Queirós, presidente da Pague Menos.
A Pague Menos tem 300 lojas em 24 estados e no Distrito Federal e a expectativa é atingir 380 lojas até 212.
Em 2008, a rede fundada há 27 anos em Fortaleza (CE) faturou R$ 1,55 bilhão e a meta é crescer 20% em 2009.
O que deverá conter
8. Presença de informações: além do IUM, cada embalagem de medicamento deverá conter e ser capaz de fornecer, ainda que mediante utilização de mecanismos especialmente desenvolvidos para essa finalidade, e sem necessidade de uso de meios remotos, as seguintes informações:
- Número do registro no Ministério da Saúde;
- Nome comercial do medicamento, quando não se tratar de genérico, isentos de registro, homeopáticos isentos de registro e imunoterápicos;
- Denominação Comum Brasileira ou, na sua falta, Denominação Comum Internacional, ou nomenclatura botânica (gênero e espécie), no caso de fitoterápicos;
- Descrição da apresentação do medicamento;
- Número do lote;
- Data de fabricação;
- Prazo de validade;
- Nome do detentor do registro;
- CNPJ do detentor do registro;
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
www.anvisa.gov.br
Consulta Pública nº 8, de 4 de março de 2008
D.O.U de 05/03/2008.
Rastreabilidade de medicamentos
Rastreabilidade de medicamentos
CORREIO BRAZILIENSE - 1 de julho de 2008.
Luiz Fernando Buainain
Presidente da Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico (Abafarma)
Discutem-se hoje, dentro e fora do setor farmacêutico, caminhos para inibir o desenvolvimento do mercado ilegal de medicamentos no Brasil. Dois grandes elementos podem ser identificados nesse cenário: de um lado, a falsificação e importações clandestinas de remédios; de outro, o roubo de cargas. Ambos têm como conseqüência final o risco à saúde do paciente, a ineficácia desses medicamentos, o encarecimento ou repetição do tratamento e a exposição da população a diversos prejuízos desnecessários.
Paralelamente, algumas práticas incompatíveis e não sérias são recorrentes, como a sonegação dos impostos devidos, a venda de produtos sem nota fiscal, a informalidade da mão-de-obra do setor e a venda de medicamentos nas classes terapêuticas feitas por meio da troca ilegal de produtos. Essas práticas representam risco real, conforme apontam pesquisas do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco).
Frente a essas informações, a busca por tecnologias que possibilitem a rastreabilidade e validem a autenticidade dos medicamentos faz-se extremamente necessária. Controlar a circulação e a comercialização desses produtos facilitaria ações pontuais contra cada um dos problemas apontados, pois seria possível identificar a origem, o destino e a localização exata das medicações. Também em situações mais simples, como a necessidade de recolhimento de um lote de remédios, um sistema de rastreamento seria de grande utilidade.
Em vigor desde janeiro deste ano, o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados informatizou todo o registro manual dos medicamentos controlados feito em farmácias e drogarias. Porém, a medida ainda é passível de erro humano, já que as informações impressas nas embalagens devem ser digitadas no computador. Além disso, um sistema ideal de rastreamento deveria incluir todos os tipos de remédios, e não somente os controlados.
O sistema de código de barras adotado pelos fabricantes também é um empecilho, por não armazenar todas as informações necessárias para que os medicamentos sejam totalmente rastreáveis. Para uma melhor identificação, seria preciso, por exemplo, que fossem armazenados dados como o número de lote, validade, fabricante, entre outras informações.
Trabalhando nesse sentido, a Anvisa procura um sistema que possibilite o rastreamento e a identificação de todos os medicamentos desde a saída do laboratório até a mão do paciente. Para isso, realizou em março deste ano consulta pública, feita por meio de um fórum de discussão em seu site. A consulta durou 60 dias e recebeu 57 sugestões gerais e mais de uma dezena sobre mecanismos de controle.
As sugestões seguiram alguns critérios estabelecidos pela própria Anvisa. Entre os critérios estão o baixo custo total de implantação, a capacidade de reposição ou correção imediata dos equipamentos e a baixa possibilidade de fraude do mecanismo de rastreabilidade e autenticidade de medicamentos. Após a avaliação das propostas, a Anvisa fará audiência pública para discussão com os segmentos e a sociedade, e pretende colocar o sistema em prática em 2009.
Podem-se destacar algumas iniciativas paralelas que já foram tomadas. Uma delas é a do Hospital Santa Catarina, na cidade de São Paulo, que utiliza código de barras especial como forma de controle interno de seus artigos farmacêuticos. A outra é um projeto de lei em trâmite no Senado desde o ano passado, que trata da monitoração de alguns produtos. O projeto propõe a obrigatoriedade de identificação eletrônica de medicamentos, insumos farmacêuticos, cosméticos e outros itens sujeitos às normas de vigilância sanitária.
Nos Estados Unidos e na Europa, o maior problema tem relação com remédios falsificados, enquanto aqui no Brasil o roubo de cargas e o contrabando são os mais preocupantes. Uma tecnologia que permita a rastreabilidade de medicamentos é não só bem-vinda, mas, também, pode significar uma mudança na imagem do país, transformando-o em um dos pioneiros nesse tipo de iniciativa. Resta aguardar os próximos passos da Anvisa.
A DESENVOLVA estará presente na ABRADILAN FARMA 2009
Estaremos no dia 26/Março assistindo a palestra " Gestão com Resultados no Setor Farmacêutico"
A Abradilan Farma & Abradilan HPC 2009 acontecerá de 25 a 27 de março de 2009, no Centro de Convenções CentroSul, na cidade de Florianópolis;
Reajuste de Preços
Reajuste de preços dos medicamentos - Resolução CMED nº.2, de 11/03/2009, DOU de 12/03/2009
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) publicou hoje no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 2, de 11 de Março de 2009, DOU de 12 de Março de 2009.
Os laboratórios podem ajustar os preços de seus medicamentos em até 5,90% no dia 31 de março de 2009.
O aumento terá como referência o Preço Fábrica - PF praticado em 31 de março de 2008 e foi calculado com base em um modelo de teto de preços que leva em consideração a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, acumulado no período de março de 2008, até fevereiro de 2009.
Somente os medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e os Liberados do Controle de Preços não estão submetidos ao modelo de teto de preços do ajuste.
O Portal ABCFARMA disponibilizará para download aos associados, a lista atualizada de preços logo após a divulgação pelos laboratórios.
Todos os cadastrados no Portal ABCFARMA podem realizar GRATUITAMENTE a consulta on-line de preços de medicamentos de forma rápida e simples.
Saiba mais sobre o ajuste de preços, Clicando Aqui ou copiando e colando o link abaixo em seu navegador.
www.abcfarma.org.br/html/asp/aumentodeprecos.asp
Equipe ABCFARMA
Um cliente quando reclama...
Quando, em nossos treinamentos de atendimento comentamos que uma notícia ruim se espalha em uma velocidade absurda, maior até que a notícia boa, alguns ficam refletindo sobre o assunto.
PEsquisando na internet sobre atendimento a cliente em farmácias, encontrei este post no blog http://www.ofuturodopresente.caixadepandora.com.br/?p=566, onde uma cliente relata uma experiencia negativa em uma farmácia que transcrevo aqui!
Sei que esta rede de farmácias, com mais de 100 anos de existência já realizou e ainda realiza muitos excelentes atendimentos, no entanto, um deles, como o relatado não saiu muito bem! E esse, justamente foi discutido na internet e com outros comentários, sugestões de compras em outro lugar. Observem os comentários e o marketing negativo causado por um erro no atendimento
Imagine um mal atendimento em sua farmácia, se coloque no lugar desta Rede!
Drogarias Pacheco, nunca mais!
Durante muito tempo, comprei nas Drogarias Pacheco. Uma empresa consolidada com mais de 100 anos de existência. Infelzimente, mesmo contra minha vontade e com minha total resistência, preciso comprar remédios de vez em quando. E até que desfralde meu guri, compro as maledetas fraldas descartáveis.
Mas devido a uma gripe forte que nos assolou que terminou em sinusite e rinite alérgica, precisamos de um antibiótico. Pois mesmo pedindo com mais de 12 horas de antecedência a entrega não foi feita. Nenhuma satisfação foi dada e quando reclamei fui tratada como uma cliente chata.
Como pode uma empresa que vende medicamentos, levar mais de 12 horas para entregar um medicamento que precisa ser tomado em horários religiosamente cumpridos?
Claro que eu não esperei, comprei em outra farmácia e mandei o entregador da Pacheco embora com antibiótico e fraldas. Descobri, nesta brincadeira, que a *nova* logística da empresa, manda meu pedido de uma farmácia a mais de 30 km da minha casa, mesmo tendo uma quase ao lado? (ãh?)
Pois é…
Não entendo, porque para mim, por uma questão de conta de somar e dividir, o custo é maior. E para o meio-ambiente, cruz-credo…essa empresa,de fato, não está nem aí, para o meio-ambiente. Vou até procurar por alguma farmácia que faça entrega de bicicleta (nunca vi, só vejo aquele bando de motoqueiros parados na porta das farmácias).
Lá, eles atendem através de uma central de atendimento que é tudo de pior que pode-se querer: o cliente que reclama perturba;
as atendentes embora sejam pessoas, falam e agem como máquinas;
o sistema somente tem o histórico de venda para o cliente, mas não o histórico de atendimento (ou seja só o seu bolso interessa para eles);
você fica horas esperando um retorno, posicionamento ou resposta
e tentam, antiquadamente, vencer o cliente pelo cansaço.
Atualmente, não temos mais espaço para atendimento de péssimo padrão como esse. E eu, que trabalhei muitos anos com atendimento ao cliente (trabalhei em multinacionais da área de panificação e ajudei a implantar o atendimento ao cliente nas duas empresas) posso lhes garantir que tratar o cliente com o respeito que ele merece é uma premissa da empresa. Ou ela tem, ou ela não tem. Independente disso, profissionais que fazem este trabalho devem ser treinados para dar ao cliente o atendimento que ele precisa, sempre ir além de suas expectativas e levar qualquer reclamação ao maior responsável pelo setor porque, empresas sérias sabem:
cliente que reclama, é o melhor cliente de uma empresa porque é aquele que, no mínimo, deseja que a empresa melhore e que sinaliza para a empresa como ela é vista no mercado. Este é um feedback que não tem preço.
E nós consumidores, só melhoraremos o nível do atendimento que recebemos quando mostrarmos que merecemos respeito.
Por isso, Pacheco, bye, bye….
Ana, é realmente desgastante. A gente paga muito mico ao consumir.
E esse negócio de atendimento ao consumidor é, na maioria das vezes, um engodo. Já tentou reclamar no site do Cinemark? Você sequer recebe um email automático dizendo que eles receberam sua mensagem. E sobre as mocinhas que agem como máquinas, é que a maioria é contratação temporária, por 6 meses. Depois disso, rua, e entra uma nova leva. Todas novatas e mal treinadas. As empresas querem se beneficiar da lei que permite este tipo de contratação. Na universidade, tenho muitos alunos que trabalham em telemarketing. E todos sabem que serão demitidos em 6 meses. Quem se esforça diante deste futuro promissor?
O negócio é por a boca no trombone. Mas com cuidado. Tenho um primo que reclamou da Honda pela internet e no dia seguinte tinha um oficial de justiça na porta da casa dele com uma ordem de uma juíza dizendo que se ele espalhasse novamente tais emails, levaria multa de 2 mil reais. Inacreditável, mas eu tenho cópia da ordem de justiça.
É incrível como um email incomoda muita gente.
» Bianca said: { Nov 14, 2008 - 01:11:00 }
oi Ana,
eu compro muito em farmácias pela internet e te indico 3 lugares com preços beeeeeeeeeem mais em conta e ótimos serviços:
http://www.vitanet.com.br
http://www.fec.com.br
http://www.ultrafarma.com.br (esta é em São Paulo, mas vale a pena se for comprar em grande quantidade pois os preços são infinitamente melhores, e vale o custo do correio - 4 reais - mas tem que contar com o prazo de entrega de 2 dias úteis).
bjs bianca
» Polêmica said: { Nov 14, 2008 - 02:11:00 }
Tem empresas que além de prestar um péssimo serviço, presta um péssimo atendimento também. Minha mãe comprou uma mesa na loja CEM e eles não entregaram a mesa no dia combinado. Quando finalmente entregaram, eles trouxeram a mesa do mostruário. Minha mãe tentou ligar para reclamar e não foi bem atendida, sem contar que ficamos horas esperando alguém atender. Mais de uma semana depois, trouxeram a mesa nova, um absurdo!
Mas em caso de farmácia eu acho um erro inadmissível porque se trata da saúde das pessoas e os atendentes não podem ficar brincando com a saúde de ninguém, saúde é coisa séria!
(obrigada pelo cinemark, já deixei um recadinho lá no post).
Beijão!
» João Carlos said: { Nov 14, 2008 - 03:11:00 }
Boa decisão, Ana Cláudia! Quando eu dou de cara com um SAC desses, eu digo, em bom português: “Não obrigo ninguém a ganhar meu dinheiro! Eu não vivo de comprar remédios: vocês vivem de vendê-los”.
Mas fica uma outra sugestão: Escreva para uma coluna de “Defesa do Consumidor” em algum jornal de grande circulação, relatando o fato. Existe até um site chamado “Reclame aqui”, onde eu consegui bons resultados.
@ Thais:
Seu primo deveria ter procurado a Corregedoria da Justiça e entrado com uma representação contra a tal juíza. Isso que ela fez tem nome no Código Penal: “Abuso de Autoridade”, “Prevaricação” e “Constrangimento Ilegal”. Está na hora de botar esses idiotas do Judiciário em seus devidos lugares: o de Funcionários Públicos!
» luzdeluma said: { Nov 15, 2008 - 09:11:00 }
Jesuixxxxxxxxx, eu só peço por telefone, quando estou apressada, isto quer dizer URGÊNCIA!! Uma entrega de farmácia demorar 24hs é o cúmulo dos absurdos!
Ao que parece, depois que a Pacheco resolveu ‘crescer’, comprando todas as farmácias vizinhas, ‘monopolizando’ o mercado, surtou!! Ou o turco perdeu a medida de uma boa administração?
Faça como o João Carlos indicou. Aqui apelamos sempre para a coluna do “O Globo” e rapidinho temos retorno.
Ah, aqui na minha cidade, a Pacheco é a única que não faz entrega domiciliar.
Bom fim de semana! Beijus
» Ana Cláudia Bessa said: { Dec 2, 2008 - 01:12:00 }
Taís, tem empresas que não tem nenhum canal de reclamação. A Melitta é uma delas. pelo menos, não tinha há um tempo atrás quando queria pegar informações sobre como reciclar o filtro de papel. Tem que fazer cadastro. Ou seja, para reclamar dificulta ao máximo.
Quanto ao seu primo, acho que ele devia ter metido a boca de novo na Honda quando mandou o oficial de justiça. Ele tem todo direito de externar seu descontentamento com determinada empresa. Só faltava essa…
» Ana Cláudia Bessa said: { Dec 2, 2008 - 01:12:00 }
Oi, Bianca!
eu conheço essas farmácias, o problema é que nunca remédio com antecedência que é preciso para aguardar a entrega delas…
» Ana Cláudia Bessa said: { Dec 2, 2008 - 01:12:00 }
É Polêmica, tem serviços que não podem falahar. mas de qualquer forma a mesa também tem sua importância e se sua mãe não tivesse outra mesa para usar?
Prazos precisam ser cumpridos. falhas acontecem mas precisam ser tratadas com responsabilidade e respeito ao consumidor.
» Ana Cláudia Bessa said: { Dec 2, 2008 - 01:12:00 }
João, meu marido fala a mesma coisa: desculpe por euser cliente! Sei que estou atrapalhando, desculpe!
Eu jpa usei RECLAME AQUI e funciona mesmo. dá uma busca lá com meu nome e vai achar uma reclamação da Brastemp. Não lembro se já contei este causo aqui, é muito legal. Paguei só a mão de obra numa peça que custava 500 reais!
E você falou certíssimo a respeito do Judici´rio. eu acho um abuso. á me deparei com juízas, promotores, defensores e oficiais, simplesmente despre´zíveis. todos funcionários PÚBLICOS que agem como DEUSES acima do bem e do mal e acima do povo que é o grande motivo deles estarem ali para SERVIR.
» Ana Cláudia Bessa said: { Dec 2, 2008 - 01:12:00 }
É isso aí, Luma. As empresas querem crescer sem pensar no consumidor que é quem mantém aquela bagaça! Ora bolas!
» Lucas Russo said: { Dec 5, 2008 - 02:12:00 }
Existem realmente falhas em entrega e nesse caso foi uma dentro de várias. Pior que o remédio é ficar sem as fraldas.
O que deve ter acontecido com o rapaz da Honda é que muitas vezes, nós consumidores, só vemos nosso lado e as vezes exageramos para chamar a atenção. Quem já não viu o e-mail com o ratinho na massa da casquinha do McDonald’s?? Quem garante que é verdade? Eu não parei de tomar por isso, e quantos que não pararam? E ainda tem outros exemplos de e-mails e falsas notícias. Na internet as pessoas escrevem o que querem e não o que aconteceu realmente.
Concordo em usar o Reclame Aqui é muito eficiente. Agora ficar em sites colocando inverdades, isso muitas vezes é coisa até da própria concorrência.
Por esse motivo que o oficial de justiça apareceu. Quer reclamar? Fazer uso dos direitos? Vá em site especializados ou procure o SAC da empresa ou a justiça. E só divida sua fúria e sua opinião se ela realmente for verdadeira e você tiver corrido atrás de uma solução. A maioria das empresas sempre resolvem os problemas, basta três itens: estar com a razão, paciência e persistência. Junte os três todas as vezes e será um consumidor vencedor e satisfeito
Rede de Farmácias carioca chega a São Paulo
Discretamente, um novo varejista fez sua estreia hoje no mercado paulista. Trata-se da Drogarias Pacheco,
rede de farmácias nascida no Rio de Janeiro há mais de 100 anos e que hoje já está presente também em Minas Gerais e no Espírito Santo, somando mais de 300 lojas e 6000 funcionários. Hoje, a empresa abriu três unidades em São Paulo: duas na capital paulista e uma em Santo André.
A chegada da rede carioca ao estado deve acirrar a disputa por um mercado que já conta com nomes como Drogasil, Drogaria São Paulo e Droga Raia. Segundo dados da Abrafarma, a associações que reúne as farmácias de todo o país, esse mercado movimentou quase 8 bilhões de reais em 2007, um crescimento de mais de 13% em relação ao ano anterior (os dados de 2008 ainda não estão disponíveis). O valor é expressivo, mas as grandes redes ainda têm muito espaço para crescer. Estima-se que em todo o país existam mais de 55 000 farmácias, o que daria margem para uma futura consolidação do setor.
Durante o final de semana, quando soube da chegada da rede a São Paulo, fiquei curiosa para entender o porquê do movimento -- afinal, entrar no mercado mais competitivo do Brasil nesse momento de crise não é para todo mundo. Infelizmente, não consegui matar minha curiosidade. Desde ontem de manhã tenho insistido com o departamento de marketing da empresa para conversar com algum executivo que pudesse falar sobre a iniciativa. A tarefa foi ingrata. Eles se recusaram até mesmo a passar o endereço das lojas que seriam abertas (um problema que consegui resolver com uma simples consulta à lista telefônica de São Paulo....). Há alguns minutos tive a resposta de que a empresa não falaria nada mesmo, supostamente porque a presidência não estava disponível e ninguém tem autorização prévia para dar informação alguma.
Começou mal...
Merck e Schering-Plough anunciam fusão bilionária no setor farmacêutico
09/03/2009 - 07:47 , atualizada às 09:33 09/03 - Redação com agências
NOVA YORK - Os conselhos de administração dos grupos farmacêuticos americanos Merck e Schering-Plough anunciaram nesta segunda-feira a conclusão de um acordo para uma fusão, em uma transação de US$ 41,1 bilhões. A operação unirá as fabricantes dos medicamentos para tratamento de colesterol Zetia e Vytorin, no segundo mega-acordo entre grandes companhias farmacêuticas em semanas. As duas companhias, que anunciaram significativos cortes de empregos no fim de 2008, têm agido para se tornarem mais eficientes em meio à queda da demanda pelos medicamentos que produzem. As vendas conjugadas das empresas recuaram 26% no último trimestre.
A transação, que oferece aos acionistas da Schering-Plough um prêmio de 34% sobre a cotação de fechamento da ação da empresa na sexta-feira, vai duplicar o número de medicamentos em potencial que a Merck possui em desenvolvimento avançado, levando o total a 18.
A operação ainda vai diversificar o portfólio de remédios da Merck, incluindo drogas para tratamentos cardiovasculares, respiratórios, oncológicos, de neurologia e também medicamentos para doenças infecciosas e do sistema imunológico.
As ações da Schering-Plough disparavam 22%, para US$ 21,50, antes da abertura dos mercados, enquanto os papeis da Merck ainda não tinham sido negociados. A fusão entre a Merck e a Schering-Plough vem após a compra da Wyeth pela Pfizer, em uma transação de US$ 68 bilhões.
Com o acordo, a Merck prevê uma redução de custos de cerca de US$ 3,5 bilhões anuais além de 2011. As receitas combinadas das duas companhias em 2008 somaram US$ 47 bilhões e a Merck acredita que vai manter seus atuais ratings de crédito.
O presidente-executivo da Merck, Richard Clark, vai comandar as companhias, com os acionistas da Merck controlando uma participação em torno de 68%. A nova empresa terá o nome de Merck quando a transação for completada.
A fusão foi aprovada por unanimidade pelos conselhos de administração das duas gigantes, segundo um comunicado conjunto
PROIBIDO ENTREGAR MEDICAMENTOS DE GRAÇA
MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS
Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos
Esplanada dos Ministérios. Bloco G, Ed. Sede, 8º Andar – Gabinete
CEP: 70.058-900 - Brasília – DF
Ofício Circular nº /DAF/SCTIE Brasília, 29 de agosto de 2007
Prezado (a) Senhor (a)
No decorrer das auditorias realizadas desde a implantação do Programa Farmácia Popular do Brasil - Sistema de Co – Pagamento foram detectados procedimentos irregulares que comprometem a perfeita operação do Programa.
Seguem recomendações, em tabela anexa, de caráter geral, válidas para todas as empresas, no sentido de uma melhor compreensão das normas do Programa.
Nos casos em que, por alguma falha no entendimento das normas, seu estabelecimento esteja incorrendo em alguma das situações aqui relatadas, este comunicado deve ser assumido como o primeiro aviso para correções imediatas dos procedimentos.
A detecção de manutenção de procedimentos incorretos nas próximas auditorias ou por meio de denúncias implicará na suspensão dos acessos aos sistemas DATASUS e auditoria “in loco”, sujeitando a empresa ao descredenciamento do Programa e a comunicação às esferas competentes, conforme os resultados apurados.
Informamos, finalmente, que a partir de setembro próximo, implantaremos o sistema denominado Carta aos Usuários, cuja finalidade é obter e confirmar informações junto aos pacientes usuários do Programa.
Atenciosamente,
Dirceu Barbano
Diretor
RECOMENDAÇÕES
PROCEDIMENTO INCORRETO
PROCEDIMENTO CORRETO
Ausência de cupom fiscal emitido por equipamento eletrônico, devidamente registrado na Secretaria Estadual de Fazenda.
É obrigatório possuir emissor eletrônico de cupom fiscal (ECF), condição presente na Portaria GM nº 491, de 9/3/06, artigo 7º.
Cupom fiscal registrando o valor financiado pelo Ministério da Saúde (MS) como desconto subtraindo-o do valor total pago.
A forma adequada é identificar o valor financiado pelo MS como convênio e manter o valor total da venda.
Retenção das duas vias do cupom vinculado.
Uma via do cupom vinculado deve ser entregue ao paciente, junto com o cupom fiscal.
Cupom vinculado sem assinatura do paciente.
O cupom vinculado deve ser assinado pelo paciente, nos termos do artigo 6º.
Vários cupons vinculados assinados por uma mesma pessoa.
A dispensação deve ser feita mediante apresentação da receita médica e CPF, conseqüentemente a assinatura deve corresponder ao titular da receita, nos termos dos artigos 3º, 4º e 6º.
Dispensação de medicamentos sem receita.
O Programa exige a apresentação da receita para aquisição dos medicamentos, conforme artigo 4º.
Dispensação acima da quantidade indicada no receita.
O quantitativo do medicamento deve corresponder à posologia mensal, prescrita no tratamento, conforme inciso 2, artigo 4º.
Liberação da parcela referente ao usuário.
O Programa consiste no pagamento pelo MS de percentual do valor de referência, mediante complementação pelo paciente da diferença para o preço de venda, nos termos do artigo 1º.
Anunciar em campanhas publicitárias que o medicamento será distribuído gratuitamente.
Isto não corresponde à verdade, uma vez que o medicamento é financiado pelo Governo Federal. Esta prática estabelece um precedente quanto à distribuição dos demais medicamentos comercializados na farmácia.
Estabelecer parcerias ou contratos comerciais com outras instituições envolvendo o Programa Farmácia Popular.
A relação entre as farmácias credenciadas e o MS é regida pela lei de contratos com entes públicos, assim sendo, é vedado ao contratado envolver terceiros na execução do contrato.
Ofertar os medicamentos do Programa como doações a instituições públicas, privadas ou filantrópicas.
Esta prática é proibida, uma vez que o medicamento é financiado pelo Governo Federal, podendo, até, configurar crime de falsidade ideológica. Importante ressaltar que já existe parecer favorável ao descredenciamento de farmácias que se utilizaram deste procedimento.




