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Tamiflu e gripe Suína

Tamiflu parece ser efetivo contra gripe suína, diz OMS
Publicado em 25.04.2009, às 18h25

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que testes iniciais mostraram que o medicamento antiviral Tamiflu, fabricado pela companhia farmacêutica Roche Holding, sediada na Basileia, parece ser efetivo contra o vírus que causa a gripe suína. Mais de 60 pessoas morreram e outras 1 mil estão contaminadas pelo vírus no México. Autoridades norte-americanas disseram que sete pessoas foram infectas pela gripe suína na Califórnia e no Texas mas todas se recuperaram.
"A informação que temos até agora é de que o vírus reage ao Tamiflu", disse o porta-voz da OMC, Aphaluck Bhatiasevi. A OMC espera obter informações conclusivas sobre o potencial do medicamento no combate à doença nos próximos dias. Um grupo de especialistas que formam o painel de crise da OMC se reuniu em Genebra hoje, em caráter de emergência, para discutir a situação que classifica de "séria", com potencial de se transformar em uma "pandemia".
A OMC, que mantém conversações com a Roche sobre fornecimento de estoques de emergência do medicamento, tem capacidade de mobilizar cerca de 300 milhões de tratamentos em adultos, assim como um número de tratamentos em crianças, disse Bhatiasevi. Antes do encontro de emergência de hoje - o primeiro realizado pelo painel de crise desde que foi criado em 2007 - a OMC pediu aos países que implementem medidas ativas de vigilância. A Roche confirmou que pode distribuir vários milhões de doses do Tamiflu caso o tratamento se mostre realmente eficiente. As informações são da Dow Jones.

Fonte: AE

Nova Zelândia e Tamiflu

Nova Zelândia investiga 56 possíveis casos de gripe suína

Da EFE

 

Sydney (Austrália), 28 abr (EFE).- As autoridades sanitárias da Nova Zelândia investigam hoje 56 possíveis casos de contágio por gripe suína em cidadãos que viajaram recentemente aos Estados Unidos ou ao México, anunciou o ministro da Saúde, Tony Ryall.

Ele informou que todas as pessoas estiveram nesses países nas últimas duas semanas e deram positivo para um vírus gripal ao qual pertence a variante de origem animal H1N1.

Por outro lado, as autoridades ainda aguardam os resultados dos exames feitos em dez estudantes que foram colocados em quarentena no sábado ao voltar de uma viagem ao México.

As amostras deles foram enviadas a um laboratório da cidade australiana de Melbourne.

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, assegurou nesta segunda que o país está preparado para enfrentar uma epidemia e que possui 1,4 milhão de doses da vacina Tamiflu. EFE

Roche diz que estoque de Tamiflu está com o Ministério da Saúde

 

Luisa Girão, JB Online

RIO - O grupo suiço Roche, responsável pelo medicamento Tamiflu (fosfato de oseltamivir), o único disponível no Brasil recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para tratar o vírus Influenza, causador da gripe suína, afirma que todo o estoque atual do medicamento está comprometido com o Ministério da Saúde. O tratamento será utilizado no caso de confirmação da doença no país.

A Roche esclarece que doou estoques regionais e de resposta rápida de Tamiflu para uso da OMS e dos governos dos países afetados. Metade deste material fica estocado nos EUA e a outra metade na Suíça.

- Os estoques regionais consistem em dois milhões de kits de tratamento de Tamiflu e são mantidos pela OMS em várias localidades ao redor do mundo. Também mantemos três milhões de doses de tratamento de Tamiflu para o uso da OMS na contenção de um surto de pandemia – afirma a Roche, em nota divulgada pela assessoria de imprensa.

A empresa ainda diz que as farmácias deveriam ter um estoque para o remédio – e que ele só deveria ser vendido com receita médica - , mas o Tamiflu está esgotado na maioria dos estabelecimentos.

A Associação Brasileira de Redes da Farmácias e Drogarias (ABRAFARMA) não tem nenhuma posição sobre o assunto. Já a Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFARMA) acredita que ainda não há muita procura do medicamento. No entanto, afirma que nenhum dado, sobre o estoque das farmácias, foi passado para a associação.

Ainda não houve um aumento na produção do Tamiflu. Este medicamento demora sete meses para ser produzido. No entanto, o Ministério da Saúde informou que tem estoque do medicamento suficiente para tratar nove milhões de pacientes

A Roche ressalta que os estoques de Tamiflu estão na posse do Ministério desde antes do surto da gripe suína e que eles vem trabalhando em conjunto com a OMS desde o começo de 2006, nas estratégias de utilização deste material quando for necessário.

10:41 - 28/04/2009

Governo anuncia mudanças nas regras do Programa Farmácia Popular

Do G1, com informações do Jornal Nacional

16/04/09 - 21h14 - Atualizado em 16/04/09 - 21h34

Cliente deve apresentar documento com foto, CPF e receita.
Estabelecimento deve guardar cópia do pedido do médico por cinco anos.

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (16), mudanças nas regras do Programa Farmácia Popular – criado para reduzir o preço de alguns remédios. O objetivo é evitar fraudes.

 

Veja o site do Jornal Nacional 

 

Para ganhar o desconto de até 90%, o cliente agora tem que mostrar um documento com foto ao balconista, além do CPF e a receita.

 

“O médico põe o nome do paciente e a gente checa com a identidade e o CPF. Fica melhor, mais garantido”, afirma o gerente Sérgio Lobo.

 

 

A mudança nas regras também obriga o estabelecimento a tirar cópia da receita e a guardar esse documento por pelo menos cinco anos. Para fazer o paciente buscar sempre orientação médica, o governo reduziu o prazo de validade da receita, de 180 para 120 dias.

 

As modificações foram feitas depois que farmácias foram flagradas burlando as normas do programa para aumentar o lucro. Eles cadastravam clientes e entregavam remédios em casa, o que é proibido.

 

Segundo o Ministério da Saúde, o consumidor que não puder ir à farmácia deve nomear um procurador que terá de apresentar cópias dos documentos de identificação.

Com Medley, Sanofi reduzirá descontos

 

Valor Econômico

André Vieira

13/04/2009

A compra da Medley pela Sanofi-Aventis, anunciada na semana passada, deve enterrar definitivamente o modelo de concessão de generosos descontos que prevaleceu em anos recentes pelos fabricantes de genéricos.
A política comercial dos grandes laboratórios nacionais de genéricos já vinha mudando nos últimos meses em razão da escassez de crédito, o aumento nos custos, como insumos importados, e de novas obrigações fiscais, como o regime de substituição tributária, adotado, por exemplo, em São Paulo. Com um modelo mais conservador de gestão financeira, o grupo farmacêutico francês terá controle mais rigoroso na concessão de crédito e prazo aos clientes da Medley, segundo apurou o Valor.
Como resultado, o nível de desconto deverá ser menor e o impacto final será sentido no bolso do consumidor que pagará mais caro por alguns medicamentos. "Não haverá mais abatimentos malucos como 80% e prazos de pagamentos superiores a 200 dias", diz uma fonte. Isso não significa que os genéricos serão mais caros do que os originais, porque, por lei, têm de ser 35% mais baratos, e os laboratórios vão continuar competindo em preço. Mas a forte concessão de descontos como existia até recentemente não acontecerá mais.
A Medley, dona de um faturamento de R$ 458 milhões em 2008 e 127 medicamentos genéricos, foi a maior expoente do modelo de concessão de gigantescos descontos. Essa política levou à liderança no mercado brasileiro de genéricos, com 33% de participação de mercado, mas a conquista teve seu alto custo, que deve ser eliminado parcialmente pela Sanofi-Aventis.
"A Medley terá uma gestão mais focada no seu negócio sem a necessidade de ter de gerenciar uma dívida de curto prazo", opina o presidente da Pró-Genéricos, Odnir Finotti. "A Sanofi soube ver que a Medley era uma grande oportunidade, dando mais credibilidade ao mercado de genéricos do país."
No anúncio da assinatura de compra da Medley na quinta-feira, a Sanofi-Aventis informou que avaliou a empresa de genéricos em R$ 1,5 bilhão (500 milhões de euros). O fechamento da operação é esperado para o segundo trimestre, sujeito a certas condições. A Medley possui R$ 500 milhões em dívidas, e o valor a ser recebido pelos controladores, a família Negrão, será reduzido à medida que outros passivos forem abatidos.
Com a aquisição, a Sanofi volta à liderança do mercado farmacêutico brasileiro, com 12% de participação e passa a ser o maior em genéricos não só no país como também na América Latina depois que o grupo francês comprou no início deste mês o laboratório Kendrick, do México.
Segundo apurou o Valor, a intenção dos executivos franceses é deixar a Medley com certa autonomia em relação à estrutura da Sanofi, cheia de burocracia, que torna a tomada de decisões em Paris demorada num mercado tão específico como o brasileiro. A Sanofi-Aventis e a Medley não concederam entrevista.
A ideia é manter as linhas de produção da Medley em Campinas (SP), que passaram por recente ampliação e modernização com ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Jairo Yamamoto, que preside a Medley desde 2001, é forte candidato a continuar à frente do negócio, reportando-se ao presidente da Sanofi no Brasil.
A transferência do controle da fabricante de genéricos à Sanofi também revelou as dificuldades de o governo brasileiro de levar adiante seu plano de formação de uma forte farmacêutica brasileira de capital nacional. A Medley, que mal aparecia entre os grandes antes surgimento dos genéricos e figurou como a terceira maior farmacêutica no país em 2008, acabou, ironicamente, nas mãos de um grupo que se formou em 2004 da união da Sanofi-Synthelabo e da Aventis com a forte apoio do governo francês.

A Revolta dos Laboratórios

 
Depois de tentar controlar a publicidade de bebidas alcoólicas e alimentos industrializados, a Anvisa se volta agora contra as empresas que vendem remédios isentos de prescrição
Lia Lubambo
Farmácia em São Paulo: a marca do medicamento é determinante na escolha do consumidor
 
Por Melina Costa | 16.04.2009 | 00h01

Revista EXAME -

Os últimos quatro meses têm sido especialmente difíceis para Sálvio Di Girólamo, secretário-geral da entidade que reúne os fabricantes de medicamentos isentos de prescrição médica, a Abimip. Desde o final de 2008, ele perambula pelos corredores de Brasília na tentativa de reduzir os efeitos de uma resolução recém-publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que deve entrar em vigor a partir de junho. O mais duro golpe para o setor serão as restrições à publicidade. Segundo a nova regra, celebridades não poderão mais indicar o uso de remédios como analgésicos e antitérmicos, e o merchandising desses produtos será proibido. Além da propaganda, as restrições da agência se estendem a outras atividades, como a distribuição de brindes e amostras grátis, peça importante da estratégia de marketing dos laboratórios. Na esperança de impedir que as medidas entrem em vigor, Di Girólamo já se reuniu com diretores da Anvisa e levou 25 empresários e executivos do setor para conversar com o presidente da agência. Também se encontrou com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e agora, numa tentativa derradeira, espera por um encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "A resolução vai desmontar o modelo de negócios da indústria", diz Di Girólamo.

O setor de medicamentos isentos de prescrição (conhecidos pela sigla MIP) movimentou 8 bilhões de reais no ano passado, o correspondente a 30% de todo o mercado farmacêutico no Brasil. São considerados produtos de baixo risco à saúde e, por isso, dispensam receita médica - o próprio paciente pode escolher o seu nas gôndolas das farmácias. Nesse sentido, esses medicamentos seguem a lógica dos bens de consumo: a força da marca é determinante para que um consumidor escolha um comprimido em detrimento de outro parecido. Com as restrições à propaganda, os laboratórios perdem uma arma importante na disputa por mercado. Em 2008, as empresas farmacêuticas investiram 1,2 bilhão de reais em publicidade. Obviamente que, por se tratar de medicamentos, o setor obedece a algumas restrições. Hoje, os anúncios de medicamentos devem ser acompanhados da mensagem "A persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado" e os produtos só podem ser vendidos em farmácias. Para a Anvisa, porém, essas medidas não são suficientes. Quando a nova lei entrar em vigor, a propaganda da aspirina, por exemplo, deverá esclarecer que se trata de um produto não recomendado em caso de gravidez, gastrite, úlcera do estômago e suspeita de dengue ou catapora. "São mensagens que não educam o consumidor, mas o aterrorizam", diz Di Girólamo.

Esta não é a primeira vez que a Anvisa entra em embate com a indústria. Nos últimos dois anos, a agência ameaçou publicar duas regulamentações semelhantes à de medicamentos, relacionadas aos setores de bebidas alcoólicas e de alimentos industrializados. Nos dois casos, a indústria questionou a competência legal da agência para esse tipo de regulamentação, o que levou a Anvisa a recuar e modificar sua estratégia (veja quadro na página seguinte). Apesar do descontentamento generalizado das empresas envolvidas, é indiscutível que as medidas da Anvisa têm alto impacto na opinião pública. Uma boa amostra disso é o apoio incondicional das entidades de defesa dos direitos do consumidor às restrições. Mais de 20 dessas organizações - entre elas o barulhento Idec - defendem as medidas. Algumas delas acham que as medidas poderiam ser até mais severas. O fato é que esse tipo de controle, de uma forma ou de outra, tem sido uma política prioritária do Ministério da Saúde. O ministério não só apoia como também estimula ativamente a ação da Anvisa. O próprio ministro José Gomes Temporão se preocupa com o assunto desde os tempos de estudante. Sua tese de mestrado na Fundação Oswaldo Cruz, de 1984, por exemplo, chama-se "A propaganda de medicamentos e o mito da saúde".

As sucessivas tentativas de restrição à publicidade de bebidas, alimentos e medicamentos por parte do governo não são um fenômeno exclusivo do Brasil. Elas seguem uma tendência mundial de controlar cada vez mais a maneira como essas empresas se comunicam com os consumidores. O objetivo é restringir o consumo descontrolado desses produtos e evitar eventuais riscos à saúde. A relação direta entre a publicidade e os exageros no consumo, porém, é questionável. Quanto aos medicamentos, a maioria das intoxicações registradas no Brasil acontece ou em casos de suicídio ou em crianças menores de 4 anos. Ou seja: a influência da propaganda nesses dois públicos foi perto de zero. Atualmente, nos Estados Unidos, há um grande embate sobre a influência da publicidade nos problemas de obesidade da população. Mas será que as propagandas de biscoitos, batatas e guloseimas em geral são as vilãs ou o culpado é o estilo de vida do consumidor? Na dúvida, a própria indústria alimentícia americana tem se adiantado às discussões (e proibições) e vem criando mecanismos de autofiscalização. Quinze das maiores companhias de alimentos com atuação no país concordaram em dedicar metade de seus anúncios voltados para crianças para promover a alimentação saudável.

No Brasil, o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) possui códigos de conduta específicos para os setores de alimentos, bebidas alcoólicas e medicamentos. Um exemplo da firmeza do órgão são as mensagens de consumo responsável veiculadas em anúncios de cerveja - todas foram criadas sem a interferência do governo. Só no ano passado, o Conar tirou de circulação 180 anúncios. Entre eles, a inserção da logomarca do Danoninho, da multinacional francesa Danone, no canal infantil Cartoon Network. Além disso, todos os envolvidos na veiculação (a agência, o canal e a empresa) receberam advertência do órgão. Pelas regras do Conar, é terminantemente proibido fazer merchandising em programação artística voltada para crianças. "Pela nossa experiência, o sistema que combina legislação e autorregulamentação funciona muito bem", diz Gilberto Leifert, presidente do Conar. Diante disso, será que outras regras são necessárias? Di Girólamo, o representante dos medicamentos sem prescrição, vai a Brasília dizer que não.

A resposta de três setores frente ás tentativas da ANVISA de restrição de publicidade

Tirar a Athos Farma da Crise

Fabricante tenta tirar Athos Farma da crise

Autor(es): André Vieira

Valor Econômico - 14/04/2009

Apreensiva com o desenrolar da crise financeira enfrentada por um grande atacadista, a indústria farmacêutica avalia que chegou a hora de ajudá-lo. Fabricantes estão dispostos a socorrer a Athos Farma, evitando que uma dívida de curto prazo sufoque a quarta maior distribuidora de medicamentos do país.

A intenção é aceitar o plano de reestruturação de dívida com fornecedores da Athos, alongando prazos e reduzindo seus custos. Avaliações extraoficiais indicam que a dívida da atacadista esteja acima de R$ 50 milhões. Um grupo de bancos, liderados por Santander, HSBC, Banco Votorantim e Itaú BBA, está à frente da operação.

"Criamos uma situação de dependência muito grande nas mãos de poucos atacadistas", diz o presidente de uma grande farmacêutica, que prefere manter-se no anonimato. "Foi um erro, mas é melhor salvar a Athos do que deixar agonizando."

Nas últimas semanas, entrevistas com quase uma dezena de executivos de fabricantes de medicamentos, entre nacionais e multinacionais, representantes de distribuidoras e consultores ajudaram a pintar um retrato da situação financeira da Athos Farma, empresa não-listada na Bolsa de Valores. Procurados, os bancos não quiseram comentar o assunto. O Valor fez três pedidos de entrevista à Athos, mas não obteve retorno.

As empresas atacadistas movimentam grande volume de mercadorias, faturam alto (a receita bruta da Athos é superior a R$ 2 bilhões), mas operam com margens pequenas, entre 2% e 3%, insuficientes para gerar caixa para liquidar uma dívida deste tamanho, em especial de curto prazo.

O quadro retratado pelas fontes indica que a Athos enfrenta escassez de capital de giro, tem pago alguns títulos em cartório e vem recebendo cada vez menos mercadorias dos fornecedores. Farmacêuticas estrangeiras só vendem à vista ou com fiança bancária. Alguns laboratórios nacionais têm esticado suas linhas de crédito, mas de forma cautelosa.

Funcionários têm visto as atividades definharem. Centros de distribuição, como Brasília e Serra (ES), estão vazios sem medicamentos para pronta entrega às farmácias. Numa página do site de relacionamento do Orkut, uma sondagem realizada pelos integrantes da comunidade Athos Farma pede para que votem sobre qual das filiais será fechada e se a empresa irá falir. "Vamos escapar desta", diz um funcionário num "post".

A Athos, controlada pela família Athouguia Dias, cresceu muito rápido nos últimos anos tentando aproveitar uma transformação no mercado de distribuição. Mas a falta de disciplina na gestão financeira trouxe complicações, segundo fontes.

A indústria procura salvar a Athos para evitar ainda mais a dependência dos negócios em poucos atacadistas - os quatro maiores giram mais de 45% do volume de medicamentos fabricados por 50 grandes indústrias. As três primeiras são Panarello, Santa Cruz e Profarma

A Athos foi uma das escolhidas no início da década pelos fabricantes de medicamentos para mudar o panorama de distribuição de medicamentos no país. Até então, prevaleciam várias empresas, em um mercado fragmentado e regionalizado, convivendo com vários regimes tributários, onde a venda sem nota fiscal era estimulada.

Selecionada, a Athos, resultado da fusão da Intermed (fundada em 1962 pela família Dias) e da Ita Representações em 2002, cresceu e aproveitou o movimento de consolidação incentivado pela indústria. Gestão, escala de distribuição, eficiência e estrutura de custos passaram a ser priorizados no negócio da atacadista com vista a abertura de capital.

Ao mesmo tempo em que organizava a empresa, a família Dias, que possuía cerca de um terço da empresa, decidiu comprar a participação dos demais sócios. Segundo apurou o Valor, a operação foi realizada com recursos bancários de curto prazo, ajudando a elevar o endividamento.

A Athos, cuja sede administrativa fica em Belo Horizonte e a presidência no Rio de Janeiro, possui 17 centros de distribuição - os mais antigos ficam no Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Para ampliar a abrangência no Sul do país, fechou em maio de 2007 acordo para a compra de 51% da ANB Farma, uma distribuidora de porte médio, localizada no Rio Grande do Sul. A operação exigiu mais caixa.

A partir daí, os problemas foram se agravando. Depois de ver a rival Profarma estrear no fim de 2006 na Bolsa de Valores, captando mais de R$ 300 milhões, o lançamento de ações no mercado de capitais ficou desfavorável, e a Athos Farma passou a enfrentar dificuldades para rolar sua dívida com os bancos.

Em agosto de 2008, Luciana Dias, acionista e presidente da Athos, anunciou acordo com Alliance Boots, maior rede de varejo e distribuição da Inglaterra, para venda de 25% do seu capital. O acordo com os ingleses, que vinha sendo costurado por quatro anos, surgiu como salvação para liquidar as obrigações assumidas durante o ciclo de rápido crescimento.

Mas o dinheiro dos ingleses até agora não apareceu. "Infelizmente, não temos nenhuma novidade sobre a transação", disse por e-mail um porta-voz da Alliance Boots, controlada pelo fundo de investimentos em participações de empresas Kohlberg, Kravis, Roberts & Co. (KKR), cujos negócios também foram afetados pela crise global.

Em setembro de 2008, ainda sob o impacto do anúncio do acordo com a Alliance Boots, a Athos lançou um fundo de recebíveis, no valor de R$ 190 milhões. A operação do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (Fidc) teria deixado alguns credores bancários satisfeitos por trocar suas dívidas.

Mas, sem cumprir as metas prometidas de gerar novos créditos de recebíveis, o fundo saiu do enquadramento financeiro e foi liquidado no fim de março pelos investidores, três anos e meio antes do prazo acertado.

Agora, a Athos espera a ajuda dos fabricantes de medicamentos. "Em termos operacionais, ela é uma das melhores empresas do setor", diz um presidente de uma grande farmacêutica. "Mas terá de provar que é boa também para resolver os problemas financeiros."

Alliance Boots desiste de fatia na ATHOS

 

Valor Econômico

23/04/2009 10:23

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SÃO PAULO - A Alliance Boots, uma das grandes redes de distribuição e de varejo de medicamentos da Europa, desistiu oficialmente de comprar uma participação na atacadista brasileira Athos Farma, que enfrenta dificuldades financeiras. O fim da negociação ocorre oito meses depois de a empresa com sede na Inglaterra ter anunciado um acordo para compra inicial de 25% do capital acionário da Athos, quarta maior distribuidora de medicamentos do país.

Segundo informou a Alliance Boots em comunicado na sexta-feira, " como as condições [do acordo de aquisição] não foram cumpridas " , a empresa " decidiu não continuar com o investimento " com a Athos Farma. A conclusão da operação já era esperada para o fim de 2008. Mesmo assim, a Boots, cujo controle pertence ao fundo de investimentos em private equity Kohlberg, Kravis, Roberts (KKR), afirmou, sem dar detalhes, que se mantém interessada no mercado farmacêutico brasileiro de cuidados pessoais.

A desistência da empresa, que faturou R$ 50 bilhões (15,3 bilhões de libras esterlinas no ano fiscal mais recente, de 2007/08) acontece em meio ao agravamento da crise financeira da distribuidora brasileira. Três dias antes do comunicado da Boots, o Valor revelou que a Athos enfrenta escassez de capital de giro, falta de estoques e vem atrasando o pagamento de fornecedores. A indústria aceita salvá-la se houver um plano de negócios " viável " para a atacadista.

A Athos transformou-se na quarta maior distribuidora de medicamentos do país por meio de fusões, faturando mais de R$ 2 bilhões em 2007. Seus acionistas tinham intenção de abrir o capital da empresa, mas tiveram de rever o plano depois do fim da febre dos IPOs. O ingresso da Boots era considerado por pessoas que acompanham o setor como a tábua de salvação da empresa, mas a gestão da dívida da Athos inviabilizou a transação. Segundo fontes, a dívida da empresa seria superior a estimativa inicial de R$ 50 milhões, superando a casa dos R$ 300 milhões com bancos e indústrias. " É um número bem pior do que imaginava " , disse uma fonte do setor.

Como parte do plano de salvamento da empresa, a família Athouguia Dias continuará à frente dos negócios, mas os credores vão ditar os rumos estratégicos e administrar a dívida da companhia. Segundo apurou o Valor, eles deverão indicar três integrantes no conselho de administração da Athos - dois deles representando os bancos e um terceiro a indústria. A Athos Farma e Boots não retornaram o pedido de entrevista.

(André Vieira | Valor Econômico)

Glaxo compra Stiefel

20/04/2009 - 08h17

Grupo farmacêutico britânico GlaxoSmithKline compra Stiefel por US$ 2,9 bi

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da Folha Online

O grupo farmacêutico britânico GlaxoSmithKline anunciou a compra do laboratório americano Stiefel, especializado em produtos dermatológicos, por US$ 2,9 bilhões.

Pelos termos do acordo, a Glaxo assumirá ainda US$ 400 milhões de dívida do Stiefel e poderá efetuar um pagamento complementar de US$ 300 milhões se certas metas de desempenho forem alcançadas. Dessa forma, a operação pode alcançar um total de US$ 3,6 bilhões.

"A GlaxoSmithKline e os laboratórios Stiefel anunciam que assinaram um acordo para criar o maior líder especializado em dermatologia", afirma um comunicado conjunto. "A adição do amplo catálogo de produtos da Stiefel trará novas receitas imediatamente para a Glaxo, com oportunidades significativas de ampliar o crescimento através do impulso para nossa infraestrutura comercial e nossa capacidade de produção."

O acordo com o Stiefel, especializado em cremes antirrugas, tratamentos contra a acne e outros produtos para a pele, já havia sido antecipado pela imprensa americana.

A Stiefel foi fundada na Alemanha em 1847 mas agora está estabelecida na Flórida (sul dos EUA). A empresa já havia feito aquisições nos últimos anos --em 2006, comprou a Connetics por US$ 605 milhões e, no ano passado, adquiriu a Barrier Therapeutics por cerca de US$ 150 milhões.

O setor farmacêutico mundial passa por um momento de consolidação, com grandes aquisições já feitas ou ainda em curso. No mês passado foram anunciadas as fusões entre os laboratórios farmacêuticos Merck e Schering-Plough, em um negócio avaliado em US$ 41,1 bilhões em dinheiro e ações, e entre o grupo farmacêutico suíço Roche e o laboratório americano de biotecnologia Genentech --a Roche pagou US$ 46,8 bilhões pelos 44% do que ainda não possuía da Genentech.

Em janeiro, o grupo farmacêutico americano Pfizer anunciou a aquisição da rival Wyeth por US$ 68 bilhões.

Lula manda BB e CEF ajudar varejistas

deu na folha de s.paulo
 

De Kennedy Alencar:

Por ordem direta do presidente Lula, os dois principais bancos federais, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, abrirão novas linhas de crédito para as financeiras de grandes lojas de varejo.

Segundo apurou a Folha, Lula tomou a decisão após uma série de conversas de representantes do setor com ele e a equipe econômica. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi o principal interlocutor. Lula quer estimular a venda de eletrodomésticos para tentar obter um resultado positivo do PIB já em 2009, embora analistas do mercado estejam prevendo recuo de 0,49% no ano.

O BB e a Caixa foram orientados a conversar com grandes redes de varejo, como Casas Bahia, Magazine Luiza e Extra, a fim de mapear a demanda desses grupos para suas financeiras. Segundo dados do governo, o grosso do crédito aos consumidores de bens duráveis (como fogões e geladeiras) é fornecido por essas redes. O cliente chega à loja e faz ali mesmo o seu crediário.

As grandes redes se queixaram da dificuldade de crédito e das altas taxas de juros. Bancos privados estão mais seletivos por causa da crise. A orientação de Lula é fornecer crédito a menores taxas e irrigar a economia com mais recursos.

Segundo as grandes redes varejistas, houve elevação da inadimplência, mas num patamar razoável, que seria atenuada com alta nas vendas. Assinante do jornal leia mais em: Lula manda BB e CEF ajudar varejistas

GAZETA: Muda composição de forças no mercado de genéricos

Saúde e Indústria Farmaceutica

13/04 - 01:57

 

SÃO PAULO E PARIS, 13 de abril de 2009 - A aquisição da Medley pela Sanofi-Aventis, na última semana, muda a composição de forças no mercado brasileiro de genéricos . Com a compra, fechada pelo valor de € 500 milhões, o grupo farmacêutico francês assume a liderança do segmento na América Latina, atingindo uma participação de 12% no Brasil. Assim, amplia a presença do capital estrangeiro no mercado local de genéricos - ao lado da Sandoz/Novartis - área até agora dominada por empresas brasileiras como EMS, Eurofarma e Aché.

"Isso mostra a força do setor e também que o processo de inovação não está assim tão promissor", diz o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), Odnir Finotti. Segundo ele, com o vencimento de muitas patentes em um ritmo maior do que se consegue repor, muitos laboratórios se movimentam mais rapidamente para fazer aquisições na área de genéricos.

Recentemente, a Sanofi também comprou uma fabricante mexicana de genéricos, os laboratórios Kendrick,e adquiriu por US$ 2 bilhões a produtora tcheca de medicamentos genéricos Zentiva, pulando da 23 para 11 posição entre os maiores fabricantes desse tipo de remédio no mundo.

"Esse movimento já era esperado até porque empresa de genérico é geradora de caixa", afirma o sócio da Mussolini Assessoria em Negócios, Nelson Mussolini.

Para Mussolini e Finotti, exatamente por isso, o mercado de genéricos deve assistir a novas aquisições como esta. São esperados movimentos das gigantes mundiais, como a israelense Teva e da indiana Ranbaxy, que, segundo fontes do mercado, estuda expansão no mercado brasileiro. Tudo isso pode tornar cada vez mais distante o sonho do governo de criação de uma grande farmacêutica nacional. "Agora, o governo pode ajudar empresas nacionais a buscar oportunidades lá fora para ter acesso à novas tecnologias", diz Finotti.

"Essa aquisição satisfaz dois objetivos estratégicos: por um lado permite à Sanofi se fortalecer no segmento de medicamentos vendidos sob receita e por outro amplia consideravelmente a presença da empresa em um país emergente de rápido crescimento", disse o analista da corretora CM-CIC, Arsene Guekam

A Medley é a terceira maior farmacêutica do mercado brasileiro e líder em genéricos, com faturamento de R$ 458 milhões, dos quais mais de dois terços provenientes de sua atividade de genérico. Com um portfólio de 127 produtos, o laboratório brasileiro se preparou para acompanhar o vigoroso crescimento desse mercado, que só em 2008 registrou alta de 18,9%, com a comercialização de 277,1 milhões de unidades frente as 233 milhões do ano anterior. Juntas, as indústrias do segmento movimentaram US$ 2 bilhões no período, crescimento de 33% em relação a 2007, quando as vendas somaram US$ 1, 522 bilhão, conforme dados da Pró Genéricos. A avaliação de € 500 milhões incluiu a dívida de € 170 milhões, segundo um porta-voz da Sanofi, em Paris. Representantes da Medley e da Sanofi no País alegaram que não poderiam comentar a aquisição.

Marketing esportivo

A venda da Medley deve ter impacto também no cenário esportivo. Com uma intensa atuação - tendo patrocinado clubes de volei, volei de praia e, principalmente, mantendo uma equipe na Stock Car - a farmacêutica vinha encolhendo seus investimentos desde 2008. Segundo o responsável pela comunicação na área esportiva, Marcio Fonseca, o patrocínio ao volei já havia sido cancelado e a Stock Car, onde corre o filho do ex-proprietário da Medley, Xande Negrão, deve ser mantida até o final do ano. "Esperamos que os novos donos continuem com o patrocínio, boa parte da força da marca junto ao consumidor foi conquistada nas pistas". (Anna Lucia França e Reuters - Gazeta Mercantil)

A punição como ferramenta de motivação

por Marcelo Cristian- Desenvolva Consultoriachefe mediocre

È indiscutível a necessidade e a importância dos estímulos motivadores para a equipe. No entanto, a forma com que se motiva é muito importante e como é utilizada pode trazer uma solução ou um problema para a empresa.

Esta motivação se dá através de estímulos, impulsionadores para que os funcionários desempenhem melhor as funções. Na maioria das vezes, estes estímulos são feitos com base na punição ou na recompensa pelo objetivo cumprido.

Motivando através da Punição: Quando o funcionário é motivado pelo medo de perder algo que precise ou que goste está sendo usado este estímulo. Geralmente retira-se algo do funcionário ou da equipe pelo fato de não ter cumprido a meta ou quando se comete erros. A empresa utiliza esta ferramenta quando o medo, a intimidação, a coação é utilizada. Geralmente se fala muito em “ perder o emprego”.

Exemplos:

· Descontar o FGTS da equipe. Isso porque usualmente não se desconta;

· Deixar de ganhar a cesta básica;

· Ficar de “castigo”

o Trabalhar no final de semana;

o Ser trocado de turno para algo pior do que é  feito, exemplo trabalhar a noite;

o Trabalhar em um setor que não goste...

Quando observamos a motivação por punição, vemos que a mesma produz efeitos rápidos na equipe, que o detentor de poder não precisa falar muito, apenas notificar nos veículos de comunicação da empresa (quadros de aviso, computador, msn). Mas, como o medo é o ingrediente, os efeitos secundários são devastadores e trazem mais prejuízo que benefício. Todas as ações realizadas não são feitas pelo entendimento do que precisa ser feito, mas pelo medo. Não existe criatividade, pois neste ambiente nada se cria. Tudo é feito por que alguém mandou e não porque é importante fazer.

Para o empresário que permite estes impulsionadores, o prejuízo é grande pois os erros são repetidos na empresa causando prejuízo. Nesta empresa ninguém quer assumir responsabilidades e a formação de novos líderes é limitada, fazendo com que exista uma forte dependência de um a pessoa em especial. Não existe o talento individual, pois tudo deve ser feito como foi orientado pois, caso contrário serei punido.

Diante disso, a empresa não se expande, não cresce por não possuírem pessoas de confiança para tocar o negócio. Economicamente, além dos erros, esta empresa possui despesas altas com o alto turnover entre os funcionários (entra e sai). Isso porque, na primeira oportunidade os funcionários pedem demissão e procuram empresas diferentes.

Interessante também o fato que o gerador de resultados é a presença do “chefe” e quando ele está por perto tudo funciona, mas quando ele se ausenta, tudo volta ao normal, isto é a confusão, a baixa performance e os erros.

No próximo artigo discutiremos sobre as vantagens e desvantagens da motivação por Recompensa.

Para entender a Classe C

Para entender a classe C

As grandes esperanças das empresas estão depositadas na emergente classe C. Uma pesquisa exclusiva mostra como esses 80 milhões de brasileiros se dividem, como se comportam - e o que compram
Germano Lüders
Loja Todo Dia, do Wal-Mart: serviços como acesso à internet e consultas médicas para atrair os clientes
 
Por Ana Luiza Herzog | 02.04.2009 | 09h47

Durante dois anos, a subsidiária brasileira da americana Whirlpool destacou mais de 90 profissionais para trabalhar num projeto de inovação que consumiu parte significativa dos 100 milhões de dólares investidos anualmente no desenvolvimento de produtos. De engenheiros a marqueteiros, esses funcionários se dedicaram a tentar desvendar como poderiam atender a um dos sonhos de consumo da classe C: os refrigeradores frost free, equipados com mecanismo de degelo automático. Não que a tecnologia fosse exatamente nova - na verdade, ela chegou ao Brasil há pelo menos 20 anos. A dificuldade era adaptá-la a um produto que coubesse no bolso da baixa renda, já que os modelos frost free, mais sofisticados e com duas portas, custam cerca de 20% mais que geladeiras comuns do mesmo tamanho. A barreira foi transposta em outubro do ano passado, quando a Whirlpool lançou o primeiro refrigerador frost free de uma porta do mundo. Com a marca Cônsul, o produto chegou ao mercado por 1 250 reais - o mesmo preço da geladeira sem esse recurso. Desde então, segundo a empresa, o lançamento está vendendo 50% mais que os modelos tradicionais. "Há 15 anos, as empresas pegavam os produtos que desenvolviam para os ricos e os ‘depenavam’ para vender aos consumidores de baixa renda", diz Rodrigo Azevedo, gerente-geral de marketing para refrigeração da Whirlpool. "Hoje, para estar à frente dos concorrentes, é crucial encontrar maneiras de oferecer a esses consumidores aquilo que eles realmente desejam."

A despeito dos possíveis protestos dos politicamente corretos, a declaração de Azevedo pode ser traduzida assim: o consumidor da classe C se transformou num pobre exigente. Num movimento iniciado em 2000 - e intensificado nos últimos três anos, com o aumento da renda do brasileiro e a abundância de crédito -, esse consumidor ascendeu socialmente e passou a se deliciar com as possibilidades de consumo, tornandose o grande vetor de crescimento do mercado doméstico. Hoje, em meio à crise financeira, atender às suas demandas tornou-se ainda mais premente, já que muitas empresas acreditam que a baixa renda é que vai segurar boa parte do consumo interno. "Estamos convictos de que este será um ano muito bom para nós", diz Ricardo Patrocínio, diretor de marketing da Avon, empresa que vende produtos de beleza, sobretudo, para as classes C, D e E. As perspectivas são de que os estratos econômicos mais baixos da pirâmide social sejam mesmo os menos afetados pela crise graças a dois fatores. O primeiro: muitos desses consumidores têm a renda atrelada ao salário mínimo, que vem registrando ganhos reais desde 2003. Só neste ano o aumento foi de 5,8%. "Associe isso à queda esperada da inflação, e o resultado são milhões de consumidores de baixa renda com mais dinheiro no bolso para gastar", diz Leandro Padulla, economista da MCM Consultores.

Quanto mais miram na classe C, mais as empresas sentem a necessidade de conhecer a fundo esses consumidores. Uma pesquisa encomendada pela agência Nova S/B ao Ibope - e obtida com exclusividade por EXAME - acaba de revelar novas informações sobre esse universo. "Tendemos a ver esses consumidores como um monolito, mas isso é um erro", afirma João Roberto Vieira da Costa, sócio da Nova S/B. O primeiro passo do levantamento, iniciado em junho do ano passado, foi analisar os dados contidos em 4 500 entrevistas feitas com consumidores da classe C para o estudo Target Group Index, do Ibope Media. Os pesquisados foram homens e mulheres com idade entre 18 e 64 anos, residentes no Sul, no Sudeste e no Nordeste do país, responsáveis por, pelo menos, 50% das compras da família e com renda média mensal de 1 300 reais - um grupo de pessoas que representam cerca de 30,5 milhões de brasileiros. Depois dessa análise, o instituto partiu para uma segunda fase. Nela, pesquisadores e funcionários da agência de publicidade monitoraram por três meses o uso que 31 homens e mulheres emergentes, com renda familiar mensal entre 1 000 e 2 500 reais, faziam de seus recursos. O objetivo era demonstrar que esse público não tem um comportamento uniforme, e sim perfis diferentes. O acompanhamento foi feito por meio de um diário de despesas, em que os consumidores anotaram seus gastos durante os meses de setembro, outubro e novembro do ano passado. A conclusão é que essa gigantesca massa de consumidores pode ser dividida em três tipos bastante distintos.

Um dos perfis que o estudo identificou é o que o Ibope e a Nova S/B batizaram de consumista. Como o próprio nome sugere, ele compra muito e por impulso - frequentemente mais do que a renda permite. É aventureiro, extrovertido, um tanto quanto vaidoso e sonhador. Acostumou-se a viver com dívidas e não se preocupa muito com isso. Muita gente o classificaria como o emergente deslumbrado com as benesses que o dinheiro pode trazer. O paulista Robson Lopes de Queiroz, de 31 anos, é o chefe de uma típica família consumista. Ele trabalha em período integral, com carteira assinada, em dois hospitais paulistas. Sua mulher, Graciane, de 29 anos, complementa a renda trabalhando informalmente como cabeleireira no bairro onde moram, Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Graciane e Queiroz têm dois filhos - Nicolas, de 9 anos, e Nicole, de 3. A renda familiar do casal é de cerca de 2 500 reais por mês. O valor, porém, é insuficiente para dar conta das despesas. Há quatro meses, o casal decidiu financiar a compra de um carro usado, um Fiat Brava ano 2001, e assumiu uma prestação mensal de 647 reais. Em janeiro, eles começaram a pagar também uma TV de 29 polegadas, adquirida por quase 1 000 reais, em dez prestações, na Casas Bahia - o sonho era um modelo de plasma, mas tiveram de se contentar com um televisor tradicional. Além dessas grandes aquisições, a família continua se dando ao prazer de ter pequenos luxos. "Não passo um mês sem comprar uma pecinha de roupa", afirma Graciane, entre risos. "A gente é pobre, mas é limpinho, e adora andar bem vestido." Conclusão: o casal vive postergando as dívidas do cartão de crédito e se preocupa apenas em pagar a parcela mínima da fatura. "Não conseguimos mesmo juntar dinheiro", diz Queiroz, que espera, no futuro, trocar o financiamento do Brava usado pelo de um carro zero.

É JUSTAMENTE DE OLHO em consumidores exigentes e um tanto impulsivos, como Graciane, que a subsidiária brasileira da Avon lançou, no início do ano passado, a linha de maquiagem Renew, cujos produtos têm preços, em média, 65% mais altos que os da linha Avon - a mais cara até então. A mudança é emblemática de uma nova era. Até 2007, os produtos de maquiagem mais vendidos da companhia eram os da marca Color Trend, a mais barata, com batons que podem custar menos de 4 reais. Aos poucos, o crescimento da linha Avon, cerca de 30% mais cara que a Color Trend, deixou claro que os consumidores estavam se sofisticando - e que havia uma oportunidade de mercado. Foi o impulso para o lançamento de produtos como a maquiagem Renew e o perfume Christian Lacroix Absynthe, que custa 80 reais e é o mais caro já vendido pela empresa no país. "Era inimaginável ter algo assim no catálogo há cinco anos", afirma Luis Felipe Miranda, presidente da Avon. O executivo não revela números sobre o desempenho do produto, mas um dado da concorrente Jequiti, que pertence ao grupo Silvio Santos, ajuda a farejar a pujança desse mercado. O perfume Só Você Fábio Jr., lançado pela empresa em outubro do ano passado, custa 75 reais e, sozinho, já responde por 10% das vendas da empresa de cosméticos, que faturou 75 milhões de reais em 2008.

A sofisticação dessa classe de consumidores começa a mudar até mesmo o perfil das promoções oferecidas pelas empresas. A mineira Alesat, quinta maior distribuidora de combustíveis do país, com 1 700 postos, criou em meados do ano passado um cartão de crédito para sua clientela. Para impulsionar sua utilização, a empresa acaba de lançar um programa de fidelidade feito sob medida para a baixa renda. "Não temos o percentual exato de clientes da classe C que abastecem nos nossos postos, mas sabemos que eles são maioria", diz Juscelino Sousa, vice-presidente da Alesat. A saída encontrada foi criar um programa em que o uso desse meio de pagamento pudesse ser trocado por minutos para falar em telefones celulares da operadora Claro. A regra é simples: a cada 50 reais pagos com o cartão, o cliente recebe 1 minuto de crédito. Os pontos poderão ser trocados também por minutos em celulares pós-pagos. A expectativa da Alesat, porém, é que o programa chame mesmo a atenção dos consumidores de baixa renda, que respondem por quase 70% da base de celulares pré-pagos do país - algo em torno de 87 milhões de aparelhos em operação. "Não há no mercado um programa de recompensa tão adequado a seus desejos quanto esse."

O SEGUNDO PERFIL identificado pela pesquisa é o planejador - o extremo oposto do consumista. Trata-se de um consumidor mais cauteloso, que gasta seus rendimentos com parcimônia e se mostra cético em relação à propaganda. Por se preocupar com o futuro, ele investe em sua educação e na de seus filhos. Detesta dívidas e, em alguns meses, consegue até guardar um dinheirinho. O planejador é personificado pelo baiano Jodinaldo Ubiracy de Azevedo Pinheiro, de 37 anos. Há mais de dez anos ele trabalha na Sabesp, companhia de água e saneamento de São Paulo, e hoje exerce a função de analista administrativo. Sua mulher, Marilene, é analista técnica da empresa de planos de saúde Amil. A renda mensal do casal, que tem apenas um filho, Gabriel, de 11 anos, é de cerca de 2 500 reais. Apesar de ter renda praticamente idêntica à do casal de consumistas, Pinheiro e Marilene gastam seu dinheiro de forma muito diferente. Durante quatro anos, ele pagou uma mensalidade de 350 reais para cursar administração numa faculdade paulistana. Ao acabar o curso, em dezembro de 2008, tratou de se matricular numa pós-graduação em gestão ambiental - Pinheiro arca com metade dos 229 reais do curso e o restante é bancado pela Sabesp. Neste ano, decidiu matricular o filho numa escola particular perto de sua casa. Para ele, roupas, diversão e automóvel podem esperar. "O carro até faz alguma falta nos fins de semana", diz Pinheiro. "Mas nada que justifique transformá-lo em uma prioridade para a nossa família agora." (Entre esses dois extremos - o planejador e o consumista -, o Ibope encontrou um terceiro perfil, que batizou de retraído, um sujeito que muda seu comportamento de acordo com a situação e, por isso mesmo, é ainda mais difícil de ser compreendido.)

Entender que a classe C é formada por consumidores de comportamentos tão distintos quanto Queiroz e Pinheiro é crucial para as empresas. Essa jornada, no entanto, está apenas começando. "Quando o assunto é a baixa renda, as companhias conhecem apenas a ponta do iceberg", afirma Fábio Mariano, especialista em comportamento do consumidor e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Algumas delas já perceberam essa vulnerabilidade. A operação brasileira da rede varejista Wal-Mart, por exemplo, trabalha com quatro perfis de consumidora de classe média. Há desde a CEO do lar, uma mulher que não trabalha fora mas administra a casa, até a prática, que trabalha fora e faz compras com o marido (quando não delega a ele essa tarefa). "Infelizmente, não temos nada parecido com isso para a consumidora de baixa renda", afirma Marcos Ambrosano, vice-presidente de operações do Wal-Mart. Chegar mais perto dessas informações é fundamental para que a empresa consiga levar a cabo seu plano de expansão no Brasil. Neste ano, boa parte do 1,6 bilhão de reais que a empresa investirá na abertura de 90 lojas no Brasil será usada nas duas bandeiras que têm como foco a classe C - a Todo Dia e a Maxxi. Também faz parte dos planos do Wal-Mart em 2009 expandir de três para dez o número de unidades da Loja da Comunidade, modelo também voltado para a baixa renda que está sendo testado há nove meses nas cidades de Salvador e Recife. Na prática, a Loja da Comunidade é uma unidade da Maxxi ou da Todo Dia que oferece aos clientes uma galeria de serviços: banco postal (uma parceria entre Bradesco e Correios que disponibiliza serviços financeiros básicos, como pagamento de contas), emissão de documentos, acesso à internet, consultas médicas, palestras e até cursos profissionalizantes. O Wal-Mart não faz a gestão dos serviços nem ganha dinheiro com eles. Ao contrário: subsidia o aluguel do espaço para que os prestadores possam oferecê-los à população por preços mais baixos. "Nosso objetivo é estabelecer vínculos com esses consumidores e, obviamente, gerar mais tráfego nas lojas", afirma Carlos Fernandes, vice-presidente da divisão especial do Wal-Mart. Por enquanto, o que a direção da rede sabe é que os serviços têm atraído, em média, 15 000 pessoas por mês. "Ainda é cedo para medir o impacto desse modelo nas vendas das lojas", diz Fernandes. "Mas foi-se o tempo em que ter apenas preço baixo era suficiente para atrair esse tipo de consumidor."

Como nos Surpreendemos!

 

A Bíblia, no livro de Samuel diz:

Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração" (1Samuel 16:7).

 

A Prova disso é este vídeo abaixo, que demonstra a performance de Susan, uma mulher que surpreendeu a todos!

 

 

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XAROPE COM SERINGA EM FORMATO DE AVIÃO TEM ANÚNCIO SUSPENSO


A propaganda das novas versões do xarope pediátrico Fluimucil, lançado pelo fabricante Zambon Laboratório Farmacêutico com os nomes de Fluimucil Bebê e Fluimucil Criança, foi suspensa em todo o país pela Anvisa. A alegação da agência foi que a embalagem do medicamento, em formato de avião plástico, descumpre a Resolução RE 1259, ao denominar os produtos lançados de "Bebê" e "Criança".
Apesar dos nomes distintos, as versões "Bebê" e "Criança" do medicamento têm a mesma formulação do produto que está hoje no mercado, e é registrado na Anvisa, chamado de Fluimucil Pediátrico.
A empresa Zambon manteve a fórmula do xarope Fluimucil, mas lançou os dois produtos por meio de campanha publicitária, apresentando-os com diferentes nomes e com nova embalagem de forte apelo infantil.
A seringa com as doses individuais do xarope passaram a ser oferecidas em formato de avião plástico, em três diferentes cores. Esses dosadores que lembram brinquedos e os nomes Fluimucil Bebê e Criança contrariam a legislação sanitária que proíbe a utilização de símbolos e figuras em medicamentos, porque são produtos de risco potencial para a saúde.
O Fluimucil é um medicamento de venda isenta de prescrição médica indicado para o tratamento de afecções respiratórias, inclusive a bronquite originária do cigarro, enfisema pulmonar e broncopneumonia.

Sanofi assina acordo para comprar da farmacêutica Medley

quinta-feira, 9 de abril de 2009, 02:54 | Online

Estratégia do conglomerado francês é aproveitar dois mercados: países emergentes e genéricos

Andrei Netto, correspondente de O Estado de S. Paulo

PARIS - O maior fabricante brasileiro de medicamentos genéricos, o laboratório Medley, será vendido à gigante francesa Sanofis-aventis por R$ 1,5 bilhão - ou 500 milhões. O anúncio do negócio foi feito ontem, em Paris, sede do conglomerado. A aquisição reforça duas estratégias de mercado do grupo: apostar em países emergentes - e no Brasil e na América Latina em especial - e no crescimento da venda de genéricos.

A assinatura do acordo de aquisição deve levar à conclusão do negócio até o segundo semestre de 2009, mas está sujeita a "condições suspensivas", segundo o comunicado distribuído pela empresa. O laboratório Medley imprime sua marca em 172 drogas, é o terceiro maior do Brasil e o número 1 dos genéricos, que respondem por 68% de seu faturamento - estimado em R$ 458 milhões no ano passado. "Medley está muito bem posicionada para se beneficiar do crescimento do mercado de genéricos do Brasil, que deve se manter superior a 20% por ano nos próximos anos", disse a nota da Sanofi-aventis.

Além da posição estratégica no mercado de genéricos, a empresa paulista, que emprega 1,5 mil funcionários, detém 5,7% do total das vendas de medicamentos no país e vem crescendo em média 28% ao ano nos últimos três anos. O ritmo atraiu a atenção da Sanofi-aventis, líder do mercado brasileiro de fármacos, com 12% de market share, que agora passa à liderança também na América Latina. "Nossa estratégia enfatiza o crescimento nos mercados emergentes", explicou ao Estado o porta-voz do grupo francês, Geoffrey Pessaud. "Trata-se de uma conjunção de interesses: ampliar nossa participação nos mercados emergentes, ao mesmo tempo em que investimos no segmento dos genéricos."

A compra da Medley faz parte de uma política agressiva de aquisições nos países em desenvolvimento - principalmente no Brasil, na Rússia, na Índia, na China e no México. Há uma semana, a Sanofi-aventis já havia anunciado a aquisição dos Laboratórios Kendrick, do México. Em fevereiro, o alvo havia sido a Zentiva, um grupo com forte presença na Europa Central e do Leste, na Turquia e na Rússia.

Os investimentos na produção de genéricos, segundo Pessaud, são também uma estratégia para diversificar os negócios e, além disso, enfrentar a contestação das patentes sobre princípios ativos, uma prática do Ministério da Saúde em relação às drogas antirretrovirais desde os anos 90. "As quebras de patentes não são uma medida particular do Brasil, e sim algo que acontece em diversos países do mundo", pondera. "De qualquer forma, entre outras estratégias que usamos, estamos nos prevenindo dos efeitos da quebra de patentes investindo em genéricos."

O apetite pelo crescimento no mercado brasileiro não se encerra com a compra da Medley, avisa Pessaud: "Temos uma história de 50 anos no Brasil e vamos continuar reforçando nossa presença no país". Com a aquisição do grupo paulista, a Sanofi-aventis também amplia sua capacidade de produção na América Latina - um elemento importante na disputa com outras gigantes do setor farmacêutico, como Bayer, Novartis e GSK.

Na Europa, a reação do mercado financeiro ao anúncio da compra foi discreto. Na bolsa de Paris, as ações do grupo sofreram queda de 0,55%.

With Medley buy, Sanofi grabs Latin lead

 

April 9, 2009 — 11:04am ET | By Tracy Staton

It's official: Sanofi-Aventis is buying Medley, the big Brazilian generics maker. The $660 million deal will make Sanofi the biggest generics manufacturer in Latin America. And it adds yet another emerging-markets deal to the French company's recent series. "Medley constitutes a unique opportunity for Sanofi-aventis to build a strong and integrated platform for sustained profitable growth in Brazil and Latin America," the company said in a release.

With Medley's 127 generic products, Sanofi will boast a 12 percent market share in Brazil after the deal. Its share of the Mexican market--now that it's bought Laboratorios Kendrick--comes to some 15 percent. Brazil's generics market alone is expected to grow at a 20 percent annual rate over the next several years.

Like other Big Pharmas, Sanofi is gearing up for generic competition for its biggest revenue-drivers over the next several years. But unlike some of its rivals, Sanofi has opted out of the mega-merger and focused on small, strategic deals instead. The company has been focusing particularly on generics makers with a strong presence in emerging markets, where drug sales are forecast to grow at a much higher rate than in major industrialized nations such as the U.S.

- read Sanofi's release
- see the article in the Wall Street Journal

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Sanofi in yet another emerging-market buyout
Sanofi nabs Mexican drugmaker, eyes Solvay
Sanofi CEO eyes small deals, smaller costs

Curso Desenvolva

CURSO DESENVOLVA para EMPRESÁRIOS de FARMÁCIA

 

 

O mercado de Farmácias e Drogarias tem se transformado e passado por profundas Mudanças;

 

Para acompanhar estas mudanças, faz-se necessário uma Atualização constante e mudanças conceituais.

 
A DESENVOLVA Consultoria, uma empresa especialista no varejo farmacêutico está trazendo uma oportunidade que contribuirá na Capacitação dos empresários que atuam neste setor;

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Curso para Empresários de Farmácia

"Desenvolvendo e Crescendo em um mercado de Mudanças"

 

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Público Alvo: Empresários, Líderes, proprietários do varejo farmacêutico que possuem interesse em aumentar a rentabilidade de seus negócios.
 
Tempo de Duração: 8 horas
 
Objetivos:

  1. Capacitar o empresário da Farmácia com os conceitos atuais e práticos sobre Gestão de Farmácias e Drogarias;

  2. Discutir os Impactos da tributação;

  3. Apontar as técnicas de Profissionalização que existe no mercado;

  4. Apresentar as tendencias do Mercado

  5. Criar oportunidades para que a Farmácia mude

  6. Motivar os Proprietários para a Mudança

  7. Oferecer soluções práticas de melhorias nos negócios;

  8. Apontar as técnicas de gerenciamento das farmácias

  9. Discutir sobre a Tributação no Varejo, os Impactos

   
                 
TEMAS ABORDADOS

  • Mercado e Gestão de uma farmácia

  • Liderança na Farmácia 

  • Conhecer uma oportunidade de aplicar dicas práticas de RH em uma farmácia?

  • Conhecer para aplicar dicas de contratação e seleção e demais atividades de um RH.

  • Propor novas idéias e modelos de Remuneração e promoção em uma farmácia;

  • Tributação no varejo
     
    Substituição Tributária ( ST) e suas implicações;
    o   Impactos na lucratividade
    o   Impactos na compra
    o   Impactos na Gestão
    o   Impactos a curto, médio e longo prazo
    o   Impacto na sobrevivência da empresa;
     
    ·         Quais são as estratégias utilizadas pelo setor na compensação das perdas do mercado
    ·         Qual o futuro do varejo farmacêutico sob a ótica da questão tributária
    ·         Conhecendo os principais desafios de uma farmácia em Gestão tributária
    ·         Como negociar utilizando os conhecimentos tributários e de Gestão

 

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Porque fazer este curso

Porque o mercado farmacêutico é dinâmico e em constante transformação

 

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Porque as farmácias necessitam oferecer produtos e serviços integrados como forma de serem valorizadas pelos consumidores.

Porque os usuários de medicamentos carecem de estabelecimentos farmacêuticos comprometidos com a promoção de saúde e qualidade de vida.

Porque a competitividade do setor exige profissionais capacitados para tomada de decisões nas áreas: administrativa, financeira, contábil, marketing, qualidade.

Porque DESENVOLVA?

A Desenvolva cria projetos de Treinamentos para proprietários ou profissionais que  necessitam de uma especialização com enfoque estratégico, permitindo-lhes ampliar suas competências empreendedoras e aperfeiçoar habilidades para a tomada de decisões e na gestão de farmácias e drogarias.
·                     Especialista no mercado, possuindo farmácias como propriedade
·                     Sua equipe é Multidisciplinar e focada no Varejo Farmacêutico
·                     Seu projeto é sob medida
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·                     Porque entende e conhece Farmácia!

 

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Este curso pode ser feito na Rede de Farmácias que você pertence ou mesmo unindo vários empresários de sua região!

 

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