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Perfume, cosmético e higiene têm venda de R$ 1,3 bi nas farmácias

merchan
O crescimento das maiores farmácias e drogarias do Brasil tem um protagonista forte. Segundo a Fundação Instituto de Administração (USP) para a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), os não medicamentos continuam a encabeçar a alta nas vendas, mas sim os produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

Esse segmento movimentou cerca de R$ 1,3 bilhão de janeiro a maio deste ano, índice 28,69% superior ao dos cinco primeiros meses do ano anterior. A comercialização de medicamentos alcançou R$ 3,67 bilhões, alta de 23,02%. Os genéricos renderam ao setor R$ 520 milhões, mais de 10% do total, enquanto o programa Aqui tem Farmácia Popular registrou R$ 70,4 milhões. Mais de 179 milhões de clientes foram atendidos no período, com 483 milhões de unidades vendidas.

Na carona do crescimento, o número de lojas aumentou a 2.535. Também na comparação com 2008, a participação desta categoria no total de vendas passou de 26,72% para 27,20%. O faturamento geral ultrapassou R$ 5 bilhões. "As drugstores consagradas na Europa e América do Norte, que unem farmácia e conveniência se consolidam entre os consumidores brasileiros. Garantem praticidade ao cliente e ajudam a incrementar a receita das redes e a rentabilizar a própria atividade farmacêutica", justifica o presidente da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.

Apesar do que tenho feito o resultado não aparece

 

FARMACIAS_FECHADAS

As palestras sobre tendências do mercado farmacêutico tem se concretizando slide após slide. Não que os especialistas possuem uma bola de cristal nem porque Nostradamus disse e nós estamos replicamos.

O fato é que está muito óbvio a seleção natural que o varejo farmacêutico tem passado. Este não é um artigo para discutir estas mudanças, mas para mostrar a indignação diante da postura de empresários nestas mudanças.

Diante disso, algumas atitudes são percebidas neste momento por empresários que em busca de soluções ou esperam para ver o que vai acontecer ou saem em disparada reduzindo descontos, aumentando a comissão, sacrifiando seus patrimônios em busca da solução;

Em conversa com um amigo consultor mostrei minha preocupação com o futuro de algumas farmácias em nosso país e ele me disse que é a seleção natural. Triste, mas tenho que concordar pois se isso já aconteceu em outros setores e não será diferente do nosso.

O que me causa indignação é o fato das soluções existirem mas não serem alcançadas . Veja que não é falta de atitude pois todos estão se mexendo, mas as ações realizadas não estão sendo suficientes para tornar o negócio lucrativo e sadio. Alguns proprietários me ligam dizendo que tentou uma série de coisas, mas que ainda as contas não “fecham”.

Isso porque o problema é novo e as soluções apresentadas estão ultrapassadas. Estamos medicando o paciente de forma errada!

Devemos lembrar que grande parte das farmácias independentes são administradas por ex-balconistas ou herdaram as farmácias de familiares. Os conhecimentos foram adquiridos na prática e algumas soluções não conseguem ser vistas por quem é pragmático.

Digo isso porque neste momento os problemas não moram na farmácia, no cliente, na venda do produto mas no administrativo, na condução do negócio, nas pessoas que administram, na visão estratégica. E quando entra pessoas, as soluções requerem mais pensamento, mais estratégia, organização, capacitação, envolvimento de todos.

Minha dica, observar os problemas de um modo sistêmico, estudar um pouco os resultados, observar de forma ampla e aprender com os erros dos outros e acima de tudo, perguntar para as pessoas o que elas podem contribuir para o resultado.

Marcelo Cristian – desenvolva consultoria

quem é a celesio

Quem é a Celesio

compradora de 54% ações do grupo Panarello

Celesio é uma empresa internacional líder espectro que abrange o comércio de produtos farmacêuticos e serviços relacionados com produtos farmacêuticos.  

O grupo está ativo em 28 países e emprega cerca de 41.500 pessoas em suas três divisões paciente e Soluções Consumidor, Farmácia e Soluções Soluções Fabricante.   Mais de 2.300 farmácias próprias, como parte do paciente e do Consumidor Soluções, servir mais de 550.000 clientes em sete países a cada dia. 

Na sua actividade distribuição , que fazem parte da Farmácia Solutions, cerca de 120 sucursais atadistas entregar a mais de 35.000 farmácias em doze países europeus - todos os dias.

No Fabricante Soluções divisão, Celesio farmacêutica fabricantes oferece soluções de logística e de distribuição e apoia-las em vendas e marketing. 

fonte: traduzido do site www.celesio.com

O que o Consultor disse para Moisés

 

A Bíblia possui uma lição de Liderança que deveria ser aprendida por todos os que estão em posição de Liderança. E a lição que quero compartilhar com você é ideal para os proprietários, lideres que possuem outros líderes sob sua responsabilidade.

Esta lição, transmitida em forma de conselho foi dado por Jetro, sogro de Moisés. Meu objetivo em escrever um pouco sobre isso neste artigo é a semelhança dos fatos encontrados nas farmácias de hoje e a forma com que o mesmo liderava o povo.

Para relembrar a história, Moisés foi o grande Líder que tirou os israelitas do Egito. E foi a forma com que Moisés liderava estes homens que Jetro opinou.

Este conselho está descrito no livro de Êxodo, capítulo 18 a partir do Verso 13. Conta que Jetro foi ao encontro de Moisés, levava consigo a esposa de Moisés, bem como suas filhas.

No dia seguinte ao encontro, Moisés já saiu para trabalhar. Sua tarefa, continuar conduzindo os 600 mil homens em direção ao alvo determinado. Imagine 600 mil homens reunidos, cada um com uma cabeça e andando juntos. Neste momento, Jetro presencia a forma com que Moisés liderava o Povo: ele sentado e todos de pé esperando as orientações a serem seguidas, os julgamentos as regras. Para Moisés muito trabalho e é por isso que o povo ficava esgotado com a espera destes direcionamentos.

Jetro vendo esta situação disse a Moisés:

“O que você está fazendo não é bom. Você e seu povo ficarão esgotados, pois essa tarefa lhe é pesada demais.”

A saída para isso indicada pelo consultor Jetro foi a de continuar ensinando o povo, ensinando as Leis e decretos, mas que o mesmo deveria colocar líderes dentre o povo. Líderes de mil, 100, 50 e 10 e que as causas fáceis estes líderes treinados deveriam solucionar e as questões mais difíceis deveriam ser trazidas a ele.

O que esta história tem a ver com farmácias? Algumas coisas que quero demonstrar aqui:

As Semelhanças

1) Sem tempo para família

Moisés ficou apenas um dia com sua família, depois foi ao trabalho que era rotineiro. Essa é a realidade de muitos empresários hoje. Cheios de serviço, não conseguem ver os filhos crescerem, sem tempo para dedicar para a família. Não podem tirar férias, não freqüentam cursos, não cuidam da saúde.

2) Sem elencar as prioridades

Coisas simples e complicadas eram repassadas a Moisés sem nenhum filtro, nem prioridade. Presencio isso quando encontro proprietários fazendo compras de faltas na farmácia, ajudando no balcão, fazendo entregas enquanto as análises e as estratégias são deixadas de lado.

3) A centralização das coisas

Tudo dependia de Moisés, ninguém decidia nada. Coisas simples, complicadas, fofocas, problemas entre pessoas, tudo centralizado em uma única pessoa. Como disse uma cliente: “todos dependem de mim para decidir e sem minha presença ninguém decide nada. Ninguém pensa todos esperando ordens”. As vendas dependem do proprietário, o atendimento depende dele, o convenio não faz nada diferente do que foi ensinado, ninguém pensa diferente. O comprador só compra a falta, não há negociação.

4) A equipe estava sofrendo

No texto, vemos o povo de pé o dia todo, cansado, cheio de conflitos entre si e o foco sempre deixado para trás. Na farmácia acontece a mesma coisa. Por não haver foco, não haver excelência a cobrança é grande, parece que todos estão trabalhando, correndo, mas sem resultado. Apesar de vender mais a insatisfação existe, a fofoca é grande, é gente que não gosta do outro. Funcionário que falta sem motivos, entregas erradas, perda de mercadorias na rua, estoquistas jogando fora produtos junto com as caixas vazias...

5) O resultado não aparece

Com essa postura, tudo é feito, mas sempre “mais ou menos”, sem excelência. A farmácia ainda está suja, os produtos faltam, os impostos ainda estão sendo pagos errados, a transferência entre lojas ainda é grande e o trabalho sempre aumenta e o dinheiro, cada vez menor. “Vivendo para pagar as contas”

A Solução

Qual foi o conselho de Jetro? O que ele aconselhou Moisés que mudou completamente a forma de Liderança de Moisés dando a ele a liberdade de fazer coisas novas, inclusive se ausentar do povo fazendo com que os 10 mandamentos fossem buscados no Monte Sinai.

1) Seja o Líder

O que Jetro disse: “Seja você o representante do povo diante do povo diante de Deus e leve a Deus as questões.” Quer dizer, seja o responsável pela farmácia. Não fique refém do povo, cumpra sua obrigação. Existem proprietários que esquecem que são os proprietários. Estes parecem mais como bombeiros que apagam o fogo ou como legistas que só fazem diagnóstico depois que já houve a morte. Donos de farmácia que só reclamam de tal funcionário reclamam das compras, do atendimento, do dinheiro... do concorrente mas, não assumem o papel de RESOLUÇÃO dos fatos. Ser o líder é resolver a questão, mas principalmente se preocupar com a não repetição dos fatos. È permitir as demissões é buscar uma consultoria, treinar a equipe...

2) Crie as regras

Isso mesmo, Jetro disse: “oriente-os quanto aos decretos e leis”. Quais as regras de sua farmácia? O que pode e o que não pode ser feito? Quais são as situações negociáveis e as não negociáveis. Jetro disse aqui que as leis e regras deveriam sair de Moisés bem como na farmácia os Manuais Operacionais, os POP´s e demais procedimentos devem ser realizados pelo líder da Farmácia. Um funcionário comentou comigo que nunca consegue agradar o proprietário da farmácia, isso porque não existem regras e todas são mudadas conforme a situação. Gerentes de lojas que desqualificam o funcionário na frente do cliente apesar da “regra” ter sido cumprida por este. Compradores sem limite e procedimentos de compras. Funcionários sem limites para descontos,... Sem regras não podemos viver, sem limites fazemos o que vem a nossa cabeça.

3) Escolha Lideres Competentes

O texto foi bem claro: “escolha dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto”. Como os profissionais de RH falam, esta é a ficha de competências requeridas para o cargo.

3.1 pessoas dentre o povo: A primeira coisa é escolha dentre o povo. Não pessoas de fora. Como sentiria o profissional que tem se dedicado, tem caráter, está se desenvolvendo para crescer na empresa receber como seu chefe um profissional que veio de outra empresa. Só porque é amigo do dono? Ou porque fez um bom trabalho na outra empresa? Empresa boa é aquela que valoriza seus talentos, que está antenada em desenvolver a equipe para assumir novos cargos dentro da própria empresa;

3.2 homens capazes: Isso mesmo, Preparado para o serviço e que estão acima da mediocridade em qualificação. Profissionais treinados técnica e comportalmente. Pessoas que sabem liderar, que sabem se diferenciar, que conseguem levar a equipe a um nível superior. O líder sempre tem que ver mais longe que a equipe e isso é feito através da qualificação. Mas, isso é conseguido investindo nestes profissionais, custeando cursos, oferecendo literatura, cobrando aprendizado... Não é simplesmente entregar uma tarefa e ver o que dá. Isso é delargar e fazendo isso demonstra falta de juízo por parte dos líderes.

3.3 tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto: Traduzindo, pessoas de caráter, profissionais que possui uma essência de servir, pessoas com um comportamento exemplar diante dos outros.

4) Estabeleça como chefes de mil, cem, cinqüenta e de dez

A centralização foi combatida por Jetro e isso é repudiado em uma farmácia que gostaria de crescer. Cercar de pessoas comprometidas, boas e que gostariam de responsabilidades é uma alegria.

Esse foi o conselho que Jetro nos daria em nossas farmácias. Coloque um responsável em cada setor e cobre resultado deste líder. Ao estabelecer lideres muitas vezes nos preocupamos com o dinheiro, com o registro, com o que os outros vão pensar menos no resultado. Em nossas consultorias estabelecemos o conceito de “sócio”. Na prática, colocar líderes para que nos ajudem a tornar a empresa produtiva. Não existe empresa sólida sem uma Liderança. Como as entregas serão mais produtivas e com menos erros se não possuímos um profissional responsável pelo departamento? E os farmacêuticos? Como poderão organizar os treinamentos técnicos para a equipe? E a equipe de linha de frente? Poderá ser mais produtiva? E o administrativo?

5) Estarão sempre a disposição do povo

A missão do líder é servir. A pirâmide organizacional mudou. No passado, trabalhávamos para agradar o chefe, o dono, agora o olhar é sempre o externo, isso é servir o cliente e cabe aos líderes proporcionar condições para que a equipe tenha todas as condições e ferramentas para que o cliente seja bem servido. Na prática, o gerente está sempre atento às necessidades da equipe para que elas sejam melhores aos clientes.

6) Trarão a você as questões difíceis

Essa de querer saber tudo o que acontece já não funciona mais. Líderes centralizadores que ficam “chateados” com coisas que ele não sabia não estão preparados para assumir as mudanças que o mercado tem exigido. O líder que possui outros líderes sob seu comando necessita de tempo para executar tarefas importantes, estratégicas e para isso ele precisa de tempo, de estudo. Vejo isso no departamento comercial que é diferente do departamento de compras. Observe que fazer a falta diária o sistema por pedido eletrônico pode fazer, mas fazer o negócio com a Indústria com projeção de tempo não é para aqueles que não tem tempo e só se preocupam em comprar o falteiro.

O resultado

“Se você assim fizer, e se assim Deus ordenar, você será capaz de suportar as dificuldades, e todo este povo voltará para casa satisfeito” Êxodo 18:23

O resultado com estas atitudes foi mais capacidade para suportar as dificuldades. Isso é bem óbvio porque as soluções e os problemas não estão apenas na cabeça de uma pessoa. Os desafios são compartilhados, a responsabilidade é dividida e o sucesso também.

Quantos empresários estão preocupados com sua empresa, mas a equipe não está? Vejo compradores preocupados em ganhar 1% a mais e farmacistas entregar um desconto sem necessidade a um cliente. Gastos, desperdícios, erros sendo cometidos e ninguém faz nada.

Funcionários que só se preocupam em vender uma categoria de produtos enquanto toda a farmácia é lucrativa. Clientes perdidos, produtos não vendidos... acredito que muito destes casos possa ser descompromisso, falta de atitude, preguiça. Mas, será que também não existe falta de tempo para ensinar? Falta de líderes para treinar, capacitar e orientar sobre o que é certo? Não imagino um proprietário fazendo tudo, mas vejo que cabe muito bem aqui a idéia de líderes, sublíderes que auxiliariam o crescimento da empresa.

Esse é um manifesto em prol da qualidade de vida, em busca do compartilhamento do sucesso e da vitória.

Não é fácil e ninguém disse que seria. Mas, caso alguns destes itens o fizeram pensar, queira montar um planejamento para que isso aconteça. Sugiro separar alguns nomes e entrevistá-los para saberem o que querem em sua empresa. Rodeie-se de pessoas corajosas, de caráter, competentes e sua empresa não terá limites. Dependa o crescimento de sua empresa só de você e verá o fracasso. Lembre-se que uma empresa cresce na medida do crescimento das pessoas que fazem parte dela.

Quanto ao mais, sede corajosos, confie, treine, delegue.

08/08/2008 - A Substituição tributária e o Mercado

 

Por Marcel Solimeo

No tempo em que o Brasil era uma economia fechada e inflacionária, a marcação dos preços era feita com base no custo mais a margem bruta desejada pela empresa, na certeza de que o mercado cativo absorveria tudo que fosse colocado à venda e, caso o giro dos produtos fosse mais lento, se poderia reajustar os preços sem qualquer problema. Até os controles de preços da época se baseava nos custos, com a fórmula “CLD = Custo+Lucro+Despesas” sem grande preocupação com o mercado.

Com a abertura da economia e o controle da inflação, o mercado passou a determinar os preços dos produtos, obrigando as empresas a procurarem reduzir custos para enfrentar a concorrência. Assim, as margens de lucro bruto, ou o valor adicionado, deixaram de ser previamente determinadas, mas resultantes do preço aceito pelo mercado, menos os custos, tornando-se imprevisível a priori.

O ICMS incide sobre o valor adicionado pelas empresas, sendo que o varejo, último elo da cadeia, é o segmento que recolhe o total do tributo a ser pago pelo consumidor, creditando-se do valor pago na etapa anterior. Como os preços de venda variam em função de muitos fatores, o valor adicionado pelo varejo também é muito variável. Produtos com maior giro, no geral, apresentam margens menores de valor adicionado, mas o mesmo artigo - como confecções, por exemplo - tem seu preço de venda alterado quando das promoções ou liquidações.

A diferença de porte, ou de tipo de comércio, faz com que o mesmo produto tenha preços diferenciados entre empresas e, portanto, maior ou menor valor adicionado. Quando se procura implantar a substituição tributária para diversos tipos de comércio, passando a responsabilidade de recolher a parcela do tributo que competiria ao varejo à etapa anterior (indústria ou atacado), o que a autoridade fazendária faz é substituir-se ao mercado na determinação valor adicionado para efeito tributário.

Em produtos homogêneos, com margens de comercialização fixada pelo fabricante, ou que apresente pequena variação, a intervenção da Fazenda estadual na fixação arbitrária do valor adicionado não acarreta grandes problemas sobre a parcela do ICMS que a indústria vai recolher, da responsabilidade do varejo, como, por exemplo, no mercado de veículos. Nesses casos, a simplificação resulta em maior controle do pagamento de tributos e beneficia tanto as empresas como o Fisco.

No entanto, nos casos em que o varejo é muito heterogêneo e trabalha com linhas diversificadas de produtos, a fixação arbitrária da margem de valor adicionado pode levar a muitas distorções, prejudicando algumas empresas e até mesmo o consumidor, devido ao aumento da tributação.

Adotar a média do valor adicionado de um setor significa beneficiar as empresas que trabalham com margens menores, geralmente por serem de grande porte e disporem de volumes de vendas muito grandes, em detrimento das menores, que necessitam de maior ganho unitário para sobreviver.

As políticas de descontos, de promoções e liquidações acabam sendo prejudicadas em favor da arrecadação estadual. Entende-se a razão pela qual o Fisco vem procurando generalizar o uso da substituição tributária. É para reduzir tanto a sonegação como o trabalho de fiscalização, que passa a se concentrar em um número menor de empresas. Contudo, não se pode pretender que a simplificação e a maior eficácia do trabalho fiscal seja feito com a imposição de ônus a algumas empresas. O combate à sonegação é uma necessidade, favorecendo as empresas que pagam regularmente seus tributos, enfrentando a concorrência desigual daquelas que não pagam. Mas não pode implicar em ônus adicionais a elas.

A substituição tributária para setores heterogêneos e de linhas de produtos diversificados deveria ter a margem de valor adicionado fixada por baixo; isto é, abaixo da média do segmento, com o estado se compensando com o aumento do número de pagantes (através do recolhimento na indústria), o que contribuiria ainda para a expansão das vendas do varejo e, em conseqüência, para o aumento da arrecadação.

Marcel Solimeo é economista e diretor do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Fonte: Diário do Comércio/SP

Para seu planejamento de MKT

JANEIRO Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
1 01 · Confraternização Universal / Mundial da Paz 01 . Dia do Publicitário 01 . Cinzas 01 · Dia da Mentira 01 · Dia Mundial do Trabalho 01 · Semana Mundial do Meio Ambiente 01 · Dia da vacina BCG 01 · Dia Nacional do Selo 01 · Início da Semana da pátria 01 · Dia Internacional da Terceira Idade 01 · Dia de Todos os Santos 01 · Dia Internacional da Luta contra a AIDS
2 02 · Dia da Abreugrafia 02 · Dia do Agente Fiscal 02 · Dia Nacional do Turismo 01 . Dia da Abolição da Escravidão dos Índios - 1680 02 ·  Dia Nacional do Ex-combatente 01 · Dia de Caxias 02 · Dia do Hospital 03 · Dia do Tintureiro 01 · Dia do Profissional de Educação Física 1º · Dia de Santa Terezinha 02 · Dia de Finados 01 · Dia do Imigrante
3 02 · Dia de Iemanjá 02 . Dia da Oração 02 · Dia do Propagandista 02 · Dia Internacional do Livro Infantil 02 · Dia do Taquígrafo 01 · Primeira transmissão de TV no Brasil 02 · Dia do Bombeiro Brasileiro 03 . Dia do Capoeirista 02 · Dia do Repórter Fotográfico 1º · Dia do Vendedor 03 · Dia do Cabeleireiro 01 · Dia do Numismata
4 05 · Dia do Datiloscopista 03 · Dia do Meteorologista 04 · Dia Nacional do Parkinsoniano 03 · Dia do Sertanejo 01. Dia da Imprensa 04 · Dia Internacional do Cooperativismo 05 · Dia Nacional da Saúde 03 · Dia do Guarda Civil 1º · Dia Nacional do Vereador 03 · Instituição do Direito e Voto da Mulher (1930) 02 · Dia Nacional do Samba
5 05 · Criação da 1ª Tipografia no Brasil 07 · Dia do Gráfico 05 · Dia do Filatelista Brasileiro 07 · Dia do Corretor 05 · Dia de Rondon 03 · Dia Mundial do Administrador de Pessoal 04 · Independência dos EUA 08 · Dia do Pároco 03 · Dia do Biólogo 03 · Dia Mundial do Dentista 04 · Dia do Inventor 02 · Dia da Astronomia
6 06 · Dia de Reis / Dia da Gratidão 09 · Dia do Zelador 07 · Dia do Fuzileiros Navais 07 · Dia do Jornalismo 05 · Dia da Comunidade 03 · Pentecostes 04 . dia do Operador de Telemarketing 09 . Dia dos Pais 05 · Dia Oficial da Farmácia 03 · Dia do Petróleo Brasileiro 05 · Dia da Ciência e Cultura 02 · Dia Pan-americano da Saúde
7 07 · Dia da Liberdade de Cultos 10 . Dia do Atleta Profissional 08 · Dia Internacional da Mulher 07 · Dia do Médico Legista 05 · Dia Nacional do Expedicionário 05 · Dia da Ecologia 06 · Dia da criação do IBGE 11 · Dia da Televisão 05 · Dia da Amazônia 03 · Dia das Abelhas 05 · Dia do Cinema Brasileiro 02 · Dia Nacional das Relações Públicas
8 08 · Dia do Fotógrafo 11 · Dia da Criação da Casa de Moeda 10 · Dia do Telefone 07 · Dia Mundial da Saúde 05 · Dia do Artista Pintor 05 · Dia Mundial do Meio Ambiente 08 · Dia do Panificador 11 · Dia do Advogado 06 · Dia do Alfaiate 04 · Dia da Natureza 05 · Dia do Radioamador e Técnico Eletrônica 03. Dia Internacional do Portador de Deficiência
9 09 · Dia do Fico (1822) / Dia do Astronauta 11 · Dia Mundial do Enfermo 10 - Dia do Sogro 08 · Dia da Natação 05 . Dia do Marechal Rondon 07 · Dia da Liberdade de Imprensa 09 · Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista 11 · Dia do Estudante 06 · Oficialização da letra do  Hino Nacional 04 · Dia do Barman 07. Dia do Radialista 04 · Dia da Propaganda
10 14 · Dia da Amizade 12 - Aniversário de Recife (468 anos) e Olinda (470 anos) 08 · Dia do Correio 06 · Dia do Cartógrafo 08 · Dia do Citricultor 10 · Dia da Pizza 11 · Dia do Garçom 07 · Independência do Brasil 04 · Dia do Cão 08 · Dia Mundial do Urbanismo 04 · Dia do Pedicuro
11 16 · Dia do Repórter 12 · Dia do Bibliotecário 08 · Dia Mundial do Combate ao Câncer 07 · Dia do Oftalmologista 09 · Dia do Porteiro 12 . Dia do engenheiro Florestal 11 . Dia Internacional da Logosofia 08 · Dia Internacional da Alfabetização 04 · Dia do Poeta 08 . Dia do Radiologista 04 . Dia do Orientador Educacional
12 19 · Dia do Esportista 14 · Dia do Vendedor de Livros 09 · Dia Nacional do Aço 07 · Dia do Silêncio 09 · Dia do Tenista 13 · Dia do Engenheiro de Saneamento 12 · Dia Nacional da Artes 09 · Dia do Administrador 04 · Dia de São Francisco de Assis 09 · Dia do Hoteleiro 08 · Dia Mundial da Imaculada Conceição
13 21 · Dia da Conquista do Monte Castelo (1945) 14 · Dia Nacional da Poesia 10 · Dia da Engenharia 08 · Dia da Vitória 09 · Dia da Imunização 13 · Dia do Cantor 13 · Dia do Economista 09 · Dia do Médico Veterinário 05 · Dia das Aves 10 · Dia do Trigo 08 · Dia da Família
14 14 · Dia do Enfermo 21 · Data Festiva do Exército 14 · Dia dos Animais 12 · Dia do Obstetra 08 · Dia do Profissional Marketing 09 · Dia Nacional de Anchieta 13 · Dia Mundial do Rock 14. Dia do Cardiologista 09 · Dia da Velocidade 05 · Dia Mundial dos Animais 11 · Dia do Soldado Desconhecido 08 · Dia da Justiça
15 15 . Dia Mundial do Compositor / Dia dos adultos 23 · Dia do Rotaryano 15 · Dia da Escola 12 . Páscoa 08 · Dia do Artista Plástico 10 · Dia da Artilharia 14 · Dia do Propagandista de Laboratório 15 · Assunção de Nossa Senhora 10 · Fundação do 1º Jornal do Brasil 07 · Dia do Compositor 12 . Dia do Diretor de Escola 09 · Dia da Criança Defeituosa
16 24. Carnaval 15 · Dia Mundial do Consumidor 13 · Dia do Office-Boy 08 · Internacional da Cruz Vermelha 10 · Dia da Língua Portuguesa 14 · Dia da Liberdade de Pensamento 15 · Dia da Informática 12 . Dia do operador de rastreamento 08 · Dia do Nordestino 12 · Dia do Supermercado 09 · Dia do Fonoaudiólogo
17 24 · Promulgação da 1ª Constituição Republicana (1891) 19 · Dia de São José 13 · Dia dos Jovens 09 · Dia da Europa 10 · Dia da Raça 15 · Dia Nacional dos Clubes 15 · Dia dos Solteiros 14 · Dia da Cruz 09. Dia do Açougueiro e profissionais do setor 14 · Dia Nacional da Alfabetização 09 · Dia do Alcoólico Recuperado
18 25 · Dia da criação do Ministério das Comunicações 19 · Dia do Carpinteiro 13 . Dia do Hino Nacional -1º Execução do Hino Nacional Brasileiro -1831 10 · Dia da Cavalaria 11 · Dia da Marinha Brasileira 16 · Dia do Comerciante 16 . Dia do Filósofo 14 · Dia do Frevo 10 · Semana da Ciência e Tecnologia 15 · Proclamação da República 10 · Declaração Universal Direitos Humanos
19 27 · Dia do Agente Fiscal da Receita Federal 19 · Dia do Marceneiro 14 · Dia Pan-Americano 10 · Dia do Campo 11 · Dia do Educador Sanitário 17 · Dia de Proteção às Florestas 19 · Dia do Artista de Teatro 15 . Dia do Cliente 10 · Dia Mundial do Lions Clube 16 · Semana da Música 10 · Dia Internacional dos Povos Indígenas
20 20 · Dia do Farmacêutico 27 . Dia Nacional do Livro Didático 20 · Início do outono 15 · Dia da Conservação do Solo 10 . Dia das Mães 11. Corpus Christi 19 · Dia da Caridade 19 · Dia Mundial da Fotografia 16 · Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio 11 · Dia do Deficiente Físico 17 . Dia da Criatividade 10 · Dia Universal do Palhaço
21 21 · Dia Mundial da Religião 20 . dia do contador de Histórias 15 · Dia Mundial do Desenhista 11 · Integração do Telégrafo no Brasil 12 · Dia do Correio Aéreo Nacional 19 · Dia Nacional do Futebol 20 . Dia dos Maçons 17 · Dia da Compreensão Mundial 11 · Dia do Teatro Municipal 18 . Dia do Conselheiro Tutelar 11 · Dia do Arquiteto
22 21 · Dia Universal do Teatro 15 · Dia do Desarmamento Infantil 12 · Dia Mundial do Enfermeiro 12 · Dia dos Namorados 20 · Dia do Amigo e Internacional da Amizade 22 · Dia do Folclore 18 · Dia dos Símbolos Nacionais 12 · Dia de Nossa Senhora Aparecida 19 · Dia da Bandeira 11 · Dia do Engenheiro
23 21 · Dia Internacional Contra a Discriminação Racial 16 . Dia da Voz 13 · Abolição da Escravatura 13 · Dia de Santo Antônio 20 · Dia da 1ª Viagem à Lua (1969) 22 . Dia do Supervisor Escolar 19 · Dia de São Geraldo 12 · Dia da Criança 20 · Dia do Auditor Interno 13 · Dia do Cego
24 24. Dia Nacional dos Aposentados 21 . Dia Universal do Teatro 18 · Dia Nacional do Livro Infantil 13 · Dia da Fraternidade Brasileira 13 · Dia do Turista 23 · Dia do Guarda Rodoviário 23 · Dia da Injustiça 19 · Dia do Teatro 12 · Dia do Atletismo 20 · Dia Nacional da Consciência Negra 13 · Dia do Marinheiro
25 25 · Dia do Carteiro / Fundação de São Paulo 22 . Dia Mundial da Água 18 · Dia de Monteiro Lobato 13 · Dia do Automóvel 14 · Dia do Solista 25 · Dia de São Cristóvão 24 · Dia da Infância 20 · Dia do Funcionário Municipal 12 · Dia do Engenheiro Agrônomo 20 . Dia do Esteticista 13 · Dia do Ótico
26 23 · Dia Mundial da Meteorologia 19 · Dia do Índio 14 · Dia Continental do Seguro 14 · Dia Universal de Deus 25 · Dia do Colono 24 · Dia dos Artistas 20 · Dia do Gaúcho 12 · Dia do Mar 20 . Dia do Biomédico 13 . Dia de Santa Luzia
27 26 · Dia do Cacau 19 · Dia do Exército Brasileiro 15 · Dia do Assistente Social 25 · Dia do Escritor 24 · Dia de São Bartolomeu 21 · Dia da Árvore 12 · Dia do Descobrimento da América 21 · Dia da Homeopatia 13 . Dia do Engenheiro Avaliador e Perito de Engenharia
28 27 · Dia do Circo 20 · Dia do Diplomata 15 · Dia do Gerente Bancário 17 · Dia do Funcionário Público Aposentado 25 · Dia do Motorista 25 · Dia do Feirante 21 · Dia do Fazendeiro 12. Dia do Corretor de Seguros 21 · Dia das Saudações 14 . Dia Nacional do Ministério Público
29 28 · Dia do Diagramador 20 . Dia do Disco 16 · Dia do Gari 18 · Dia do Químico 26 · Dia da Vovó 25 · Dia do Soldado 21 . Dia da Luta Nacional das Pessoas com Deficiências 13 . Dia do Terapeuta Ocupacional 22 · Dia do Músico 16 · Dia do Reservista
30 28 · Revisor 21 · Tiradentes 17 · Dia Internacional da Comunicação e das Telecomunicações 18 · Imigração Japonesa 27 · Dia do Motociclista 27 · Dia do Corretor de Imóveis 22 · Data da Juventude do Brasil 13 · Dia do Fisioterapeuta 25 · Dia Nacional do Doador de Sangue 18 . Dia do Museólogo
31 30 . Dia Mundial da Juventude 21 · Dia da Latinidade 17 · Dia da Constituição 19 · Dia do Cinema Brasileiro 28 · Dia do Agricultor 27 · Dia do Psicólogo 22. Dia do Contador 14 · Dia Nacional da Pecuária 27 . Dia do Técnico da Segurança do Trabalho 20 · Dia do Mecânico
31 · Dia da Integração Nacional 21 · Dia do Metalúrgico 18 · Dia dos Vidreiros 20 · Dia do Revendedor 28 · Dia da Avicultura 23 · Início da primavera 15 · Dia do Normalista 28 · Dia Mundial de Ação de Graças 21 · Dia do Atleta
31 · Dia da Saúde e Nutrição 21 . Dia do Policial Civil 18 · Dia Internacional dos Museus 21 · Dia da Mídia 28 · Dia dos Bancários 23 · Dia do Soldador 15 · Dia do Professor 22 · Início do verão
31 . Aniversário do Golpe Militar - 1964 21 . Dia do Policial Militar 19 · Dia dos Acadêmicos do Direito 21 · Dia do Imigrante 29 · Dia Nacional do Combate do Fumo 23. Dia do Técnico Industrial e do Técnico em Edificações 16 · Dia Mundial da Alimentação 23 · Dia do Vizinho
22 · Descobrimento do Brasil 20 . Ascensão do Senhor 21 · Dia Universal Olímpico 31º · Dia da Nutricionista 25 ·  Dia Nacional do Trânsito 16 · Dia da Ciência e Tecnologia 24 · Dia do Órfão
22 · Dia da Força Aérea Brasileira 20 · Dia do Comissário de Menores 21 · Início do inverno 26 · Dia Interamericano das Relações Públicas 16. Dia do Anestesiologista 25 · Natal
22 · Dia da Comunidade luso-brasileira 21 · Dia da Língua Nacional 24 · Dia das Empresas Gráficas 26. Dia Nacional do Surdo 17 · Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira 26 · Dia da Lembrança
22 . Dia do Planeta Terra 22 · Dia do Apicultor 24 · Dia de São João 27 · Dia de Cosme e Damião 17 · Dia do Eletricista 28 · Dia do Salva-vidas
23 · Dia de São Jorge 23 · Dia da Juventude Constitucionalista 24 · Dia Internacional do Leite 27 · Dia do Encanador 18 · Dia do Médico 31 · Dia de São Silvestre
23 · Dia Mundial do Escoteiro 24 · Dia da Infantaria 26 . Dia do Metrologista 27 · Dia Mundial de Turismo 18 · Dia do Estivador 31 · Reveillon
23 . Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor 24 · Dia do Datilógrafo 27 · Dia Nacional do Progresso 27. Dia Nacional do Idoso 18 · Dia do Securitário
23. Dia Nacional da Educação de Surdos 24 · Dia do Detento 28 · Dia da Renovação Espiritual 28 · Dia da Lei do Ventre Livre 18 · Dia do Pintor
24 · Dia do Agente de Viagem 24 · Dia do Telegrafista 29 · Dia de São Pedro e São Paulo 29 · Dia do Anunciante 19 . Dia do Profissional da Informática
24 · Dia Internacional do Jovem Trabalhador 24 · Dia do Vestibulando 29 · Dia do Papa 29 · Dia do Petróleo 20 . Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo
25 · Dia do Contabilista 25 · Dia da Indústria 29 · Dia da Telefonista 30 · Dia da Secretária 20 . Dia do Arquivista
26 · Dia do Goleiro 25 · Dia do Massagista 29 · Dia do Pescador 30 · Dia da Navegação 21 · Dia do Contato
26 · Dia da 1ª Missa no Brasil 25 · Dia do Trabalhador Rural 30 · Dia Mundial do Tradutor 23 · Dia da Aviação e do Aviador
27 · Dia da Empregada Doméstica 25 . Dia do Vigilante 30 · Dia Nacional do Jornaleiro 24 · Dia das Nações Unidas – ONU
27 · Dia do Sacerdote 27 · Dia do Profissional Liberal 25 · Dia da Democracia
28 · Dia da Educação 29 · Dia do Estatístico 25 · Dia do Dentista Brasileiro
28 · Dia da Sogra 29 · Dia do Geógrafo 25 · Dia do Sapateiro
30 · Dia do Ferroviário 30 · Dia do Geólogo 28 · Dia de São Judas Tadeu
30 · Dia Nacional da Mulher 30 · Dia das Bandeiras 28 · Dia do Funcionário Público
31 · Dia do Comissário de Bordo 29 · Dia Nacional do Livro
31 · Dia Mundial das Comunicações Sociais 30 · Dia do Balconista
31 · Dia do Espírito Santo 30 · Dia do Comerciário
30 . Dia do Fisiculturista

Empresas questionam fisco de SP

Empresas questionam fisco de SP


A ampliação do regime de substituição tributária no Estado de São Paulo colocou empresários e entidades de classe em pé de guerra com o Governo Serra. Desde o ano passado, 23 novos setores foram incorporados ao sistema, que já cobrava ICMS na origem da produção de outros segmentos, como bebidas, cigarros, combustíveis e veículos. O objetivo é evitar a sonegação fiscal e a concorrência desleal, ao mesmo tempo que dá mais eficiência à arrecadação.


Por outro lado, a sistemática tem revelado alguns efeitos colaterais negativos para a atividade econômica, que resultou numa onda de ações judiciais e transferência de negócios para outros Estados. O secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, atribui o movimento a sonegadores. "De fato, quem sonega está muito chateado com esse regime. Esses podem ir embora de São Paulo mesmo", dispara ele, destacando que a arrecadação cresceu R$ 3 bilhões em 2008 por causa do regime.

MUDANÇA

A substituição tributária consiste em deslocar para um único contribuinte (em geral a indústria) a responsabilidade de recolher o ICMS de toda a cadeia de comercialização, desde a saída do produto da fábrica até o consumidor final. Para isso, o imposto é calculado em cima de uma base presumida de preço final, e de quanto cada empresa na cadeia de produção teria adicionado ao valor da mercadoria. Esses números são projetados pelo fisco a partir de pesquisas de mercado.


Eis aí a primeira grande crítica das empresas: em muitos casos, os números dos valores adicionados projetados pelo fisco são incompatíveis com a realidade, diz a advogada da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Sarina Sasaki Manata. Há situações em que o valor projetado representa o dobro do praticado. Além disso, a diferença de preço entre os produtos que entraram no sistema de cálculo da Receita estadual é grande.

No setor de cosméticos, por exemplo, um batom pode custar R$ 10 ou R$ 300. O imposto será calculado sobre uma média ponderada. Na prática, quem vende o produto abaixo dessa média, acaba pagando mais imposto. Segundo um renomado tributarista, que prefere não se identificar, numa margem de 40% sobre um produto de R$ 100, o ICMS será de R$ 25. "Vendendo a R$ 140, a alíquota continua em 18%. Se vender por R$ 110, a alíquota sobe para 22,9%, e por R$ 160, cai para 15,75%. Isso inibe as promoções e liquidações."

PESQUISAS

Mauro Ricardo diz que as pesquisas são feitas pelas próprias associações. "Se quiserem fazer o levantamento todo mês e nos enviar, elas podem." Tributaristas avaliam que não é tão simples. As pesquisas de preços têm de ser feitas em instituições definidas pelo governo e pode levar até 20 meses.


"A situação provocou a migração de uma série de distribuidores e atacadistas para outros Estados onde as alíquotas são menores e não há substituição tributária", afirma o advogado da Lacerda & Lacerda Advogados, Nelson Lacerda. Ele diz que nos últimos meses sua empresa auxiliou clientes na abertura de 15 filiais fora de São Paulo. "Eles não fecharam as operações aqui, mas transferiram parte dos negócios. Virou uma guerra fiscal", avalia.


O presidente do Sindicato de Distribuidores e Atacadistas de Produtos Industrializados do Estado de São Paulo (Adasp), Sandoval Araújo, confirma que o sistema tributário tornava mais competitiva a empresa que estava fora daqui. A reportagem do Estado procurou alguns grupos, mas eles evitaram comentar o assunto por medo de represálias.


Essa estratégia começou a ser minada com acordos que o governo paulista tem feito com outros Estados. "Até agora já temos dez protocolos com Estados que vão promover a substituição tributária", destaca Mauro Ricardo. De toda forma, o fluxo de mercadorias destinado a outros Estados continuará sendo feito a partir das unidades instaladas fora de São Paulo.


Outra reclamação entre os empresários é o fato de o governo ter revogado uma lei que permitia, até dezembro de 2008, restituir o imposto cobrado a mais pelo fisco. As empresas dizem que muitas vezes praticam preços menores do que os arbitrados na cobrança antecipada do imposto e, por isso, teriam direito a ressarcimento.
Redes de supermercados como Wal-Mart e Pão de Açúcar, e montadoras questionam na Justiça o fim da restituição desse imposto pago a mais. "As empresas não são contra a substituição tributária. O que elas não querem é não ter direito ao ressarcimento", diz o advogado da Leite, Martinho Advogados, Leandro Martinho Leite.


Ele destaca outro problema: o acúmulo de crédito de ICMS por contribuintes paulistas que fazem operações interestaduais. "Na prática, como o procedimento para restituição é muito lento e burocrático, as empresas têm acumulado créditos, que chegam a R$ 10 milhões, o que afeta de forma expressiva o caixa das companhias nesse momento de crise." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


Elétricas contestam decisão
O próximo setor a entrar no regime de substituição tributária é o mercado livre de energia elétrica, no qual os consumidores compram eletricidade diretamente dos geradores por meio de um comercializador. A partir de agosto, o ICMS cobrado nessa transação passará a ser recolhido pelas distribuidoras, junto com a tarifa de uso do fio. Para isso, os comercializadores terão de informar aos distribuidores quantidades e valores das transações considerados estratégicos, diz o diretor executivo da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Lúcio Reis.
A decisão do governo paulista já despertou a atenção inclusive da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que recomendou à Advocacia Geral da União e à Presidência da República, que entrem com ação na Justiça para derrubar a medida. Na avaliação do órgão regulador, as distribuidoras não integram a cadeia econômica de circulação de energia em relação às contratações feitas no mercado livre.
O secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, diz que a agência deveria se preocupar mais com o consumidor e "não se intrometer nesse assunto". Ele afirma que as comercializadoras sonegam cerca de R$ 200 milhões por ano aos cofres do Estado. "Por isso, resolvemos que o ICMS dessas transações será recolhido pelas distribuidoras."
No setor elétrico, nem comercializadores nem distribuidores estão contentes com a medida. Os distribuidores acham que não é atribuição deles fazer esse recolhimento já que não participam da operação. Além disso, acreditam que terão aumento de custos. O assunto está em análise no Supremos Tribunal Federal (STF) e deverá ser julgado após o recesso do Judiciário.

ST de MG para SP acabou a fronteira

 

Noticia importantíssima! ST de MG para SP acabou a fronteira, que vier de MG tem que recolher a ST antecipada, agora tudo ficou igual e melhor para nos do estado de São Paulo.

Divulguem aos nossos clientes.

o

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SEFAZ-SP Notícias

 

São Paulo e Minas Gerais celebram Termo de Cooperação e estreitam relações tributárias

Os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, assinaram nesta sexta-feira (5/6), em Belo Horizonte, Termo de Cooperação entre os dois estados. O convênio estabelece bases gerais de ampla cooperação na troca de experiências de ações bem sucedidas nos dois estados, no intercâmbio de informações econômico-fiscais e na disponibilização de sistemas de administração tributária, de gestão e de controle do gasto público.

Após a assinatura, no Palácio da Liberdade, os secretários da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo Costa, e de Minas, Simão Cirineu Dias, formalizaram 14 protocolos de mão dupla, baseados no termo, tratando da implantação do mecanismo da substituição tributária do ICMS para operações entre os dois estados (veja relação dos setores abaixo).

“Com a substituição tributária, nós diminuímos a sonegação e abrimos caminho para redução da carga tributária individual, por empresa, por indivíduo, sem comprometer a arrecadação”, afirmou Serra.

Este acordo, que é o maior já realizado pelo governo paulista e sem precedentes na história do país, reúne os dois maiores estados do Brasil. Juntos, São Paulo e Minas Gerais respondem por cerca de 43% do PIB nacional, mais de 30% da população brasileira e quase a metade da arrecadação de tributos federais.

Pelos protocolos firmados, as empresas de São Paulo que enviarem mercadorias desses setores a Minas Gerais, ou vice-versa, farão o pagamento do ICMS em benefício do estado vizinho pelo regime da substituição tributária, pelo qual se transfere para a origem o recolhimento do imposto que seria pago em todas as etapas de comercialização até a venda ao consumidor final.

O acordo entre os dois estados significa o fim da fronteira fiscal entre São Paulo e Minas, ou seja, os fiscos poderão realizar auditorias fiscais conjuntas em empresas desses setores sediadas em qualquer um dos dois estados. Os dois fiscos já iniciaram o planejamento de operações conjuntas, que deverá ser uma atividade rotineira a partir da assinatura dos protocolos. “Na prática, estamos eliminando grande parte da fronteira fiscal entre Minas e São Paulo. É uma integração que tem uma importância enorme para o futuro", disse o governador de São Paulo, José Serra.

A implantação da substituição tributária é uma das grandes aliadas do governo no combate à sonegação. Ao transferir para a origem a arrecadação do imposto, o Fisco facilita o acompanhamento do recolhimento do tributo e garante a justiça fiscal, evitando a concorrência desleal que algumas empresas praticam quando não recolhem adequadamente o imposto. Além disso, o sistema traz também significativo ganho de eficiência à administração tributária e reduz os custos, já que a fiscalização passa a ser feita de forma concentrada. 

SETORES

  • bicicletas;
  • brinquedos;
  • colchoaria;
  • cosméticos, perfumaria, artigos de higiene pessoal e de toucador;
  • produtos farmacêuticos, soros e vacinas de uso humano;
  • ferramentas;
  • instrumentos musicais;
  • máquinas e aparelhos eletroeletrônicos;
  • máquinas e aparelhos mecânicos, elétricos, eletromecânicos e automáticos;
  • materiais de construção, acabamento, bricolagem ou adorno;
  • material elétrico;
  • material de limpeza;
  • papelaria;
  • produtos alimentícios.

5/6/09

Assessoria de Comunicação da Secretaria da Fazenda

Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo - Av. Rangel Pestana, 300 - São Paulo / SP - 01017-911 - PABX (11)3243-3400   |    

“Em constante Evolução” – Guia da Farmácia

logo_guia

 

A Revista Guia da Farmácia edição número 200, na seção GESTÃO entrevistou 3 farmácias para exemplificar o que as mesmas tem feito para estar em contante evolução dentro deste mercado.

A DESENVOLVA está feliz por estar contribuindo com duas das 3 farmácias citadas na Reportagem. Convido você a ler a edição julho 2009 onde Drogarias Marcelo - Itatiba e Farmazul – Rio Claro comentam sobre o trabalho da Desenvolva.

www.guiadafarmacia.com.br 

ABAIXO o que foi feito na FARMAZUL pela equipe de Consultores da DESENVOLVA:

eu tenho orgulho FARMAZUL, essa Rede de Farmácias sediada em Rio Claro e Limeira nasceu com um propósito de se apresentar com grandes diferenciais e coube a Desenvolva o projeto de qualificação de seus profissionais para atender a esses diferenciais. Em nossas reuniões comentávamos que sem a diferenciação o resultado não viria e este não poderia vir apenas das condições comerciais.

 

Diferenciando-se através das pessoas com um atendimento especial, a Farmazul conseguiu não só crescer mas incomodar e muito seus concorrentes.

 

Através de um plano de endomarketing feito com a ajuda de uma agência, uma série de eventos que faziam parte do projeto capacitaram os funcionários para que comprassem a idéia de ser uma farmácia diferente. Jornais, Informativos, Festas e Gincanas foram criadas.

 

Nestes eventos, os treinamentos técnicos ministrados pela equipe de farmacêuticos e coordenados pelo Dr. Fuzaro, fizeram toda a diferença. O Objetivo: capacitar os balconistas e transformá-los em farmacistas, profissionais capazes de prestar sob a coordenação dos farmacêuticos um atendimento diferenciado. Nestes treinamentos, todos os ítens para que a farmácia oferecesse segurança aos pacientes foram realizados.

 

Não só os treinamentos técnicos, mas os comportamentais que foram importantes para obter a máxima performance dos colaboradores. A premissa era que não bastava treinar, mas fazer cada funcionário um agente de resultado na frente do cliente e isso só seria prossível com regras claras de como alcançariamos o resultado.

 

Com esse conjunto de ações e com muito empenho de toda a diretoria, os resultados puderam ser vistos rapidamente e isso claro vistos refletidos nos números!

 

Parabéns a Farmazul por estar sempre antenada com a Evolução!!

Campanha leve 3 pague 2 em farmácias

 

Nosso Consultor Lima fez uma consulta junto a Vigilancia sobre uma campanha praticada por um cliente nosso em produtos de uso contínuo.

Veja o que a Vigilancia respondeu:

 

Prezado Sr. Luiz,

A RDC n°. 96/08, em vigor desde o dia 16/06/09, proíbe a propaganda de

medicamentos em promoções do tipo "leve 3 e pague 2".

Transcrevo a seguir a questão da RDC Comentada, disponível no site da

ANVISA.

20. Anunciar promoções como "leve 3 pague 2" para medicamentos é

permitido?

Não. Esses tipos de anúncios não consideram a real necessidade do uso de

medicamentos, ou seja, não se atentam para a quantidade prescrita pelo

médico. Desta forma, induzem ao uso do medicamento de forma não racional,

proporcionando riscos á saúde dos usuários. A concessão de desconto para

medicamentos é permitida, dentro dos critérios estabelecidos pela

legislação. No entanto, promoções que induzem à aquisição e consumo de

medicamentos de forma inadequada, como é o caso das promoções "leve 3 pague

2" ou similares, são prejudiciais, pois o usuário é induzido a adquirir

medicamentos em quantidades superiores àquelas necessárias ao atendimento de

suas condições de saúde. Isso leva ao consumo dos medicamentos de forma

exagerada e inadequada, aumentando significativamente o risco sanitário

inerente ao uso

desses produtos.

Ref.: RDC n. º 96/2008, art. 8º, inciso I.

Qualquer dúvida, estamos à sua disposição.

Atenciosamente,

Lorilei de FátimaWzorek

Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária

Equipe GGPRO/ANVISA/MS

Anvisa vai coibir venda sem receita

Anvisa vai coibir venda de remédios sem receita

19/06/2009

 

Um hábito perigoso dos brasileiros está se transformando em um problema nacional de saúde pública. O costume de consumir remédios sem consultar um médico é antigo, difícil de ser combatido. Mas a automedicação tem provocado consequências muito graves.


É que a irresponsabilidade das drogarias acaba permitindo que as pessoas comprem e tomem antibióticos sem receita médica. Apesar do aviso em uma tarja vermelha, que proíbe a venda sem receita médica, é muito fácil comprar qualquer antibiótico nas farmácias.

A venda indiscriminada de antibióticos está preocupando médicos, farmacêuticos e até dentistas. Eles se reuniram na sede do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo para discutir as melhores formas de explicar à população os riscos sobre o uso desses remédios, sem saber direito pra que servem.

“Não é raro que um paciente procure dizendo que fez uso de antiinflamatório e quando a gente pergunta qual a droga utilizada ele refere-se a um antibiótico”, disse Maria Lúcia Varelis, do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, quase 70% das farmácias vendem antibióticos sem receita médica. Quem compra não acha nada demais. Acaba sendo uma forma mais fácil de resolver uma dor de garganta e febre mais alta sem precisar ir ao médico. Só que isso pode se transformar em um grande problema.

“O uso de antibióticos gera resistência e essa bactéria vai se disseminando de um para o outro. Então, mesmo aquele que nunca usou acaba tendo uma infecção resistente se o uso for muito disseminado na comunidade”, disse o infectologista Eitan Berezien.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária reconhece que não tem como fiscalizar as farmácias que vendem esses remédios sem receita. E pretende reclassificar os antibióticos como medicamentos especiais que são vendidos apenas quando a receita fica retida na farmácia.

“Tem que existir uma norma, uma resolução de diretoria colegiada que estabeleça as diretrizes para esse controle, para que deixe de existir essa venda sem a receita na farmácia”, disse o representante da Anvisa. As informações são do G1.

Farmacia Popular Cresce

Farmácia Popular nas redes privadas tem salto de 24% nas vendas

18/06/2009

Movimento chegou a R$ 44,44 milhões no primeiro trimestre de 2009.

Programa que facilita o acesso do consumidor a medicamentos essenciais, o Aqui tem Farmácia Popular ganha importância crescente no varejo farmacêutico. Segundo levantamento da Abrafarma - Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias junto às 24 maiores redes do País, as vendas movimentaram R$ 44,44 milhões só no primeiro trimestre, índice 24,03% superior ao do mesmo período de 2008.

O avanço do faturamento é reflexo também do número de clientes atendidos - mais de 1,88 milhão, 18% ante o 1º trimestre do ano passado. A quantidade de unidades vendidas foi de 4,2 milhões, uma alta de 20,86%. Pelo programa, os clientes podem adquirir remédios contra hipertensão e diabetes pagando apenas 10% do valor total, enquanto os outros 90% ficam a cargo do governo federal.

"Além de atingir muitos usuários do SUS que se utilizam da Farmácia Popular, o programa amplia a rentabilidade das farmácias e drogarias, já que quem procura esses medicamentos compra outros estimulado pelo subsídio", analisa o presidente-executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.

A dispensação de medicamento é realizada sempre com a apresentação de uma receita médica, o CPF e o RG do paciente, seguindo normas rígidas definidas pelo governo federal. Há também limites de utilização segundo os protocolos de tratamento das doenças, que é gerenciado pelo DATASUS, ao qual as farmácias se conectam para receber uma autorização online. "É um mecanismo mais competente do que o de muitos países do primeiro mundo, desenvolvido a partir de uma parceria exemplar entre poder público e iniciativa privada", afirma Barreto.

Farmácia Popular nas redes privadas – Comparativo:


…...............................................1º Trimestre 2009....1º Trimestre 2008.....Crescimento

Faturamento..............................R$ 44.440.746.........R$ 35.830.304..........24,03%

Atendimentos realizados...........1.882.493.................1.594.658..................18,04%

Unidades dispensadas................4.220.456.................3.491.774..................20,86%

Fonte: Abrafarma - Banco de Dados FIA/USP.

Abrafarma - Fundada em 1991, a Abrafarma reúne as 24 maiores redes de farmácias do País, presentes em 237 cidades de 19 Estados brasileiros. As redes associadas representam 26,4% das vendas de medicamentos no País. A associação tem como objetivo o aprimoramento das empresas filiadas, a preservação da imagem institucional, o relacionamento com entidades públicas, governo e fornecedores, além de apoio jurídico e pesquisa de mercado para o aperfeiçoamento das atividades. | www.abrafarma.com.br

Fonte: Fator Brasil

Proibida Intermediação de Fórmulas

10/07/2009 - 08:29

Receitas devem ser aviadas só por farmácias

Farmacêutico Rogério Tokarski fala da segurança dos medicamentos manipulados nos locais corretos e dos riscos que os pacientes correm ao comprarem estes produtos em consultórios médicos, clínicas de estética, SPAs ou academias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei da deputada Iris de Araújo (PMDB), em 25 de junho, onde determina que remédio manipulado somente será vendido em farmácias. A proposição proíbe expressamente a captação de receitas contendo medicamentos manipulados em drogarias, ervanárias e postos de medicamentos, ainda que sejam filiais de uma farmácia. Fica também vetada a intermediação entre empresas.

De acordo com o Projeto de Lei 5971/05, fica ainda proibido que as farmácias que possuem filiais centralizem a manipulação em um dos estabelecimentos. Isto já estava previsto na Lei 5991/73 que, no entanto, deixava margem a dúvidas - o que vinha gerando insegurança para os consumidores e abrindo espaço para danos à saúde.

Segundo o diretor farmacêutico da Farmacotécnica, Rogério Tokarski, a manipulação feita em farmácias especializadas oferece segurança, porque segue as normas das Boas Práticas de Manipulação em Farmácia (BPMF), determinadas pelo Ministério da Saúde. “Além disso, a qualidade das matérias-prima utilizadas e o processo de manipulação são rigorosamente controlados”, garante o farmacêutico.

Para Tokarski, caso o medicamento não seja feito em farmácias, o consumidor corre riscos e sofre prejuízos, pois ele não recebe as informações claras e seguras sobre a sua formulação personalizada e não conta com a ação imediata da autoridade sanitária e conselho de classe. “A partir da receita médica, com as especificações dos componentes pelo nome químico, a definição das concentrações, o veículo apropriado e a quantidade necessária, é realizada a manipulação. O resultado é um medicamento de boa qualidade, com alto teor de pureza e precisão nas suas doses”, explica o diretor.

Diferentemente da formulação magistral, a preparação oficinal é aquela realizada na farmácia atendendo a uma prescrição cuja fórmula esteja inscrita nas Farmacopéias Brasileiras ou compêndios e formulários reconhecidos pelo Ministério da Saúde.

Benefícios – Quando manipulados nas farmácias de manipulação, os medicamentos trazem economia, pois sua utilização é feita na quantidade exata para o tratamento, evitando sobras, desperdícios e a automedicação. A fórmula manipulada também é a única que atende as necessidades individuais de cada paciente.

“Com a fórmula magistral é possível tratar o problema de cada paciente de forma eficaz e personalizada, pois o medicamento é prescrito pelo médico com os componentes e doses ideais para o tratamento específico e individual. Dessa forma, a formulação não fica comprometida e não há a possibilidade de falsificação”, revela Tokarski.

Local correto – Tokarski orienta que, na hora de escolher a farmácia que vai manipular o medicamento, os pacientes devem ficar atentos se o local oferece assistência farmacêutica. “É importante verificar se o farmacêutico está presente, pois é ele o responsável pelo preparo e habilitado a orientar a todos sobre o uso correto do remédio”, aconselha.

Além disso, é indicado observar a higiene do estabelecimento dos funcionários; verificar se o rótulo e a embalagem do medicamento estão em perfeito estado e se segue as recomendações do Código de Ética Farmacêutica, das Leis Sanitárias e do Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

Perfil: A Farmacotécnica – Instituto de Manipulações Farmacêuticas, empresa genuinamente brasiliense, oferece assistência farmacêutica há mais de 30 anos com o objetivo de dar opções ao médico de prescrever o medicamento sob medida e na dose certa para cada paciente. Para isso, trabalha com farmacêuticos especializados credenciados pela Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag). A sua missão é manipular medicamentos com precisão, produzir e comercializar produtos diferenciados no mercado. Atualmente, a Farmacotécnica conta com oito farmácias equipadas com laboratórios de última geração. Sua estrutura compreende laboratórios de sólidos, semi-sólidos e de líquidos, uma indústria de cosméticos, laboratórios de controle de qualidade, e uma chácara de cultivo de ervas medicinais.

Panarello é vendida para grupo alemão

Panarello é vendida para grupo alemão

por Saúde Business Web

08/07/2009

Distribuidora de medicamentos faturou R$ 3 bilhões no ano passado

A assinatura do contrato de aquisição da Panarello, maior distribuidora de medicamentos do País, pelo grupo alemão Celesio será realizada no próximo dia 15, segundo assessoria da imprensa da empresa brasileira. A Celesio irá adquirir 54% das ações do grupo Panpharma, que ainda englobará as distribuidoras American Farma e Sudeste Farma, informou o jornal Valor Econômico nesta quarta-feira (08). O valor do negócio não foi oficialmente divulgado, já que a notícia da venda acabou vazando no país sede da Celesio, mas especialistas na área afirmam que os valores devem girar em torno de R$ 300 milhões a R$ 500 milhões. Se confirmada, a aquisição dará inicio ao ingresso de capital estrangeiro na distribuição de medicamentos no Brasil.

A distribuidora de Goiânia (GO), fundada pela família Panarello em 1975, faturou nada menos que R$ 3 bilhões no ano de 2008. A estrutura ainda atende 30 mil farmácias e controla 17% do mercado atacadista. Com seus 482 veículos, que inclui até aviões, a Panarello leva 1 milhão de caixas de remédios diários pelo País. Segundo o Valor Econômico, a família continuará à frente do negócio. O diretor-geral do grupo, Alexandre Panarello, deverá ganhar o cargo de presidente. Já o pai e fundador, Paulo Panarello Neto,  o assento no conselho administrativo no comitê de gestão da distribuidora.

Patentes vão expirar – aumento do mercado

Chegou a hora dos mais vendidos (Veja)

A indústria de genéricos vai ganhar novo e decisivo ímpeto no Brasil. Isso porque estão para vencer, até 2011, 23 patentes no país, dez delas de remédios líderes de vendas. Nessa lista estão, por exemplo, Viagra e Lípitor, que figuram entre os cinco medicamentos mais vendidos aqui. Juntos, os rótulos com patentes por expirar faturaram, em 2008, 1,5 bilhão de reais. É quase a metade de todo o setor de genéricos - número que ajuda a dimensionar o impulso que a queda dessas patentes dará a esse mercado. Hoje, os genéricos representam 18% dos remédios consumidos no país. Com as novas patentes vencidas, deverão se aproximar dos 30%, segundo projeções da indústria. Elas levam em conta que sempre que uma dessas cópias chega às farmácias tende a vender o dobro ou até o triplo do remédio original. Diante de previsões tão vistosas, os principais fabricantes de genéricos se anteciparam à expiração das patentes e estão avançados no desenvolvimento de seus produtos. Um levantamento da Anvisa, a agência reguladora do setor, mostra que 35% dos remédios com patentes por vencer já têm um correspondente genérico desenvolvido e aguardam apenas a aprovação para ser produzidos industrialmente. "Há uma corrida para chegar primeiro às farmácias com a cópia dos chamados lockbusters", diz Telma Salles, diretora de marketing da EMS, líder no setor.

A pressa para marcar presença nas prateleiras tão logo as patentes vençam tem uma razão. "Em geral, a primeira marca de genérico a ser lançada se torna a líder. Há uma alta taxa de fidelidade nesse setor", explica Odnir Finotti, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos). As empresas nacionais dominam o mercado local com ampla vantagem. Juntas, elas detêm 85% das vendas (os outros 15% se dividem, basicamente, entre a suíça Novartis e uma dezena de companhias indianas). Depois da EMS, aparecem no ranking nacional Medley, Aché e Eurofarma. Todas têm investido em fábricas mais avançadas, com o objetivo de ganhar produtividade e conseguir cobrar preços mais baixos dos consumidores. A Eurofarma, por exemplo, destinou 300 milhões de reais à construção de um novo complexo no interior de São Paulo, de onde pretende, pelo menos, dobrar a atual produção e obter ganhos de escala. A lei exige que o genérico custe 35% menos do que o remédio original, mas a meta dos principais fabricantes é reduzir o preço à metade. "O imperativo é ganhar mercado, nem que para isso seja preciso achatar as margens", diz Jairo Yamamoto, presidente da Medley. As grandes redes de farmácias colaboram para acirrar essa guerra de preços. "Como a competição entre as fabricantes é grande, acabo conseguindo descontos bastante elevados", diz Carlos Marques, diretor da rede de farmácias Onofre.

Para os grandes laboratórios internacionais, aqueles que detêm as patentes, o momento é obviamente delicado. Eles sabem que os genéricos vão devorar seus lucros. Só no primeiro ano após a queda da patente, a perda média de faturamento com o medicamento original costuma ser de 40%. Nesse contexto, é compreensível que as donas das patentes se desdobrem para estender ao máximo o prazo de validade de seu monopólio. Uma das estratégias mais comuns é entrar na Justiça para adiar a queda da patente por um ou dois anos. É o que faz a Pfizer, por exemplo, ao tentar garantir a patente do Viagra até 2011 (em tese, ela deve expirar em 2010). As perdas expressivas explicam também a decisão de alguns laboratórios tradicionais de criar divisões de genéricos. É o caso da Novartis, a primeira multinacional a apostar no segmento, com a compra de duas grandes empresas do setor. A francesa Sanofi-Aventis também busca espaço: ela tenta fechar a compra da brasileira Medley, negócio que ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Essa diversificação dos negócios se tornou estratégica para que os grandes laboratórios possam dar continuidade ao seu trabalho fundamental de pesquisa e busca de novos remédios. "Inovar é infinitamente mais complexo e dispendioso do que apenas copiar o que já está pronto", diz Gaetano Crupi, presidente da americana Eli Lilly no Brasil. Só com pesquisas para desenvolver novas moléculas, os laboratórios gastam hoje 50 bilhões de dólares por ano - na década de 80, a quantia não passava de 2 bilhões de dólares. Além de mais caro, o processo ficou mais difícil: um remédio que era testado em 400 pessoas antes de ser comercializado precisa, hoje, passar por 5000 voluntários. É óbvio que, quando dá certo, o investimento compensa. As margens de lucro alcançadas giram em torno dos 30%, o triplo das de um genérico.

O setor de genéricos brasileiro ganhou vida em 1999, quando foi aprovada a legislação sobre o tema no país. Até então, os fabricantes nacionais vendiam os chamados similares .- cópias baratas, quando não pouco confiáveis, que os médicos preferiam não recomendar. Não deixaram de produzir tais remédios, mas os genéricos são hoje, de longe, seu carro-chefe. Com esse novo filão, cresceram e ganharam relevância no mercado nacional. A EMS, por exemplo, é líder não apenas dos genéricos, mas também de todo o setor farmacêutico no país, à frente de gigantes como a americana Pfizer e a francesa Sanofi-Aventis (seu outro negócio de vulto é licenciar medicamentos criados no exterior para produção local). Empreendimento que começou como uma farmácia em Santo André, nos anos 50, a EMS tem como dono o polêmico Carlos Sanchez, que, entre outras coisas, já admitiu produzir embalagens que faziam o genérico passar pelo remédio original.

Se as empresas nacionais de genéricos lideram o mercado brasileiro, no cenário internacional elas não têm projeção. "A participação global dos genéricos produzidos no Brasil é insignificante", diz o presidente da PróGenéricos, Odnir Finotti. Quem está à frente do mercado internacional é outro país emergente: a Índia, seguida por Estados Unidos e Israel. O fato de os indianos não haverem respeitado nenhuma patente até 2005 foi determinante para que assumissem a dianteira do setor. Mas houve outro diferencial importante. Os empresários de lá optaram por dominar todas as etapas da produção de um genérico: dissecar a fórmula do produto original, produzir a matéria-prima necessária para fabricar o remédio e, finalmente, transformá-la em comprimidos. No Brasil, a matéria-prima, ou princípio ativo, ainda é, em grande parte, importada. Justamente da Índia. Por fim, conta muitos pontos a favor das empresas indianas o fato de elas também começarem a investir na pesquisa de novos remédios - quer de maneira independente, quer em parceria com grandes laboratórios ocidentais. No Brasil, algumas empresas, como Eurofarma e Aché, em paralelo ao investimento nas suas linhas de fabricação, têm aumentado o orçamento de seus laboratórios de pesquisa. Mas, de maneira geral, as companhias brasileiras de genéricos, confortáveis na posição em que se encontram, não devem usar o aumento da receita trazido pela queda das 23 patentes para avançar na direção da inovação em vez de se ater à cópia.

Fonte: Veja

Jornalista: Cíntia Borsato, Marana Borges e Renata Betti

Saúde é prioridade na farmácia


Data: 03/07/2009


O Conselho Federal de Farmácia (CFF), em parceria com o Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF), encaminhou, à Procuradoria Geral da República, uma representação para ajuizamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade da Lei Distrital nº 4.353, de 1º de julho de 2009. A Lei trata do comércio de artigos de conveniência e prestação de serviços de utilização pública, como pagamento de contas, em farmácias e drogarias.
Os procuradores do CFF, Antônio César Cavalcanti Júnior e Gustavo Beraldo Fabrício, e o representante legal do CRF-DF, Marcelo Reis Alves de Oliveira, explicam que, no documento encaminhado à Procuradora Deborah Duprat, informam que a aprovação da Lei Distrital nº 4.353 afronta a competência privativa do Congresso Nacional, nos termos dos artigos 21 a 25 da Constituição Federal, e usurpa os limites traçados na Lei Federal nº 5991/73. “Ao estabelecer os conceitos de farmácia e drogaria, a Lei Federal nº 5.991/73, delimitou sua atividade comercial. Estes estabelecimentos detêm a exclusividade na comercialização de drogas e medicamentos e, em contrapartida, não podem comercializar produtos de outra natureza, como os artigos de conveniência relacionados na Lei Distrital nº 4.353”, diz Cavalcanti Júnior.
Para o Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, a Lei Distrital que permite a comercialização de produtos de conveniência em farmácias, além de ser inconstitucional, coloca os interesses comerciais acima do direito à Saúde. “Comercializar produtos como água sanitária, alimentos diversos, máquinas fotográficas, entre outros, significa colocar em risco a saúde dos usuários de medicamentos. Sem contar que o aumento da oferta de produtos, não quer dizer aumento de rendimentos, mas também, aumento nas despesas com estoque, contratação de recursos humanos e concorrência das grandes redes de supermercados”, afirmou o dirigente.
Souza Santos lembra do sentido sanitário que deve nortear os estabelecimentos farmacêuticos. “A inquestionável e única vocação da farmácia é ser um estabelecimento de saúde, onde se dispensa produtos e se oferece serviços profissionais farmacêuticos”, disse. Para ele, é preciso esclarecer que a farmácia não é um estabelecimento comercial, e que o medicamento não é um produto que pode ser vendido, indiscriminadamente, no mesmo ambiente onde são oferecidos pães e filmes fotográficos. “O estabelecimento que mantém um profissional responsável pela dispensação de medicamentos e que oferece um serviço de defesa da saúde dos indivíduos e da sociedade, não é simplesmente um comércio”, reforçou Jaldo de Souza Santos.
A medida da Câmara Legislativa do DF, segundo Antônio César Cavalcanti Júnior, não é inovadora. “O que acontece no Distrito Federal, e já aconteceu em São Paulo, é um equívoco ou uma tentativa, do segmento comercial, de desvincular a farmácia de sua atividade de saúde”, disse Cavalcanti Júnior.
Ele lembra, ainda, que em parecer encaminhado à ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal (STF), no início de 2009, a Procuradoria Geral da República (PGR) manifestou-se pela procedência parcial da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4093, em que o Governador de São Paulo, José Serra (PSDB), questiona a Lei Paulista nº 12.623/07. A Lei permitia a venda de artigos de conveniência como filmes fotográficos, pilhas, produtos cosméticos, balas, mel, produtos ortopédicos e outros em farmácias e drogarias do Estado. “A Lei nº 4.353/09, sancionada no Distrito Federal, trata do mesmo tema, e inclusive, tem idêntico teor”, completa o consultor jurídico do CFF.