Desenvolva Uniararas

Desenvolva little Desenvolva na Uniararas

No dia 13 de Novembro acontecerá a palestra Desenvolva aos estudantes da Uniararas. Nosso objetivo será o de apresentar aos estudantes de farmácia e profissionais da Uniararas as principais mudanças e as exigências profissionais para atender a essas mudanças.

 

 

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Veja agora as fotos – Desenvolva na Campina Grande- PB

 

Com o centro de convenções cheio, o consultor Marcelo – Desenvolva Consultoria ministrou a palestra “Gestão com Resultados para o varejo farmacêutico”

Com o patrocínio da Revista Guia da Farmácia, o evento marcou a feira de negócios do grupo Galindo.

 

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image Chamamos de regras, manual, procedimento, de qualquer nome. Mas, o que importa mesmo é o resultado!

Uma equipe que sabe exatamente o que tem que fazer e é treinada nas funções a serem desempenhadas!

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Dados sobre roubo de carga de medicamentos

 

“O Sindicato de Empresas de Transporte de Cargas (Setcesp) faz pesquisas regulares sobre roubo de cargas em São Paulo. O Estado, que responde pela maior movimentação de cargas no País, registrou, em 2008, 6.553 cargas roubadas, das quais 445 eram de medicamentos, com prejuízo de R$ 24,6 milhões para as empresas.

No primeiro semestre deste ano, foram roubadas 260 cargas de produtos farmacêuticos no território paulista (R$ 12 milhões de prejuízo) - o quarto tipo de carga mais visada, perdendo para alimentos, cargas fracionadas e eletroeletrônicos. A maioria dos roubos ocorre durante o trajeto da carga no perímetro urbano das grandes cidades. Em São Paulo, 59% das cargas subtraídas em 2008 ocorreram dentro da cidade; apenas 15,75%, nas rodovias que cortam a capital e 5,5%, no interior do Estado. Não por acaso, o valor do seguro de carga tem crescido, chegando a corresponder a 15% do custo da mercadoria. Isso tem levando muitas empresas a investirem no aumento da segurança de seus produtos, que inclui escolta reforçada. Um dado curioso é que quartafeira (20,68%) e terça-feira (20,13%) são os dias em que ocorre maior número de roubos de carga em São Paulo, sendo o horário entre 10 horas e meio-dia o preferido pelos marginais.”

fonte http://www.panfar.com.br/index.php?lnk=noticia&id=6

Desenvolva no CRF ES

 

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Causas de insatisfação dos farmacistas

 

1) Chefe não orienta

2) Salário abaixo do mercado

3) Pouco Desenvolvimento profissional da Empresa

4)  Chefia Fraca

5) Falta de reconhecimento

6) Idéias Ignoradas

7) Esforço não percebido

8) Profissional fazendo o que não gosta

9) Ausência de propósito

Pague Menos investe para ir à Bolsa em 2012

DCI

04.11.2009 - 11h31

SãO PAULO - Para se manter na liderança do varejo de produtos farmacêuticos e consolidar seus planos de abrir capital na Bolsa até 2012, a rede de farmácias Pague Menos promete investir R$ 40 milhões ao ano. Em entrevista ao DCI, o presidente da empresa, Deusmar Queiróz, afirmou que este ano a rede pretende faturar R$ 2 bilhões - 25% mais do que em 2008 -, além de iniciar 2010 com inaugurações e aplicação de tendências internacionais para se distanciar das principais concorrentes: Droga Raia, Onofre, Drograria São Paulo e Drograsil. "Vamos investir aproximadamente R$ 1 milhão para reforma, instalação e capital de giro de cada um dos 40 novos pontos-de-venda" afirmou Deusmar, atento às modificações em infraestrutura que as unidades demandam.

Entre os planos da empresa para os próximos dois anos, a prioridade é abrir capital na Bolsa de Valores até 2012. Para isso, a Pague Menos já contratou a consultoria KPMG que tem auditado os balanços da empresa desde 2008. "Ela [KPMG] vai continuar a fazer em 2009 e 2010. Daí, entre 2011 e 2012 nós já teremos 3 anos de balanço auditado e estaremos prontos para entrar na Bolsa."

Shoppings

Sobre a intenção de abrir lojas em centros de compras ou até mesmo entrar no setor de franquias, o empresário afirmou acreditar que não é este o foco dos negócios da rede, que procura "praticar uma política de preços muito agressiva, com lojas próprias, em ruas movimentadas". Esta semana, o presidente da Pague Menos visitará os Estados Unidos da América, acompanhado de dezoito representantes das principais farmácias do País (Droga Raia, Onofre, Drogasil e Drogaria São Paulo, entre outras). Os executivos participarão de uma viagem organizada pela Associação Brasileira de Redes de Farmácia e Drogarias (Abrafarma) e coordenada pelos professores Nelson Barriceli, da Universidade de São Paulo (USP), e Eugênio Sangaiolo, do Programa de Administração do Varejo (Provar), em busca de novas tendências para o mercado nacional.

"Essa é uma viagem de estudos sobre este momento [restrições à venda de não-medicamentos em farmácias]. Vamos ver o modelo americano e trazer propostas para resolver essa questão, porque lá é permitido vender em farmácia todos os produtos que eles proibiram aqui", disse ele.

Portaria

Na semana passada, uma decisão em primeira instância do juiz Paulo Ricardo de Souza Cruz, da 5º Vara da Justiça Federal de Brasília, liberou a venda de não-medicamentos nas farmácias e drogarias de todo o País, suspendendo a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada em 17 de agosto, que proibia tal comercialização a partir de janeiro do próximo ano. "Em farmácias que diversificam, como a Pague Menos, a medida traria um baque muito grande, visto que deixaríamos de comercializar mercadorias como balas, sorvetes e refrigerantes, porque a Vigilância Sanitária acha que ao comprar um desses itens na farmácia a pessoa estará se automedicando", analisa Queiróz.

Para garantir as vendas, ele diz que a rede entrou com ações judiciais junto com a Abrafarma e conseguiu liminares para garantir a comercialização. Tais produtos representam 4% da receita rede, que mantém as vendas nesta categoria em 11 estados. "Para uma rede que fatura R$ 2 bilhões isso representa no mínimo 80 milhões, é muito dinheiro."

fonte: DCI

Farmácias derrubam resolução da Anvisa

 

Nossa Fonte: congressoemfoco.ig.com.br

Associação que representa grandes redes consegue liminar na Justiça contra proibição de venda de produtos de conveniência em suas lojas e exigência de levar todos os medicamentos para trás do balcão
A queda de braço entre as redes de farmácias e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi parar na 5ª Vara Criminal da Justiça no Distrito Federal. O juiz Paulo Ricardo de Souza Cruz suspendeu ontem (29) a resolução da Anvisa que impedia a venda de produtos de conveniência, como sorvetes, créditos de telefone celular e doces, em farmácias. O juiz também derrubou a exigência de que todos os medicamentos, inclusive aqueles que não precisam de prescrição médica, fiquem expostos somente atrás do balcão.
Essas duas mudanças passariam a valer em fevereiro. Por meio de sua assessoria, a Anvisa informou que ainda não foi notificada pela Justiça Federal, mas antecipou que vai recorrer da decisão.
A ação foi ajuizada pela Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). A associação argumenta que a Anvisa extrapolou os limites de competência com a resolução. “Foi uma medida ilegal. Uma alteração desse porte só poderia ocorrer através de projeto de Lei no Congresso. A Anvisa não pode passar por cima do Legislativo”, disse ao Congresso em Foco o presidente da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto. A entidade engloba 28 redes, responsáveis por 40% da venda de produtos farmacêuticos no país.
Atrás do balcão
A Resolução 44/09 determina que os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance das mãos do usuário em farmácias e drogarias. Mesmo os produtos isentos de prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos, deverão ficar atrás do balcão para que o usuário faça a solicitação ao farmacêutico e receba o produto com a orientação necessária. As únicas exceções são os medicamentos fitoterápicos, por via dermatológica e sujeitos a notificação simplificada como água boricada, glicerina e hidróxido de magnésio.
Segundo o presidente da Abrafarma, além de comprometer a possibilidade de descontos nos medicamentos, a resolução da Anvisa impõe dificuldades financeiras para as drogarias. “As farmácias contam com a venda desses alimentos alternativos para cumprir a meta de receita. Isso possibilita a concessão de descontos. A resolução compromete isso. Além disso, elas teriam que gastar com a adequação para passar os medicamentos que exigem receita para trás do balcão”, diz ele.
Estabelecimento diferenciado
A Anvisa diz estar preocupada com a venda dos alimentos de conveniência, como água, sorvete e até carne, conforme os relatórios apresentados pela entidade. O diretor-presidente, Dirceu Raposo de Mello, justifica a resolução. “A farmácia é um estabelecimento diferenciado. Não se pode banalizar esse ambiente com produtos que não têm relação com o seu objetivo e que fazem com que o paciente caia em uma armadilha para consumir produtos que envolvem riscos”, explicou Raposo.
A decisão da Justiça Federal não contempla apenas a Abrafarma, autora da ação, mas todas as farmácias e drogarias do país.
Confira os principais pontos da resolução derrubada:
Lista de produtos permitidos:
Somente produtos relacionados à saúde poderão ser comercializados em farmácias e drogarias, tais como:
- medicamentos;
- plantas medicinais;
- cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal;
- produtos médicos e para diagnostico in vitro;
- mamadeiras, chupetas e protetores de mamilos;
- lixas de unha, alicates, cortadores de unha, palitos de unha, afastadores de cutícula, pentes, escovas, toucas para banho, lâminas para barbear e barbeadores;
- brincos estéreis, desde que o estabelecimento preste o serviço de perfuração de lóbulo auricular;
- essências florais;
- alimentos para dietas, praticantes de atividades físicas, lactantes, idosos e gestantes;
- vitaminas;
- substâncias bioativas com alegações de propriedades funcionais e/ou saúde;
- chás;
- mel, própolis e geléia real.
Produtos que não poderão ser comercializados em farmácias e drogarias:
sorvetes, balas, pilhas, cartões telefônicos, chinelos e todos aqueles não relacionados na lista acima.
Serviços permitidos
- Atenção farmacêutica:
- Parâmetros fisiológicos: pressão arterial e temperatura corporal;
- Parâmetro bioquímico: glicemia capilar;
- Administração de medicamentos;
- Atenção farmacêutica domiciliar.
- Perfuração de lóbulo auricular (colocação de brinco):
- Deverá ser feita com aparelho específico para esse fim e que utilize o brinco como material perfurante.
- É vedada a utilização de agulhas de aplicação de injeção, agulhas de suturas e outros objetos para a realização da perfuração.

Rede Drogal inaugura filiais na região de São Carlos


Mais de R$ 1,2 milhão foram investidos na remodelação das quatro lojas

A Drogal, rede de drogarias do interior de São Paulo, comemora a abertura de quatro filiais nas cidades de Leme, Pirassununga, Porto Ferreira e São José do Rio Pardo. Récem-adquiridas da rede de farmácias Nossa Senhora do Rosário, as unidades abrem as portas a partir do dia 3 de novembro, com novo layout e o padrão de qualidade característicos da Drogal.

As novas unidades promoverão a promoção Cuidando da Família, sorteio de prêmios entre os clientes que efetuarem compras durante o mês de novembro. Para a reabertura, a Drogal investiu R$ 1,2 milhão na remodelação completa das lojas, mix de produtos e serviços, linha completa de medicamentos, perfumarias e dermocosméticos, comunicação visual e projeto luminotécnico. 

Curso para Gerentes em Gestão

 

Gostaria de esternar minha alegria e satisfação de participar de um treinamento desse  gabarito. Confesso fui bastante apreensivo: surpreendente, foi otimo , muito produtivo, justamente naquilo que precisamos para desempenhar nosso papel. Não é por caso que voces estão nessa posição, voces não tem nada a não ser o voces merecem.

Parabens a todos, e  muito obrigado por abrir nossos horizontes. Obrigado pela confiança, colocar em nossas maõs o demontrativo da loja,

Um Abraço,

Ernando – Gerente Farmácia Nacional Araxá

Convite Rede Farmácia Nacional

Anuncio o mercado esta confuso

Informalidade no varejo farmacêutico

 

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A informalidade já demonstrou um vilão, um sugador, um destruidor dentro de pequenas e médias empresas. Acredito que muito dinheiro já foi ganho através dela, mas hoje, com a informatização, Mudanças tributárias e demais fiscalizações isso é quase impossível. Muito pelo contrário, empresas informais, entende-se “não profissionalizadas” estão sofrendo e muito neste momento de mudanças.

Esse fato, inclusive confirmado pelo diretor de MKT da Drogaria São Paulo, comentado a reportagem postada aqui (Imune à crise, varejo farmacêutico mira a Bolsa) da AE investimentos da Agência Estado.

O combate à informalidade afetou principalmente as pequenas e médias empresas, na visão do diretor de Marketing da Drogaria São Paulo, André Elias. "O resultado é que as principais redes levaram vantagem e conseguiram ganhar parcela do mercado", afirmou. De acordo com estimativas da Abrafarma, a participação de mercado das principais empresas do setor (associadas à entidade), que era de aproximadamente 30% três anos atrás, saltou para aproximadamente 50%.

Na prática, através de reuniões com empresários do setor e até mesmo clientes, vemos que uma empresa não profissionalizada sofre por não possuir uma consistência em suas ações.

Erros na condição Comercial

Acuados por tentar perseguir as mesmas condições oferecidas pelas Redes profissionalizadas fazem “loucuras” em suas condições comerciais causando fortes danos em seu caixa.

Esquecem-se que os concorrentes profissionalizados possuem uma política comercial clara e a mesma foi realizada através de planejamento estratégico envolvendo toda a gestão da empresa.

Falta de Departamentos

Aliás, vale ressaltar que nem departamentos existem em empresas não profissionalizadas. Existe profissionais “faz tudo”. Gente boa, de confiança mas que não possuem competencia em todas as áreas e acabam fazendo algumas coisas boas e outras mais ou menos

Departamentos não interligados

Em farmácias que não possuem esse planejamento, os departamentos não estão linkados. Isso é, o comprador sofre para conseguir um desconto com a distribuidora, mas a equipe queima o desconto de qualquer forma ao cliente.

Financeiro não está ligado com o comercial, não existe um fluxo de caixa, regras de compras…Não se sabe o motivo de comprar a vista ou a prazo. Não se faz CONTAS.

Erros em MKT

O MKT faz uma campanha sensacional, investindo alto em Mídia,  mas esquece de treinar a equipe para executar o projeto.

Lojas não são padronizadas, não existindo uma percepção de preço. Isso é, acreditam que as Rede oferecem descontos de A-Z e acabam seguindo esse enganoso caminho. Esquecem que não se vende pelo preço e sim “o preço”.

Farmácias feias, sujas, mal iluminadas, faltando produtos, equipe descaracterizada são alguns desses erros que encontramos.

Falta de Profissionalismo na Condução de Pessoas

Quando perguntamos para os clientes interessados na consultoria se os mesmos possuem um departamento de RH, a maioria responde afirmativamente. Ao conhecer esse departamento vejo um departamento pessoal. Aquele que controla, cuida da folha e das legislações.

RH não é DP! RH, Recursos Humanos tem a ver com estratégia através das pessoas. Tem a ver com projetos de qualificação e não simplesmente “treinamentos”.

E aí começam os problemas:

  • - Profissionais sem propósito;
  • Falta de Liderança;
  • Profissionais mais interessados em DInheiro do que como ganhá-lo;
  • Gente que não se preocupa com a farmácia
  • fofoca, erros gerenciais…

A lista é grande, mas, o resumo é que vivemos na era das pessoas e se a equipe não possuir um papel de destaque dentro da farmácia – erros acontecerão;

Empresas com falta de projetos

Tudo é urgente, tudo é feito as pressas. Observe que as Redes estão planejando a entrada na bolsa e por isso contratam gente que entende para a execução. Em empresas não profissionalizadas as mudanças de rumo são muito urgentes e muito rápidas e não levam em conta o futuro.

Essa falta de projetos transmite uma falta de consistência que ninguém entende – muito menos o cliente e ainda mais o funcionário.

Não existe uma linha de estratégia, ninguem sabe para onde a emrpesa vai!

-falta projetos de: treinamento, de crescimento, de diminuição, de ampliação de vendas, de convênio, de Telemarketing…

Gestão

O resumo dos ítens anteriores e de outros causadores da falta de profissionalismo é a Gestão. Entende-se gestão pela forma que conduz a empresa.

O início de uma boa gestão é a existência de números, de indicadores que medem o resultado da empresa e através deles os “gestores” direcionam as estratégias. COmo um painel de avião, o piloto conduz a aeronave através destes indicadores.

Em empresas não profissionais tudo está misturado, os números não são claros, o estoque não está correto, a equipe ganha “por fora”, os impostos são pagos de forma equivocada, o software não é confiável. COmo conduzir esta empresa? Baseada em que?

Conclusão

Os comentários acima não são nada amigáveis, mas são realistas. Chega de “enrolação”! Este é o momento de despertar para um profissionalismo para as farmácias. Isso só será possível com a atitude dos condutores. Não adianta treinamento, desconto maior, novo layout,… se o profissionalismo na condução não existir.

Estamos a disposição

marcelo@desenvolvaconsultoria.com.br

Imune à crise, varejo farmacêutico mira a Bolsa

Setor projeta avanço de dois dígitos em 2009

Imagem: Marcelo Corrêa/AE

Setor projeta avanço de dois dígitos em 2009

 

Quinta-feira, 29 de outubro de 2009, 03h00

Pague Menos, Drogaria São Paulo e Droga Raia avaliam a possibilidade de seguir a trilha aberta pela Drogasil na Bovespa

André Magnabosco - AE

A crise que atingiu a economia mundial confirmou a expectativa de que o varejo farmacêutico é um dos poucos setores que podem ser considerados resistentes a períodos de maior turbulência global. Impulsionado pela melhor distribuição de renda entre a população brasileira, o segmento manteve trajetória ininterrupta de expansão de vendas e agora, superado o pior momento da crise, analisa alternativas, como a abertura de capital, para manter o crescimento.

A lista de potenciais interessadas em iniciar a negociação de ações na Bolsa de Valores de São Paulo tem como principais nomes as redes Pague Menos, Drogaria São Paulo e Droga Raia, líder, terceira e quinta maiores do setor, respectivamente, de acordo com ranking da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). A Drogasil, segunda maior do setor, é a única rede de varejo farmacêutico com capital aberto.

É provável que outras empresas sigam a Drogasil na Bolsa em um prazo de até três anos. “Ainda não temos escala para abrir o capital, mas vamos manter nosso ritmo de crescimento e acredito que possamos realizar um IPO em 2012", afirma o presidente da Pague Menos, Deusmar Queirós, referindo-se à Oferta Pública Inicial de ações (IPO na sigla em inglês). Para viabilizar a abertura de capital, explica o executivo, a Pague Menos já contratou a KPMG para fazer a auditoria dos balanços e a Imune à crise, varejo farmacêutico mira a Bolsapara providenciar os ajustes necessários em relação às práticas de governança corporativa adotadas na companhia.

Com previsão de crescer aproximadamente 25% este ano, a Pague Menos pretende fechar 2009 com faturamento de cerca de R$ 2 bilhões. Até 2012 o resultado deve se aproximar dos R$ 3 bilhões, projeta Queirós, não escondendo o otimismo em relação ao crescimento do mercado de varejo farmacêutico. "Os melhores réveillons da nossa vida ainda estão por vir", comemora. Mais "encorpada", a empresa teria condições de ingressar no mercado como um ativo mais atrativo para os investidores, acredita Queirós.
Droga Raia estuda IPO dentro de 24 ou 30 meses

A Droga Raia, quinta maior do setor, também visa abrir o capital. "Tendo uma visão conservadora, podemos dizer que o ingresso na Bolsa deve acontecer em algum momento nos próximos 24 a 30 meses", afirma o sócio da área de private equity da Gávea Investimentos, Piero Minardi. A Gávea, juntamente com a Pragma Patrimônio, adquiriu no fim do ano passado 30% da Droga Raia, companhia que já havia protocolado pedido de abertura de capital na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no final de 2007.

De acordo com Minardi, a presença exclusiva da Drogasil entre as empresas do setor listadas na Bolsa é explicada pelo perfil pulverizado do varejo farmacêutico no Brasil. As maiores empresas nacionais possuem aproximadamente 300 lojas em operação, em um universo composto por mais de 50 mil pontos de venda.

"O processo de consolidação do setor ainda está no início e, por isso, ainda não há novas empresas com capital aberto", explica Minardi. A Pague Menos, maior empresa do setor segundo a Abrafarma, possui menos de 6% de participação de mercado, segundo números divulgados pela própria empresa.

A fragmentação do mercado é um dos atrativos para investimentos no setor, destaca Minardi. A redução da informalidade, em decorrência da aplicação da substituição tributária em São Paulo e do início da implantação da nota fiscal eletrônica para medicamentos, é outro fator de estímulo a investimentos, seja por grupos especializados na compra de outras empresas, seja pelas grandes redes de varejo com atuação no Brasil. "A formalização foi o ponto de partida para a consolidação do setor. E agora que esse movimento teve início, é difícil de ser interrompido", destaca o sócio da Gávea Investimentos.

Minardi acredita que o varejo farmacêutico possa caminhar para um processo de consolidação assim como ocorreu no setor de distribuição de combustíveis. "O mercado de combustíveis é um espelho do que pode ser o varejo farmacêutico, apesar deste ser mais fragmentado", afirmou. A consolidação no setor de combustíveis criou um grupo de grandes empresas formado por Petrobras, Ultra (detentora da marca Ipiranga), Shell, Cosan e Ale, que incorporaram redes como Esso, Texaco e Repsol, entre outras.

O diretor de Marketing da Drogaria São Paulo, André Elias, acredita que os próximos meses podem ser intensos em relação a mudanças no perfil do setor. "É um setor super aquecido, que já é observado por interessados há algum tempo e que apresenta expansão do profissionalismo", destacou. As vendas do setor no primeiro semestre cresceram 25,25% em relação ao mesmo período do ano passado e somaram R$ 6,14 bilhões, segundo a Abrafarma.

Por ter uma estrutura profissionalizada e ser uma das maiores do setor, a Drogaria São Paulo é uma das companhias que atrai interessados, ressalta Elias. "As possibilidades para a empresa são várias", afirmou, citando a abertura de capital e a prospecção de sócios como algumas das alternativas para a companhia. Recentemente, além da Droga Raia, que negociou parte de sua participação com a Gávea e com a Pragma, outra empresa do setor a receber aporte de investidores foi a Farmais, cujo controle foi adquirido pelo BTG Pactual no final do mês passado.

A redução da informalidade no varejo farmacêutico promovida durante os últimos dois anos estimulou as grandes empresas do setor a intensificar a disputa por participação de mercado. Aproveitando-se do constante crescimento das vendas, as grandes redes aceleraram projetos de abertura de lojas e projetam crescer na casa dos dois dígitos em 2009, a despeito da crise que afetou a economia mundial e brasileira.

Apesar do setor de varejo farmacêutico crescer no País como um todo, são as grandes redes as principais vencedoras do mercado nos últimos anos. Esse movimento foi estimulado pela aplicação da substituição tributária em São Paulo, ocorrida em fevereiro de 2008, e pela implantação da nota fiscal eletrônica para medicamentos principalmente a partir do ano passado. "Com essas mudanças, muitas empresas que antes não pagavam impostos precisaram se adequar", destaca o diretor geral e de Relações com Investidores da Drogasil, Cláudio Roberto Ely.

Grandes em vantagem

O combate à informalidade afetou principalmente as pequenas e médias empresas, na visão do diretor de Marketing da Drogaria São Paulo, André Elias. "O resultado é que as principais redes levaram vantagem e conseguiram ganhar parcela do mercado", afirmou. De acordo com estimativas da Abrafarma, a participação de mercado das principais empresas do setor (associadas à entidade), que era de aproximadamente 30% três anos atrás, saltou para aproximadamente 50%.

Dados da entidade e da consultoria IMS Health apontam que enquanto a receita das associadas à Abrafarma cresceu 25,25% no primeiro semestre a taxa de crescimento do setor como um todo tem oscilado na casa de 10%, pressionada negativamente pela baixa expansão das empresas menores. Por isso, as redes acreditam que esse é o momento apropriado para mirar uma maior participação de mercado e decidiram manter os investimentos previstos para 2009.

Líder de um mercado dominado principalmente por redes paulistas, a cearense Pague Menos prevê crescer aproximadamente 25% este ano e alcançar um faturamento de cerca de R$ 2 bilhões. Para tanto, a companhia já abriu 20 lojas e deve abrir outras 20 unidades até o final do ano, o que elevará o número total da rede para aproximadamente 340 pontos de venda - já incluídas unidades reformadas. O investimento médio para a abertura de cada unidade é estimado em R$ 1 milhão.

A vice-líder Drogasil, única empresa do setor com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo, também pretende chegar a dezembro com 40 novos pontos de venda. Ao final deste ano a rede deve ter aproximadamente 290 unidades, das quais 30 reformadas este ano e até seis unidades ampliadas desde janeiro. Terceira maior rede do País, a Drogasil São Paulo vai inaugurar aproximadamente 25 lojas este ano e reformar outras 30, alcançando cerca de 250 unidades ao final de 2009.

Presença pulverizada

A estratégia de expansão da cada rede mostra que há espaço para crescimento nesse mercado.  A Pague Menos, explica o presidente da rede, Deusmar Queirós, decidiu manter uma presença pulverizada, com a abertura de novos pontos desde grandes centros, como a capital paulista, até cidades menores como Araguaina (TO). A Drogasil optou por consolidar as operações nas regiões onde já atua, apesar de não descartar o ingresso em novos mercados. A Drogaria São Paulo também irá reforçar presença nos estados e regiões onde já opera unidades, segundo Elias.

O bom momento do setor reflete nas condições de financiamento oferecidas às redes. "Dinheiro não falta. Hoje não posso abrir mais lojas porque não há mão de obra qualificada disponível", destaca Queirós, da Pague Menos. A rede deve gerar mais de 1 mil empregos este ano, mas, para isso, precisa treinar a equipe.

Ely, da Drogasil, confirma a preocupação em preparar os novos funcionários. "Há dificuldade em encontrar mão de obra devido à qualidade de serviço que exigimos", destacou. A Drogasil contratou uma empresa especializada para localizar e indicar pessoas com os perfis desejados pela companhia, que depois ainda passam por treinamento próprio da rede.

Essa reportagem foi originalmente publicada no AE Empresas e Setores, serviço de informações e análises sobre o setor corporativo da Agência Estado.