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Farmácias são fechadas por vendas irregulares em SP

19 de março de 2010 | 19h 06

PRISCILA TRINDADE - Agencia Estado

Balanço da Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgado hoje mostra que durante a Operação Tarja Preta sete farmácias irregulares foram fechadas e 14 pessoas foram presas em flagrante no interior de São Paulo. Os detidos eram farmacêuticos e donos de farmácias que vendiam medicamentos falsificados e sem receita médica, nas cidades de Jaú, Barra Bonita, Cafelândia, Lins, Avaré e Bauru. Os presos podem pegar até 15 anos de cadeia.

Desde terça-feira foram fiscalizados 12 estabelecimentos. Desses, sete foram fechados e mais de 2.700 caixas de remédios foram apreendidas. Participaram da operação policiais civis da SSP, fiscais da Secretaria Estadual da Saúde, Vigilância Sanitária, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Vigilâncias Sanitárias Municipais. A ação teve também apoio institucional do o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo.

Tópicos: farmácia, receita médica, remédio, falsificações, Operação Tarja Preta

Reajuste é desnecessário, diz Proteste

 

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O reajuste de 4,5%, autorizado pelo governo, está previsto para abril
FOTO: J. LUÍS

24/3/2010

Pesquisa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor revela que alta de 4,5% não é coerente

O reajuste de 4,5% no preço máximo dos medicamentos (estipulado pelo governo), previsto para o próximo mês, "é desnecessário". É o que aponta uma pesquisa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), realizada em seis capitais brasileiras. De acordo com a instituição, o valor máximo não deveria aumentar. Pelo contrário, o limite poderia ser mais baixo. A justificativa é a diferença de 50% em média entre os valores mais altos autorizados pelo governo e os preços cobrados, de fato, no mercado.
Segundo a advogada da Proteste, Polyanna Carlos Silva, é incoerente aplicar o reajuste porque os atuais preços máximos não chegam a ser praticados, em virtude de serem elevados demais para a concorrência entre as drogarias, especialmente, as grandes redes. Para a advogada, caso seja confirmada a majoração, as pequenas farmácias serão as mais prejudicadas. "As grandes redes conseguem revender a preços melhores até pelo maior volume de compra delas, e não vão sentir muito o aumento no preço do fabricante. Mas as pequenas terão mais dificuldade. Elas não conseguirão competir porque terão de repassar o reajuste", afirma.
Segundo o levantamento da Proteste, o mais interessante para o consumidor é pesquisar os preços em vários pontos de venda. O estudo mostra que, na cidade de São Paulo, por exemplo, o valor cobrado pelo medicamento Lipitor 80mg variou até 58%. Outros casos semelhantes foram constatados em Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Rio de Janeiro. "A conclusão é de que o consumidor pode encontrar um desconto médio de 30% no mesmo medicamento em diferentes locais", diz Polyanna.
Mercado local
Fortaleza não entrou na pesquisa do Proteste, mas a reportagem contactou 10 redes locais para descobrir os preços praticados de alguns medicamentos.
O Pantozol 20mg, com sete comprimidos, apresentou a maior diferença (40%). Em determinada drogaria, ele foi encontrado por R$ 30,00, enquanto em outra estava sendo vendido a R$ 18,02. Uma economia de R$ 11,98. O creme Dermodex Prevent 60g, utilizado para prevenção de assaduras, variou 20%. Os remédios mais caros como o Diovan HCT 160/ 12,5mg (com 28 comprimidos) e o Lipitor 80mg variaram 30%. Os preços do primeiro foram R$ 99,20 e R$ 69,47. Já os do segundo, R$ 212,00 e R$ 148,83.
Os medicamentos mais baratos também apresentaram a mesma variação. O Puran T-4 100mg foi encontrado aos preços de R$ 8,68 e R$ 6,07. O Rivotril 0,5mg com 30 comprimidos apresentou os valores R$ 7,64 e R$ 5,35.
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Ceará (Sincofarma/CE), Maurício Filizola, o número de medicamentos com descontos é pequeno em relação à quantidade de remédios negociados nas farmácias. Ele diz que o que acontece, muitas vezes, é marketing por parte de algumas empresas. "Colocam o cartaz ´descontos de até 50%´ e, na prática, a maior parte oferece muito menos que isso. É mais para chamar o cliente".
Quanto ao reajuste, ele acredita que não irá prejudicar as pequenas por conta da existência da linha de laboratórios onerosos, que abarcam mais da metade dos medicamentos revendidos. "Mesmo que haja o aumento, as farmácias vão continuar com as promoções, independentemente do tamanho delas", completa Maurício Filizola.
ILO SANTIAGO JR.
ESPECIAL PARA ECONOMIA

DESENVOLVA IPOG

 

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Estivemos ministrando o módulo “Varejo Farmacêutico: Gerenciamento de drogarias com enfoque em prestação de serviços” nos dias 12, 13 e 14 de Março no IPOG ( Instituto Pós Graduação www.ipog.com.br ).

O curso em Master em Ciências farmacêuticas possui a coordenação do Dr. Marcelo Polacow, vice presidente do CRF-SP. Confira no link http://www.ipog.edu.br/?cat=cursos&sc=posgraduacao&idcat=1&idcurso=102

A informalidade e o pequeno o varejo

 

A reportagem abaixo da jornalista Claudia Facchini, de São Paulo  postado no Valor Economico do dia 10/03 revela na prática o que já prevíamos.

“A euforia entre os empresários do varejo farmacêutico deve-se, basicamente, a dois fatores. Com o aumento da renda da população, o consumo de remédios e produtos de higiene e beleza crescem a taxas de dois dígitos, acima de outros segmentos. E as grandes cadeias conseguiram ganhar mercado das pequenas drogarias - com a nota fiscal eletrônica e o regime de substituição tributária em São Paulo, o grau de sonegação de impostos diminuiu nos últimos dois anos, o que tirou a vantagem das farmácias que escapavam do fisco.”

Segundo a reportagem, o varejo cresceu 11,8% em 2009 enquanto as Redes cresceram 20%. E esse aumento do mercado foi justamente fruto do aumento da renda da população e das pequenas Drogarias.

O mercado está cruel e tem cobrado caro para quem não está se profissionalizando sua gestão.

E aí vem a pergunta? E sua farmácia, tem perdido mercado para as Redes?

Marcelo Cristian

DESENVOLVA consultoria.

Farmácias aceleram expansão, de olho na bolsa

 

Autor(es): Claudia Facchini, de São Paulo

Valor Econômico - 10/03/2010

As quatro grandes redes de drogarias do país, Pague Menos, Drogasil, Drogaria São Paulo e Droga Raia, vão acelerar a expansão neste ano. Cada uma delas prevê abrir 40 lojas pelo menos, o que será um número recorde de inaugurações no varejo farmacêutico. Tanto a Pague Menos como a Drogaria São Paulo e a Droga Raia avaliam que este é um bom ano para engordar suas receitas para, então, lançar ações na Bovespa em 2011 ou 2012.

Das cinco grandes cadeias de farmácias, só a Drogasil é listada na bolsa. E o bom desempenho dos seus papéis encoraja os concorrentes. Nos últimos 12 meses, as ações da companhia valorizaram 226,8%, enquanto a cesta do Ibovespa avançou 89,4%.

A euforia entre os empresários do varejo farmacêutico deve-se, basicamente, a dois fatores. Com o aumento da renda da população, o consumo de remédios e produtos de higiene e beleza crescem a taxas de dois dígitos, acima de outros segmentos. E as grandes cadeias conseguiram ganhar mercado das pequenas drogarias - com a nota fiscal eletrônica e o regime de substituição tributária em São Paulo, o grau de sonegação de impostos diminuiu nos últimos dois anos, o que tirou a vantagem das farmácias que escapavam do fisco.

Foto Destaque

A expansão do varejo de artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria foi de 11,8% em 2009, segundo o IBGE, enquanto o comércio de forma geral cresceu 5,9%.

As quatro grandes redes de farmácias cresceram ainda mais que o mercado, com uma expansão superior a 20% em 2009, e a previsão é de que, em 2010, esse forte ritmo seja mantido. Se confirmado esse cenário, as maiores cadeias de drogarias vão superar pela primeira vez na história a marca de R$ 2 bilhões de faturamento.

A Pague Menos, de Fortaleza (CE), faturou R$ 1,87 bilhão em 2009, 20% mais do que em 2008, e obteve uma geração de caixa (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização - lajida) em torno de R$ 102 milhões. Francisco Deusmar de Queirós, controlador da rede, projeta uma receita de R$ 2,2 bilhões neste ano, quando prevê alcançar a marca de 400 lojas. "Pensamos em abrir o capital, mas só em 2012", diz o empresário, que quer chegar, para isso, a uma geração de caixa em torno de R$ 120 milhões ao ano.

Gilberto Martins Ferreira, que assumiu a presidência executiva da Drogaria São Paulo em outubro, afirma que, além de inaugurar um recorde de 40 lojas em 2010, outras 30 unidades serão reformadas. As vendas da rede cresceram 21% em 2009, totalizando R$ 1,72 bilhão, e Ferreira prevê uma expansão de 20% pelo menos neste ano. O lançamento de uma drogaria on-line também está nos planos para 2010, mas, se confirmado, sairia no segundo semestre.

Sobre a abertura de capital, o presidente da São Paulo responde que "2010 ainda não é um ano para isso". "Mas vamos pensar no assunto em 2011". A rede já audita balanços há oito anos. Em 2009, segundo Ferreira, a margem líquida de lucro foi de 2,1% no braço operacional. "As margens no varejo farmacêutico são muito justas", diz Ferreira, para quem não será o avanço dos hipermercados no setor que vai tornar o mercado mais competitivo.

As vendas brutas da Drogasil cresceram 35%, totalizando R$ 1,79 bilhão em 2009. Para 2010, a varejista anunciou planos de abrir 40 lojas em 2010. Em 2009, o lucro da rede foi de R$ 74,6 milhões, 46% maior que o de 2008.

A Droga Raia apresentou uma taxa ainda mais robusta de crescimento em 2009, de 39%. "Nós dobramos o faturamento em dois anos e duplicamos o nosso número de lojas nos últimos três anos", afirma Eugênio de Zagottis, vice-presidente comercial da rede, que prevê inaugurar 40 lojas e elevar as vendas em 30% em 2010. A abertura de capital é algo que a companhia considera fazer em 2011 ou 2012. "É difícil precisar quando", diz Zagottis.

O executivo não enxerga, porém, um grande interesse dos empresários do setor em vender suas redes no momento, as maiores cadeias pelo menos. "Há a oportunidade de crescer e valorizar as empresas", avalia Zagottis.

PEC das Farmácias pode gerar desemprego em massa


Dirigentes sindicais estão atentos à medida e aos possíveis desdobramentos

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que planeja proibir farmácias e drogarias de vender outros produtos que não sejam remédios já está em tramitação no Congresso Nacional.
A PEC, proposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pode gerar demissão em massa no segmento em todo o país. Levantamentos feitos pela representação em âmbito nacional preveem que se a Proposta passar, pelo menos 80 mil pessoas podem ficar desempregadas.
A Anvisa por meio de portaria já proibiu, nas farmácias e drogarias, a venda de balas, pilhas, cartões telefônicos, chinelos e refrigerantes.
Fonte: Jornal da Manhã - MG.

Preço de medicamentos: ajuste médio será de 4,6%

 

8 de março de 2010

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) divulgou, nesta segunda-feira (8), os índices para ajuste do preço de medicamentos no Brasil. A partir do próximo dia 31, os medicamentos comercializados no país poderão ser ajustados no percentual médio de 4,6%.

O ajuste de preços foi estabelecido para três faixas diferenciadas de medicamentos. Os percentuais, de até 4,83%, 4,64% e 4,45%, foram definidos segundo o nível de competição nos mercados, a partir do grau de participação dos genéricos nas vendas. Confira os medicamentos presentes em cada uma das faixas.

Para calcular o ajuste do preço de medicamentos, a Cmed considerou o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o fator de produtividade. O próximo ajuste deve ocorrer em março de 2011.

Cerca de 20 mil apresentações terapêuticas serão atingidas pelo ajuste. Os medicamentos fitoterápicos, os homeopáticos e os de que trata a Resolução Cmed 5, de 2003  e a Resolução Cmed 3, de 2004 não são submetidos aos referidos percentuais de reajustes.

Lei

A fórmula de cálculo do reajuste de preço de medicamento no Brasil é definida pela Lei 10.742 / 2003. Essa norma também estabelece a Cmed como órgão responsável pela adoção, implementação e coordenação de atividades relativas à regulação econômica do mercado de medicamentos. Compõem a Cmed ministros e técnicos dos ministérios da Saúde, Justiça, Fazenda e Casa Civil da Presidência da República.

Penalidades

As penalidades para o descumprimento de atos emitidos pela Cmed estão previstas na Lei 8.078/1990.  As multas podem variar entre R$ 212,00 e R$ 3,2 milhões.

Confira a notade divulgação do ajuste do preço de medicamentos na íntegra.

Danilo Molina – Imprensa/Anvisa

Remédios podem subir 4,5%

Embora o índice oficial de reajuste não tenha sido fixado pela Câmara de Regulação, a previsão do mercado brasiliense é que o percentual fique um pouco abaixo de 4,83%, inflação acumulada nos últimos 12 meses

Diego Amorim

Mariana Branco

fonte: correio Brasiliense

Publicação: 06/03/2010 20:03 Atualização: 06/03/2010 20:19

Maria Aparecida, com um gasto mensal de R$ 300, pondera que o reajuste deve ter um percentual menor - (Edílson Rodrigues/CB/D.A Press )

Maria Aparecida, com um gasto mensal de R$ 300, pondera que o reajuste deve ter um percentual menor

Os medicamentos devem chegar mais caros aos balcões das drogarias a partir do próximo dia 31. Para 2010, segundo representantes do mercado do Distrito Federal, a previsão é de que o índice de reajuste fique em 4,5%, abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que ficou em 4,83%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O valor poderá ser aplicado aos cerca de 20 mil produtos com preços controlados pelo governo — estão excluídos da lista apenas fitoterápicos e homeopáticos —, mas geralmente os empresários optam por não aplicá-lo de forma linear sobre todo o estoque. Este é o mês em que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão interministerial ligado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autoriza o reajuste sobre os remédios.
O índice máximo anual de reajuste autorizado pela Cmed é calculado com o uso de uma fórmula matemática composta de diversas variáveis, entre elas a inflação entre fevereiro último e março do ano passado, medida pelo IPCA. “O valor autorizado pela Cmed é um teto de reajuste. Não pode ser ultrapassado. Mas cada loja administra esse reajuste da maneira que achar melhor”, explica Felipe de Faria, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Distrito Federal (Sincofarma-DF). De acordo com ele, as drogarias podem optar por concentrar o aumento sobre alguns itens e trabalhar com descontos em outros, por exemplo.

Concorrência

O sócio-diretor do Grupo Rosário Distrital, Álvaro Silveira Júnior, tem o mesmo entendimento do presidente do Sincofarma. Ele diz que o aumento de 4,5% será uma média. Alguns produtos poderão subir um pouco mais e outros não sofrerão reajuste. Para ele , a alta dos preços deve atingir de 8 mil a 10 mil medicamentos das prateleiras. Na avaliação do executivo do grupo, que tem 75 farmácias no DF, o mercado de medicamentos em Brasília e região já possui margem de manobra para tornar os preços competitivos apesar do reajuste.
“A concorrência está muito grande, o mercado está muito dinâmico. As maiores redes do país já estão em Brasília. É capaz de, em alguns casos, o reajuste nem ser repassado ao consumidor”, comenta Júnior.
1 - Composição de preço
Além do IPCA, a Cmed leva em consideração fatores como custos e produtividade dos laboratórios para determinar o aumento. Este ano, a fórmula para chegar a um índice de reajuste foi publicada na edição de 24 de janeiro sob a forma de resolução do órgão, que é composto por representantes do Ministério da Saúde, da Justiça, da Fazenda e da Casa Civil.
Saiba mais
Combinação punida
Em outubro do ano passado, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ligado ao Ministério da Justiça, condenou a Rede da Economia do DF — atual Drogaria Família — pela prática criminosa de combinação de preços. A multa aplicada foi equivalente a cerca de R$ 60 mil. O processo começou em 1997, quando o Ministério Público Federal (MPF) provocou o Cade sobre o assunto.
Consumidor reage mal

Para Nominato Teixeira, um novo reajuste é algo

Para Nominato Teixeira, um novo reajuste é algo "mafioso"

O coronel reformado do Exército Nominato José Teixeira, 75 anos, gasta todo mês cerca de R$ 200 com medicamentos para cuidar do diabetes e do glaucoma. Ao saber do aumento, ele se revoltou: “Isso é mafioso. Sabemos que eles sobem os preços ao mesmo tempo, é tudo combinado”. Para Teixeira, as farmácias praticam um cartel em Brasília. “O problema é que não temos a quem recorrer”, disse.
O aumento previsto vai pesar no bolso da aposentada Maria Aparecida Silva, 67 anos. Ela conta que gasta, em média, R$ 300 por mês com remédios para uso próprio e para as doações que faz a instituições. “É um absurdo. Se precisam reajustar, que optem por variações menores”, comentou. Para ela, encarecer medicamentos é uma medida delicada. “Tirando os hipocondríacos (aquele que somatiza sintomas por ter mania de doença), ninguém compra remédio porque gosta”, disse.
O economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) André Braz reforça que o aumento anual leva o mercado a investir nas promoções para não afastar tanto os clientes. Ele lembra que alguns medicamentos usados no dia a dia não sofrem controle de preços e, por serem reajustados livremente, não devem ficar mais caros. “O consumidor não deve abrir mão da boa e velha pesquisa. Não é porque o preço é tabelado que ele vai ser igual em todos os lugares”, comenta Braz.
Monopólio

De acordo com ele, o mercado de farmácias está cada vez mais monopolizado por conta das fusões. Pela tangente, surgem as redes de supermercados, que conseguem oferecer descontos competitivos. “Por menor que venha a ser a concorrência, vale a pena pesquisar”, completa.
A Anvisa, por meio da assessoria de imprensa, disse que não se pronuncia sobre o assunto até a Cmed bater o martelo sobre o índice de reajuste. O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), que representa 120 laboratórios detentores de 80% do mercado brasileiro, também não quis comentar a questão antes do anúncio oficial do órgão regulador.

starlix e diovan

Fonte: O Globo
Notícia publicada em: 14/03/2010
Autor: Bill Berkrot e Debra Sherman

O medicamento para diabetes Starlix, da Novartis, falhou no objetivo de reduzir a progressão da doença e diminuir o risco de problemas cardíacos em pacientes de risco tanto por diabetes quanto por doenças cardíacas, conforme um estudo divulgado neste domingo.
O Starlix e o Diovan, medicamento para pressão sanguínea líder de vendas, foram testados em 9.306 pacientes.
O Diovan reduziu a evolução do diabetes a 14 por cento, em relação a um placebo, mas falhou em diminuir o risco de sérios problemas cardíacos, de acordo com os pesquisadores, que apresentaram os resultados em uma conferência da American College of Cardiology, em Atlanta.
A falha do Starlix em beneficiar esses pacientes e a ineficiência do Diovan quanto ao impacto cardíaco surpreenderam os pesquisadores.
O Starlix minimiza a presença de açúcar no sangue após as refeições por meio da estimulação do pâncreas a produzir mais insulina.
"Muitos estudiosos acreditavam que o princípio ativo do Starlix preveniria o diabetes enquanto o do Diovan reduziria eventos cardiovasculares nesses pacientes", disse o médico Robert Califf, que conduziu o estudo.

Sistema da Redecard aceitará cartões Visa a partir de julho

 

SÃO PAULO, 17 de março (Reuters) - A Redecard anunciou nesta quarta-feira que sua rede de terminais passará a aceitar os cartões com a bandeira Visa a partir de 1o de julho.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informa que está preparando seus sistemas para capturar a nova bandeira, paralelamente ao processo de licenciamento da rede credenciada.

"Já foram realizados testes de laboratório e a certificação do processo de captura e de liquidação financeira está em fase avançada", afirma a Redecard.

Do ponto de vista de hardware e software, a empresa diz estar "praticamente pronta" para implantar a infraestrutura de comunicação com a Visa.

Com a inclusão da Visa ao seu portfólio, a Redecard passará a aceitar cartões de 17 bandeiras.

(Por Vivian Pereira)

Remédio x genérico x similar x referência (original)

 

Fonte/: http://dicasdoconsumidor.blogspot.com/2010/03/remedio-x-generico-x-similar-x.html

Ainda existe uma grande dúvida sobre as diferenças entre os remédios genérico, similar e de referência (original) e quais as vantagens e desvantagens de cada um. Saiba como economizar o seu dinheiro achando a opção mais barata e segura.

PRINCIPIO ATIVO DO REMÉDIO

Todos os remédios têm um principio ativo, que nada mais é do que sua composição (ou substância que compõem o remédio), que define exatamente qual é o remédio. Dois remédios com embalagens diferentes com o mesmo princípio ativo são virtualmente iguais, a menos que haja alguma fraude.

MARCA COMERCIAL DO REMÉDIO

Os laboratórios assim que lançam um remédio colocam uma marca comercial nele para facilitar a publicidade do mesmo e a memorização do seu público consumidor. Só que, à medida que os anos passam, o remédio e seu princípio ativo começam a ser confundidos com a sua marca comercial.

DURAÇÃO DA PATENTE DO REMÉDIO

Num prazo de 10 anos o laboratório que inventou o remédio tem a exclusividade de exploração comercial do mesmo (patente) e depois deste prazo qualquer outro laboratório pode lançar uma cópia (genérico ou similar) do mesmo, desde que tenha registro no Ministério da Saúde.

            O remédio do laboratório detentor da patente é chamado de remédio de referência (ou original).                                                                                     

O QUE É UM REMÉDIO SIMILAR

             Remédio similar é uma cópia que não recebeu uma certificação do governo se o seu processo de fabricação irá gerar uma cópia exata do remédio patenteado (de referência).

             Mas da mesma forma que qualquer outro remédio, isto não exime de um registro no Ministério da Saúde (exigido para todos os remédios) e se for constatada uma fraude (for uma falsificação grosseira sem conter o principio ativo na quantidade exibida na bula), o fabricante estará sujeito aos rigores da lei (que neste caso é pior do que a aplicada para trafego de drogas).

            Na prática, todos os grandes laboratórios que tenham remédios similares na sua linha de produtos, procuram manter os mais altos padrões de qualidade, porque um escândalo de fraude pode causar a falência da empresa.                                                

CUIDADO COM REMÉDIOS PIRATEADOS

            Um tipo de fraude mais comum é a pirataria do remédio de marca, em que tudo parece praticamente igual ao remédio original, mas neste caso o principio ativo não é copiado. Para evitar este tipo de fraude só compre remédios em farmácias ou drogarias (jamais no camelô), ou online de sites pertencentes a redes de drogarias.

            Jamais compre remédios online de sites no exterior ou mesmo no Brasil que não tenha uma rede de drogarias como base. A chance de estar comprando uma pílula de farinha ou algo totalmente diferente do princípio ativo é em torno de 80%, conforme estatísticas de apreensões (em que foi analisado o remédio) já divulgadas pela imprensa.

             Desconfie se uma farmácia pequena tenha o mesmo remédio muito mais barato que o dos seus concorrentes. Afinal como uma farmácia pequena consegue comprar melhor que uma rede de drogarias, para vender tão barato.

PORQUE ENTÃO O FABRICANTE NÃO CERTIFICA O REMÉDIO SIMILAR

            A certificação de um remédio similar, para transformá-lo num remédio genérico tem um custo bastante elevado e muitas vezes este investimento não se transforma em venda adicional. Se o remédio já tem uma venda significativa o laboratório irá pensar duas vezes antes de fazer este investimento.

            Como o custo desta certificação tem que passar para o remédio (afinal ninguém quer perder dinheiro), o remédio similar normalmente tem um preço abaixo do remédio genérico e com isto consegue manter as vendas elevadas.

O QUE É UM REMÉDIO GENÉRICO

O remédio genérico é uma cópia idêntica ao remédio de referência (original) em que seu processo de fabricação foi certificado pelo governo para garantir a exatidão da cópia. Neste caso a possibilidade de fraude é próxima a zero, a não ser no caso da pirataria já falada acima.

QUE REMÉDIOS TÊM SIMILARES OU GENÉRICOS

Só existem remédios similares ou genéricos de remédios de referência (originais) que já perderam a sua patente, isto é, já se passaram mais de 10 anos de seu lançamento.

            Nem sempre um remédio que perde a patente gera interesse dos laboratórios a ter um similar ou genérico lançado. Isto vai depender muito do mercado para este remédio. Mas certamente todos os remédios campeões de venda irão despertar o interesse dos laboratórios.

            No site Genericos.med tem a lista de todos os genéricos fabricados no Brasil além de ter respostas para as principais dúvidas dos consumidores sobre remédios genéricos.

COMO OS MÉDICOS RECEITAM OS REMÉDIOS

Infelizmente muitos médicos continuam receitando os remédios pelo seu nome comercial e não pelo seu princípio ativo (composição) e com isto direciona o paciente a comprar um remédio mais caro.

            Esta pratica é incentivada pelos laboratórios que vivem cobrindo os médicos de mimos para que eles continuem a receitar o seu remédio. Alguns inclusive desonestamente alertam seus pacientes para não comprar o remédio genérico, pois ele não faz o mesmo efeito que o original. Pode ter certeza que ele está sendo pago para dizer isto.

            Outros médicos mandam fazer o remédio manipulado em farmácias de manipulação recomendadas, de remédios que existem comercialmente. Isto é muito estranho já que um laboratório industrial tem muito mais possibilidade de fabricar um remédio barato do que uma pequena farmácia de manipulação. Pode ter certeza que existe comissão envolvida nisto.

CUIDADO COM A INDICAÇÃO DA FARMÁCIA

            Os laboratórios farmacêuticos por sua vez também querem induzir aos consumidores o consumo da suas marcas e, para tal, pagam uma comissão para os atendentes / farmacêuticos das farmácias para indicarem sua marca. Para cada remédio vendido é pago um valor, que pode ser em dinheiro ou prêmios.

A esta prática se dá o nome de “gueuta”. Portanto tome cuidado também com a indicação da farmácia, que nem sempre é melhor (ou a mais barata) para você.

SÓ SEI O NOME COMERCIAL DO REMÉDIO, COMO ACHAR O SEU GENÉRICO

            O remédio genérico é conhecido pelo seu princípio ativo (substância) que é a principal informação na caixa. Normalmente um mesmo remédio genérico tem vários laboratórios fabricantes que podem ter diferentes preços. Sempre compre do mais barato  , pois eles são virtualmente idênticos.

Se você quiser comparar os preços de tabela oficial (tabela de preços máximos mantida pelo governo) de diferentes laboratórios do mesmo remédio existe os sites Consultaremedios ou o Consultamedicamentos. Sobre este preço máximo as farmácias ou drogarias aplicam diferentes descontos, conforme a sua negociação com os diferentes laboratórios ou distribuidores.

Estes sites fornecem uma relação completa, onde você pode entrar tanto como o nome comercial quanto com a substância (ou princípio ativo). Em ambos os sites, os remédios de referência, genéricos e similares são marcados em cores diferentes para ajudar a consulta e são informadas as marca, laboratório e substância (princípio ativo) do remédio consultado:

Consulta Remédios Marca / Laboratório / Princípio ativo

Ambos os sites são patrocinados por redes de drogarias com vendas online, mas tome cuidado (não saia comprando), pois as diferenças de preço entre uma drogaria e outra são enormes. Escolha o remédio (de referência, genérico ou original) com o preço máximo mais baixo que você confie no fabricante e com esta informação inicie suas buscas nas drogarias.  Para mais detalhes leia o artigo  Como comprar remédios.

Para quem gosta de ler as bulas dos remédios tem o site Bulas.med.br para todos os bulários dos remédios vendidos no Brasil.

MAS AFINAL QUAL O MELHOR REMÉDIO?

De uma forma geral, o melhor remédio é o mais barato (vai doer menos no bolso), independente de ser o remédio de referência (original de marca), genérico ou similar. No caso de remédios similares evite os laboratórios que não tenha nenhum genérico na sua linha de produtos.

            No site Genericos.med.br tem a lista de laboratórios que fabricam algum medicamento genérico. Todos podem ser considerados confiáveis, pois já se submeteram pelo menos uma vez ao processo de certificação, mesmo que não seja do remédio que você está comprando. Os dois maiores laboratórios de genéricos do Brasil são o Medley e o EMS, mas têm muitos outros igualmente confiáveis.

ONDE ENCOTRO REMÉDIOS GENÉRICOS OU SIMILARES

Os remédios genéricos ou similares são vendidos em todas as farmácias e drogarias e em todos os sites online das redes de drogarias. As farmácias de genéricos que só vendem remédios genéricos são uma invenção de marketing já que este remédio é distribuído da mesma forma que todos os outros remédios.

TABELA DOS REMÉDIOS GENÉRICOS MAIS PROCURADOS

Para facilitar a vida de quem está procurando o princípio ativo das marcas de remédio mais buscadas na Internet, ai vai uma lista (peço desculpas se tiver algum erro de grafia e favor me informar nos comentários):

Marca                          Genérico

advil                             ibuprofeno

alivium                         buprofeno

amoxil                          amoxicilina

artril                              ibuprofeno

artrolive                       sulfato de glicosamina +

                                      sulfato de condroitina

berotec                        bromidrato de fenoterol

biamotil                        cloridrato de ciprofloxacino

buscofem                    ibuprofeno

celestamine                betametasona +

                                       maleato de dexclorfeniramina

cipro                             cloridrato de ciprofloxacino

claritin                          loratadina

claritin d                      loratadina +

                                      sulfato de pseudoefedrina

daflon                          diosmina +

                                      hesperidina

dalsy                            ibuprofeno

efexor xr                     cloridrato de venlafaxina

flagyl                           metronidazol

floratil                         saccharomyces boulardii – 17

fluimucil                     acetilcisteina

isotrex                        isotretinoina

nebacetin                  sulfato de neomicina + bacitracina

nisulid                        nimesulida

novalgina                  dipirona

pantozol                    pantoprazol de sódio

profenid                    cetoprofeno

quadriderm             valerato de betametasona +

                                   sulfato de gentamicina +

                                   tolnaflato +

                                   clioquinol

sporanox                 itraconazol

tandrilax                   paracetamol +

                                   carisoprodol +

                                   diclofenaco de sodio +

                                   cafeina anidra

tolrest                       cloridrato de sertralina

zitromax                  azitromicina

zoloft                       cloridrato de sertralina

zoltec                      fluconazol

Leia mais: DICAS DO CONSUMIDOR: Remédio x genérico x similar x referência (original)

Lucro da Profarma cresce 68% em 2009 e atinge R$ 53,2 milhões

por Saúde Business Web

11/03/2010

Segundo dados do balanço apresentado, a companhia teve incremento de 11,9% na receita líquida

A Profarma reportou lucro de R$ 15,3 milhões no quarto trimestre de 2009, mais do que o dobro em relação aos ganhos de R$ 6,5 milhões no mesmo período de 2008.

De acordo com o balanço apresentado, a receita líquida teve incremento de 11,9%, para R$ 685 milhões, enquanto o resultado operacional medido pelo Ebitda avançou 30,6%, para R$ 28 milhões (margem de 4,1%).

Assim, a Profarma acumulou lucro de R$ 53,1 milhões em 2009, marcando crescimento de 68% nesta linha em relação a 2008.

No ano passado, a companhia investiu R$ 12 milhões - 11% acima dos desembolsos de 2008, que ficaram na casa dos R$ 10,8 milhões. Só no quarto trimestre, os investimentos foram da ordem de R$ 3,7 milhões, sendo R$ 2,4 milhões direcionados a máquinas e equipamentos.

Pão de Açúcar foca em farmácias

fonte: guia da Farmacia


Grupo pretende adquirir rede de drogarias ainda no primeiro semestre de 2010

O grupo Pão de Açúcar, comandado pelo empresário Abilio Diniz, está voltando a atenção para o setor de farmácias. Segundo informações da Exame, a empresa, que possui pequenos estabelecimentos farmacêuticos em alguns hipermercados, tem procurado grandes redes de drogarias e pretende fechar uma aquisição ainda no primeiro semestre de 2010.

O grupo decidiu investir mais no setor por causa do crescimento da classe C, cujo acesso a medicamentos e a produtos de higiene e cuidados pessoais é cada vez maior.

Varejo no Sangue

Capa: Varejo no Sangue

fonte: www.revistanovarejo.com.br
 

NOVAREJO # 08 - Dez/Jan

rejo no SangueFamília é tudo, diz a máxima transmitida, há décadas, de geração para geração. No mundo do varejo brasileiro, a família também é tudo. Ou melhor, quase tudo – para ser mais preciso, 90%. Esse é, de acordo com a estimativa de especialistas, o número da participação de empresas familiares no mercado varejista do País. Ou seja: nove em cada dez empresas no setor surgiram e prosperaram pelo esforço de desbravadores unidos por laços de sangue, que encontraram no varejo um campo aberto para seu desenvolvimento profi ssional.

“No amadurecimento das economias, as indústrias não se preocuparam em montar um canal de distribuição próprio. Empreendedores, em família, decidiram explorar essa brecha e dedicar-se ao varejo, montando negócios em que a relação interpessoal era fundamental”, explica Eduardo Macedo,
sócio-diretor da GS&MD – Gouvêa de Souza.

Começava aí a história de pioneirismo que moldou o mercado à maneira que hoje o conhecemos.
Do pequeno negócio à corporação gigante, as empresas familiares imprimiram sua marca no varejo, tornando-se referências sólidas para consumidores de todas as idades, cativados pela confi ança conquistada ao longo de anos de relacionamento.

“As empresas possuídas e administradas por famílias constituem uma forma organizacional
peculiar, com uma cultura empresarial muito forte”, analisa Domingos Ricca, sócio-diretor da DS
Consultoria Empresarial e Educacional. “Elas extraem uma força especial da história, da tradição, da identidade e da linguagem comuns às famílias. Quando dirigenteschave são parentes, suas tradições, seus valores e suas prioridades brotam de uma fonte comum. Há uma liderança explícita, que oferece agilidade nas decisões, e uma maior proximidade com colaboradores e com clientes.”

Claro, nem tudo são flores – e nem poderiam ser, quando o assunto é família. Alguém já viu alguma em
que não haja brigas? “Geralmente há problemas de relacionamento, pois todos se sentem donos – o grupo é escolhido pela genética, e não pelo grau de competência ou profissionalização”,
lembra Macedo. Isso desencadeia uma cadeia de reações, que vai do atrito entre gerações até a insegurança em relação à continuidade das políticas, passando por um potencial conservadorismo
que muitas vezes pode engessar o negócio.

“Quando a empresa familiar encontra-se sem concorrência, ela cresce apesar dessas dificuldades
de relacionamento, pois é soberana no mercado. Quando começa a entrar em uma área competitiva, porém, as chances de o negócio desandar aumentam. Aí a profissionalização passa a ser fundamental, para não comprometer a rentabilidade nem colocar a empresa em risco”, complementa.

Chegamos, então, à pauta do dia na maioria absoluta das empresas familiares. “Hoje, o mercado é exigente, competitivo, impiedoso. Uma empresa tocada por pessoas despreparadas é um gatilho aberto para problemas, assim como a falta de alinhamento entre os sócios familiares”, diz Maria Teresa Roscoe, professora nas áreas de estratégia, gestão por processos e reestruturação organizacional
do curso de Parceria para o Desenvolvimento de Acionistas da Fundação Dom Cabral. “Por isso, é preciso lidar com equilíbrio e ponderar os aspectos emocionais e racionais de cada família. Se a profissionalização puder ser feita com membros da família, ótimo. Se não for possível, que se vá buscar ajuda externa. O que não se pode fazer é deixar de gerir esse processo, pois a esfera dos negócios
se tornará disfuncional.”

Depois do advento da profissionalização, o conceito de empresa familiar passou a ganhar alguns complementos, como explica Eduardo Macedo. Quando os donos são pessoas físicas da família do fundador, fica mantida a nomenclatura de “empresa familiar”. Se a família contrata uma gestão profissional para cuidar da operação, passa a ser uma “empresa familiar de gestão profissional”. Quando, porém, a empresa é vendida para o capital estrangeiro, ou as ações e o controle passam a
estar nas mãos de terceiros, tal companhia não pode mais ser considerada familiar – ainda
que sua história tenha sido construída por uma família.

No mesmo trilho da profissionalização, deveria chegar o conceito de sucessão, que vem ocupando cada vez mais espaço nas conversas entre empresários. Entretanto, ao menos nas estatísticas, o tema ainda não conquistou a maioria das empresas familiares, especialmente aquelas de menor porte. Dados de uma pesquisa realizada em 2008 pela DBM, consultoria especializada na gestão do capital humano, em parceria com a ACTA RH e Carreira, revelaram que somente 48% das organizações possuem
processos de sucessão. E, quanto menor a empresa, menor a preocupação com o assunto: enquanto 69% das companhias com mais de cinco mil funcionários já adotam políticas de sucessão, apenas 19% das empresas com até cem funcionários dedicam-se ao tema. “Quando se fala de empresas familiares, a situação se agrava. O fundador não gosta de tratar desse assunto. Pensar em sucessão é como pensar no fim de um empreendimento que significa a própria vida”, diz Carla Virmond Mello, diretora da ACTA RH e Carreira.

Como se vê, as empresas familiares do varejo podem ser vistas, dependendo do referencial, como simples ou complexas, modernas ou conservadoras, descomplicadas ou problemáticas. Mas o que ninguém pode negar é que são, acima de tudo, especiais – e que têm uma força incomum, especialmente nos momentos mais difíceis, como arremata Eduardo Macedo, da GS&MD – Gouvêa de Souza. “Quando veio a abertura ao capital estrangeiro, as empresas familiares brasileiras se depararam com grandes grupos dispostos a investir pesado, montando ou comprando negócios por aqui.

O bacana é que os empresários brasileiros que tinham empresas familiares conseguiram rivalizar muito bem com os gigantes vindos de fora. Isso porque conheciam o mercado, as pessoas, e estavam abertos às novas tecnologias. Era gente preparada, que na hora da turbulência sobreviveu junta.” Como uma família.

Soberanas no varejo brasileiro, empresas familiares imprimem sua marca no mercado com identidade e cultura empresarial fortes; desafio é consolidar transição para as próximas gerações

Aliás, como as famílias que retratamos a seguir, que não apenas sobreviveram às intempéries, mas se reinventaram para manter a posição hegemônica em suas áreas. Confira nas próximas páginas um painel com os perfis das principais varejistas-familiares brasileiras, e veja como elas construíram suas histórias de sucesso.

“O varejo é um mundo prático, cativante, envolvente, apaixonante. Por isso às vezes é difícil saber o
momento de passar o bastão para o outro. Entretanto, o fundador precisa ter consciência de que mais dia, menos dia, os papéis precisam ser revistos. Para a empresa ir a outros patamares, mudar de posicionamento, é preciso desapego.” Difícil? Pois é apenas o primeiro passo de qualquer sucessão, como lembra a professora Maria Teresa Roscoe, da Fundação Dom Cabral. Depois ainda vem a preparação da família, a identificação do sucessor, dentro ou fora do círculo, a função do fundador na fase seguinte... A sucessão é um processo complexo, que quanto mais cedo for iniciado, menos traumático tende a ser. Atualmente, um número significativo de empresas vem procurando ajuda profissional para pensar esse momento de transição. Não há fórmulas prontas: a atenção personalizada ainda é imbatível, e, por isso, consultorias, cursos e palestras sobre o assunto
começam a aparecer em maior número por todo o Brasil. Na Fundação Dom Cabral, o “Programa de Desenvolvimento de Acionistas”, um dos mais tradicionais do país – mais de 160 empresas e 1.200 pessoas já passaram por ele em dez anos – foi criado para promover o desenvolvimento e a troca de práticas entre proprietários, herdeiros e acionistas de empresas familiares, que, juntos, buscam alinhar responsabilidades, prerrogativas, direitos e estratégias de gestão para preservar e expandir o patrimônio familiar e facilitar a performance e a continuidade da empresa. Entre os conteúdos
analisados estão questões de contextualização, papéis nas empresas familiares, questões patrimoniais e jurídicas, gestão das empresas, sucessão, riscos e responsabilidades dos acionistas e dos administradores.

“É um curso voltado para toda a família, mesmo aqueles que não atuam junto à empresa. Passam
por temas pertinentes ao tema empresa familiar: põe na mesma sala pai, mãe, filhos, netos, em um processo de amadurecimento que engloba a todas. O foco é educacional, uma base mesmo, que ajuda no processo de clarificação dos interesses”, explica Maria Teresa.

Ajuda profissional nos processos sucessórios

“O varejo é um mundo prático, cativante, envolvente, apaixonante. Por isso às vezes é difícil saber o
momento de passar o bastão para o outro. Entretanto, o fundador precisa ter consciência de que mais dia, menos dia, os papéis precisam ser revistos. Para a empresa ir a outros patamares, mudar de posicionamento, é preciso desapego.” Difícil? Pois é apenas o primeiro passo de qualquer sucessão, como lembra a professora Maria Teresa Roscoe, da Fundação Dom Cabral. Depois ainda vem a preparação da família, a identificação do sucessor, dentro ou fora do círculo, a função do fundador na fase seguinte... A sucessão é um processo complexo, que quanto mais cedo for iniciado, menos traumático tende a ser. Atualmente, um número significativo de empresas vem procurando ajuda profissional para pensar esse momento de transição. Não há fórmulas prontas: a atenção personalizada ainda é imbatível, e, por isso, consultorias, cursos e palestras sobre o assunto começam a aparecer em maior número por todo o Brasil.

Na Fundação Dom Cabral, o “Programa de Desenvolvimento de Acionistas”, um dos mais tradicionais do país – mais de 160 empresas e 1.200 pessoas já passaram por ele em dez anos – foi criado para promover o desenvolvimento e a troca de práticas entre proprietários, herdeiros e acionistas de empresas familiares, que, juntos, buscam alinhar responsabilidades, prerrogativas, direitos e estratégias de gestão para preservar e expandir o patrimônio familiar e facilitar a performance e a continuidade da empresa. Entre os conteúdos analisados estão questões de contextualização, papéis nas empresas familiares, questões patrimoniais e jurídicas, gestão das empresas, sucessão, riscos e responsabilidades dos acionistas e dos administradores.

“É um curso voltado para toda a família, mesmo aqueles que não atuam junto à empresa. Passam
por temas pertinentes ao tema empresa familiar: põe na mesma sala pai, mãe, filhos, netos, em um processo de amadurecimento que engloba a todas. O foco é educacional, uma base mesmo, que ajuda no processo de clarificação dos interesses”, explica Maria Teresa.

Diferenças do passado = potencial destrutivo

Em qualquer sociedade empresarial, o exercício dos direitos dos sócios é sempre um ponto delicado.
Tanto o direito de voto, para direcionar decisões estratégicas, quanto o direito patrimonial, que diz respeito diretamente ao capital, são temas calorosos em que a unanimidade geralmente é um sonho distante. Na empresa familiar, há esse mesmo ônus – porém com uma lista bem maior de agravantes. “Entre sócios familiares, os conflitos podem trazer brigas do passado, criando a discórdia por diferenças não profissionais, que podem contaminar toda a operação”, pondera o advogado Roberto Mendonça, titular da área societária do escritório Miguel Neto Advogados e especialista em empresas familiares.
No momento em que o fundador não está mais à frente da empresa, então, o caso torna-se ainda mais
perigoso. As brigas pelo comando podem não apenas causar problemas pontuais ou de gestão, mas,
em último caso, levar à própria extinção da empresa.

Um caso clássico é o do grupo Matarazzo: o maior conglomerado empresarial brasileiro, com toda sua história pujante e pioneira, simplesmente desapareceu devido à disputa interna pelo controle que se sucedeu ao desaparecimento do patriarca. “Na formação latina, o pai sempre sonhou com o filho sucessor, mas não o preparou para assumir os negócios. Além disso, o latino é criado para ser dono, e não acionista, o que muitas vezes cria enorme dificuldade quando os membros da família precisam tomar decisões em conjunto”, explica Mendonça.

Quando começa a ficar evidente que a empresa está no caminho errado, a primeira providência a ser
tomada pelos familiares é dar um passo atrás para repensar os destinos da companhia. “Eles precisam
ter uma visão clara do problema e tomar atitudes firmes, como o afastamento total, abrindo espaço para
a implantação de práticas de governança corporativa, recorrendo a mediadores”, diz o advogado. Esse
afastamento não é definitivo: se a empresa voltar ao rumo certo, a família pode retomar as rédeas – mas é recomendado, que os herdeiros, enquanto estejam longe da empresa, passem por cursos intensivos de qualificação e profissionalização. Caso contrário, as chances de a história se repetir são enormes.

Lojas Pompéia - Crescendo com a ComunidadeLojas Pompéia - Crescendo com a Comunidade

Orgulho das raízes – familiares e dos pampas. Foi em clima de unidade e comunhão com o Estado do Rio Grande do Sul que as Lojas Pompéia, rede de lojas de departamento que hoje conta com 54 unidades em 52 municípios gaúchos, tornaram-se um ícone do varejo local e um tremendo caso de sucesso regional. Fundada em 1953 por Lins e Valdemar Ferrão no município de Camaquã, distante 127 quilômetros de Porto Alegre, a empresa, inicialmente batizada A Principal, e que comercializava apenas roupas para homens, decolou nos anos 1960 voltando-se para o público feminino e infantil, até se tornar referência na moda contemporânea – sempre tendo como norte a proximidade com a comunidade.A rede faz questão de apoiar  as várias festas regionais gaúchas, não só investindo recursos, mas também participando da divulgação e promoção dos eventos e atrações.

Atualmente, as Lojas Pompéia empregam mais de 2.500 funcionários no Rio Grande do Sul, todos eles comandados, como antigamente, pelos Ferrão. A segunda geração da família dos fundadores chegou ao comando da empresa nos anos 1980; mais recentemente, nos anos 2000, a terceira geração começou a entrar nos negócios. “Ao contrário do que acontece em algumas empresas, nossa família se dá muito bem, mesmo. Entendemos que precisamos estar juntos para crescer”, diz Carmem Ferrão, superintendente de marketing e vendas, integrante da segunda geração. Entre superintendência e
diretoria, são nove executivos da família. Não há, porém, espaço para amadorismo: todos os integrantes familiares só chegam na base do mérito e precisam carregar o DNA e os valores da organização.
“Consideramos que tudo faz parte de um processo evolutivo. A chegada das novas gerações aos postos de comando traz novos conhecimentos e novos desafi os, mantendo sempre a empresa atualizada”, diz Carmem, que já acompanhou a fi lha, Ana Paula, chegar ao cargo de gerente de marketing.

O resultado dessa política é mais do que positivo: as Lojas Pompéia hoje desfrutam de uma imagem moderna, em constante atualização com a moda e com as ferramentas modernas de equipamentos de pontos de venda e propaganda. Isso tudo, claro, sem esquecer de sua história cinquentenária e de onde tudo começou – a matriz, o centro administrativo e o centro de distribuição seguem sediados em Camaquã.

Pernambucanas - Tradição Centenária

Pioneirismo e inovação marcam os mais de cem anos de história de uma das mais tradicionais redes do varejo brasileiro, as Casas Pernambucanas, fundadas em 1908 por Frederico João, Alberto, Arthur Lundgren e irmãos. A gigante varejista, que nasceu para escoar a produção da Companhia Paulista de Tecidos, comprada pelo patriarca e imigrante sueco Herman Lundgren em Pernambuco alguns anos antes, foi responsável por introduzir no comércio brasileiro uma série de novidades, tais como a introdução do preço fixo em um mercado pontuado pela barganha, o lançamento de marcas próprias e a aposta na propaganda – os gerentes recebiam um manual em que eram instruídos a providenciar reclames em cinemas e circos, além de divulgar o nome da loja em postes, porteiras, cercas, pedras e afins.

Pernambucanas -Tradição centenária

Com tudo isso, a rede prosperou e chegou a contar, entre os anos 1960 e 70, com cerca de 800 lojas em todo o Brasil. Ficaram célebres também seus comerciais, que agradavam a toda a família. Entretanto, nessa mesma época, as Pernambucanas sofreram com a disputa entre herdeiros, em um problema não incomum em empresas familiares. As operações foram separadas geograficamente, com razões sociais distintas – mas apenas o braço de São Paulo, a Arthur Lundgren Tecidos S.A., manteve-se vivo e relevante. Os negócios no Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará não vingaram.

No rescaldo do conflito familiar, em 2002 a direção da empresa recorreu a um headhunter para buscar um profissional capaz de reverter o prejuízo histórico registrado no ano anterior – US$ 4 milhões. Marcelo Silva, veterano de duas décadas da rede de supermercados Bompreço, foi o escolhido para comandar a retomada e levou as Pernambucanas a uma espetacular virada – em 2007, a empresa registrou um lucro líquido de US$ 55,1 milhões. Nesse ano, com a saída de Marcelo Silva para o Magazine Luiza, a superintendência da rede passou para o executivo Dílson Santos.

Hoje, as Casas Pernambucanas, administradas por Anita Louise Regina Harley, neta de Arthur, e Frederico Axel Lundgren, neto de Alberto, contam com cerca de 260 lojas em seis Estados brasileiros e 15 mil funcionários, e mantêm-se entre as primeiras do mercado nos setores têxtil, de vestuário
e eletro, honrando sua centenária tradição.

Pão de Açúcar - O Império dos DinizPão de Açúcar - O Império dos Diniz

A doceira fundada pelo imigrante português Valentim Diniz já não existe há décadas, mas segue como uma marca indelével no varejo nacional. Afinal, qualquer executivo que se preze conhece a extraordinária história do Pão de Açúcar, que começou com a pequena confeitaria aberta por seu Valentim e evoluiu para um grupo verdadeiramente tentacular, altamente diversificado e profissionalizado, com capital nas Bolsas de São Paulo e de Nova York, e que conta com mais de mil lojas e 79 mil funcionários em 17 Estados. Mas todo o sucesso que a marca alcançaria nos anos 2000 esteve ameaçado por uma sequência de turbulências econômico-familiares que teve seu ápice nos anos 1980, e que quase
liquidou, no início da década seguinte, a grife criada pelo imigrante. Superada a crise, o Pão de Açúcar se tornaria uma das maiores empresas nacionais – mas já não mais familiar como nos velhos tempos.

Foi Valentim Diniz quem inventou o conceito de supermercado tal qual hoje o conhecemos, desde que abriu, em 1959, a primeira loja com a marca Pão de Açúcar. A rede, que já agrupara diversas outras
cadeias ao longo dos anos, crescia sem sobressaltos até a década de 80, quando a crise financeira e uma disputa ferrenha pelo poder entre os integrantes do clã dos Diniz estiveram muito perto de colocar a perder todo o império da família. Uma queda de braço deixou o primogênito Abilio Diniz com a maioria das ações – o patriarca Valentim e a filha Lucilia ficaram como minoritários, com os outros quatro irmãos comprados para fora da administração –, o que precipitou a segunda fase da história da
empresa. Com faro, tino, trabalho e vontade, Abilio Diniz recolocou o Pão de Açúcar nos trilhos do sucesso, com uma reestruturação dolorida, mas necessária, que faria a marca disparar ao longo da década, já associada ao grupo francês Casino.

Pão de Açúcar - O Império dos DinizEm 2003, Abilio Diniz, que ocupava a posição de presidente-executivo, assumiu a cadeira de presidente do Conselho de Administração e principiou um profundo processo de profissionalização da empresa, hoje 100% concluído. A eleição de Cássio Casseb para a presidência da companhia, em 2006, marcou a estreia de um diretor presidente que não fizesse parte do corpo diretivo – um passo crucial no sentido da profissionalização e da governança corporativa cuja implantação estava em curso na empresa. Atualmente, todos os cargos executivos são exercidos por profissionais de mercado, em um movimento
aparentemente irreversível.

Pague Menos - O fenômeno que veio do Ceará

Embora seja uma das caçulas desta lista elaborada por Consumidor Moderno NOVAREJO, a rede de farmácias Pague Menos já tem tamanho suficiente para ser considerada um verdadeiro fenômeno do varejo brasileiro.

Pague Menos - O fenômeno que veio do CearáMenos de duas décadas depois da abertura de uma pequena loja na periferia de Fortaleza, o empresário Francisco Deusmar de Queirós e família comandam uma companhia que fatura R$ 1,55 bilhão por ano e está presente em todos os Estados da federação, com mais de 200 lojas. Líder no segmento em faturamento, número de lojas, metro quadrado por área de venda e número de funcionários, de acordo com dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias, a Pague Menos ditou tendências no mercado brasileiro. Antecipando o modelo do correspondente bancário, a rede já em 1989 vendia vales-transporte e recebia contas de água, luz e telefone – o que ajudou a cativar os clientes e conquistar o mercado do Norte e Nordeste.

Deusmar também incorporou de forma célebre o conceito norte-americano de drugstore na Pague Menos, oferecendo tanto remédios e itens de beleza e higiene pessoal quanto objetos de uso diário, como cartões e aparelhos telefônicos. “Com a concorrência crescente, a única saída para o setor é ampliar seu mix de vendas. Dessa forma, obtém margens de lucro que permitem, inclusive, praticar
Pague Menos - O fenômeno que veio do Cearános medicamentos preços abaixo do valor de tabela, mais compatíveis com o poder de compra do brasileiro”, diz ele, que conta com a ajuda dos filhos no dia a dia da empresa. O excelente trabalho da herdeira Patriciana Rodrigues, diretora de compras e marketing da rede, já está sendo inclusive reconhecido no mercado – a jovem foi uma das agraciadas com o prêmio Profissional do Marketing de 2009, pela revista “Marketing”.

A invasão do Sul Maravilha, que cristalizou o sucesso nacional da rede, começou em 2002. Primeiro em São Paulo, e depois nos demais Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a Pague Menos fincou sua bandeira e seu modelo de negócio, baseado no tripé inovação, conveniência e cidadania. Desde os anos 1980, a Pague Menos tem programas de doação de ambulâncias e cadeiras de rodas; em 2003, firmou convênio com o Unicef para colocar em prática o “Infância Feliz Pague Menos”, para doação de livros e a educação de crianças de baixa renda. Isso é que é saúde!

Marisol: De Jaraguá do Sul para o Mundo

Quando, em 2008, uma campanha publicitária associou o slogan “Inovação no DNA” à divulgação institucional da Marisol, o intuito era, além de retratar as raízes familiares da empresa, solidificar o conceito de inovação na criação de produtos e na forma de gerenciamento de marcas.

Marisol: De Jaraguá do Sul para o MundoE nada poderia ser mais justo. Basta acompanhar a trajetória da companhia de Jaraguá do Sul (SC), que começou, em 1964, como uma pequena fábrica de chapéus de praia, e que hoje é uma das maiores empresas do Brasil do setor de vestuário. Hoje, a Marisol não apenas honra a tradição como fabricante de roupas – suas três unidades fabris em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará têm capacidade instalada para produzir, juntas, 12 milhões de peças de roupas e dois milhões de pares de calçados por ano –, como também se desdobrou em uma potência do varejo.

Ousada, a companhia constituiu um braço responsável por administrar os canais de distribuição, por meio de franchising e credenciamento, das marcas Lilica Ripilica, Tigor T. Tigre, Rosa Chá e a One Service, que gerencia a rede One Store. Como resultado, tornouse líder no segmento de confecção infantil e franquias monomarcas – são 164 franquias exclusivas e mais de 15 mil pontos de multimarcas.

Marisol: De Jaraguá do Sul para o MundoNa mais recente mudança no comando da empresa, o bastão foi transmitido justamente por DNA: em março de 2008, Vicente Donini, que esteve à frente da empresa por 12 anos, passou a presidência executiva para seu filho, Giuliano Donini, que até então era diretor de marketing. Mas que não se pense
que a sucessão foi automática: todo o processo foi acompanhado por uma auditoria, e o nome de Giuliano saiu de uma lista de cinco executivos avaliados internamente ao longo de seis anos. Em que pese a tradição familiar, a Marisol é uma empresa altamente profissionalizada, com visão estratégica e planos de diversificação, expansão e internacionalização.

A melhor definição do espírito inovador que move a Marisol talvez tenha sido dada por Vicente Donini,
quando de sua saída da presidência executiva da instituição: “As instituições ficam e as pessoas passam. Não há o direito de envelhecer nessa cadeira, senão a instituição envelhece”, sentenciou.

Magazine Luiza - De Luiza para Luiza

Por uma série de motivos, o Magazine Luiza é uma das empresas brasileiras mais identificadas como familiar. E nem poderia ser diferente. Para começar, a rede leva o nome da fundadora – Luiza Trajano Donato, que, em 1957, com o marido Pelegrino José Donato, adquiriu uma pequena loja de presentes Magazine Luiza - De Luiza para Luizaem Franca. Sucesso no pujante interior paulista durante décadas, a rede cresceu ainda mais a partir de 1992, quando se tornou uma holding capitaneada pela sobrinha dos fundadores, Luiza Helena Trajano.

Apesar de ter se tornado uma gigante do varejo, com atitudes ousadas e comercialmente agressivas – a aquisição de outras redes é a chave para a multiplicação do número de lojas –, o Magazine Luiza preza ainda os mesmos valores caros aos velhos Trajano Donato: a cordialidade e a proximidade com a clientela.

Fundamental na trajetória de explosão da rede foi o tino empresarial e o carisma de Luiza Helena, que começou a labutar na loja dos tios aos tenros 12 anos de idade, durante suas férias escolares. Depois de ingressar oficialmente no grupo, trabalhou em diversos departamentos, da cobrança à gerência, passando por vendas e direção comercial, antes de chegar à superintendência. A par do negócio como um todo, Luiza Helena – que se tornou literalmente a cara do Magazine Luiza, estrelando diversas peças
publicitárias – pôde conceber e executar alguns dos projetos que ajudaram a rede a se catapultar no mercado, como a criação das Lojas Eletrônicas Luiza e a arrasadora abertura simultânea de meia centena de lojas na cidade de São Paulo, sonho da tia Luiza.

Magazine Luiza - De Luiza para LuizaComo outras empresas, também o Magazine Luiza deu um passo em direção a profissionalização: em 2009, contratou o executivo Marcelo Silva para assumir a cadeira de superintendente – Luiza Helena Trajano passou a ocupar o recém criado cargo de presidente.

Silva, que esteve à frente das Casas Pernambucanas por seis anos, terá a missão de preparar a empresa para sua oferta pública inicial de ações, prevista para 2010. Muitos analistas acreditam que outra das missões de Marcelo Silva será preparar o jovem Frederico Trajano, um dos filhos de Luiza e atual diretor-executivo de marketing e vendas, para assumir a empresa em um futuro breve.

Lojas Colombo - Em sintonia com o consumidor

Campeã de audiência no Sul do País, as Lojas Colombo, fundadas em Farroupilha pelos primos Adelino Raymundo Colombo e Dionysio Baltahsar Maggioni no ano de 1959, devem sua expansão inicial justamente aos aparelhos televisores. Explica-se: com a inauguração da primeira emissora de TV do Rio Grande do Sul, os empresários Colombo e Maggioni perceberam que a televisão se tornaria mania entre os brasileiros e criaram um consórcio para vender televisores.

Com essa tacada certeira, as Lojas Colombo não apenas abocanharam boa fatia do mercado como ainda conquistaram lugar cativo no coração dos clientes, ao viabilizar a compra do objeto de desejo de dez entre dez consumidores à época.

Lojas Colombo - Em sintonia com o consumidorEm 1965, abria-se a primeira filial da Colombo, em Caxias do Sul; em 1992, os números da rede já eram de 167 lojas e 16 franquias nos três Estados do Sul do Brasil. Em 1999, as Lojas Colombo iniciam seu processo de nacionalização, com a abertura das primeiras unidades no interior do Estado de São Paulo – a aquisição das redes regionais paulistas Wanel e Taurus impulsionou a rede gaúcha como
potência no setor do varejo de eletrodomésticos e móveis.

Hoje, a companhia tem 357 lojas, três centros de distribuição e cerca de seis mil colaboradores nos seguintes Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

Nos últimos anos, porém, Adelino Colombo, fundador, sócio majoritário e presidente da empresa, vem enfrentando algumas situações delicadas. No início dos anos 2000, uma batalha judicial opôs o empresário a Miguel Maggioni, filho e único herdeiro do antigo sócio Dionysio – conflito que só terminou quando Adelino comprou as ações de Maggioni. Mais recentemente, em 2006, em um primeiro passo Lojas Colombo - Em sintonia com o consumidorpara a sua sucessão, Adelino escolheu o genro Olivar Berlaver para a vice-presidência, que venceu, por assim dizer, a disputa familiar com os filhos Carlos Alberto e Karen. Entretanto, no final de 2008, Berlaver, especula-se que por desentendimentos com o patriarca, deixou a rede. O nome da vez agora é do neto de Adelino, Carlos Eduardo Colombo, que responde pela diretoria de vendas e expansão, um dos três braços executivos das Lojas Colombo. Os outros dois são ocupados por profissionais do mercado – sinal de que o jovem está sendo preparado para, no futuro, assumir as rédeas da empresa.

Casas Bahia - Dedicação total ao varejo
Casas Bahia - Dedicação total ao varejo

Não há, no varejo brasileiro, história mais clássica de empreendedorismo e sucesso do que a trajetória de Samuel Klein e suas Casas Bahia. O imigrante que fugiu dos horrores da guerra e se tornou o símbolo da maravilha do crédito para a população de baixa renda é modelo para dez entre dez empresários – não só brasileiros, mas internacionais, como atestam inúmeros estudos de caso de universidades e escolas de negócio mundo afora.

Partindo de uma pequena charrete em que mascateava roupas de cama, mesa e banho no ABC paulista, na década de 1950, o mais brasileiro dos judeus poloneses ergueu um império que chegou, em 2009, a 500 lojas, 60 mil empregados e 31 milhões de clientes.

Tanta prosperidade, não há dúvida, veio justamente dos ensinamentos da cartilha de Samuel Klein, comerciante no sangue, para quem o slogan “dedicação total a você” precisa se aplicar tanto aos
clientes quanto aos colaboradores. Herdeiros da vocação paterna, dois de seus filhos, Michael e Saul, começaram a trabalhar na empresa nos anos 1980, quando a rede já contava com cerca de cem lojas, comercializando especialmente móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Casas Bahia - Dedicação total ao varejoCom o auxílio da dupla, Samuel comandou uma irresistível expansão das Casas Bahia pelo Brasil, que quintuplicou o número de pontos e espalhou-os por 11 Estados (mais o Distrito Federal).

Hoje com 86 anos, Samuel Klein ainda é a principal voz na empresa, mas, ao longo dos tempos, já foi passando o bastão para os filhos, que em quase três décadas de empresa acumularam grande experiência no ramo. Em 2009, a rede passou pela maior mudança societária de sua história: Saul Klein, até então responsável pela área comercial das Casas Bahia, vendeu para o primogênito Michael sua participação nas ações da empresa – um terço. Michael Klein, presidente da empresa e número
um na sucessão de Samuel, agora detém dois terços das ações, com o terço restante pertencente à irmã Eva, que não participa da administração da empresa. De uma forma ou de outra, a soberania dos Klein segue inabalável nas Casas Bahia.

O Boticário - Fórmula de Sucesso

O mix de produtos de O Boticário conta com mais de 600 itens, a maioria absoluta deles testados e aprovados pelo público e pela crítica. Pode-se dizer, contudo, que a fórmula de maior sucesso de O Boticário não está em nenhum cosmético, e, sim, na gestão impecável empreendida pelo fundador Miguel Krigsner. Não fosse por ela, a pequena farmácia de manipulação de Curitiba, aberta em
1977, jamais teria virado a maior rede de franquias do setor de cosméticos em todo o planeta – são mais de 2.700 lojas no Brasil, espalhadas por 1.520 cidades, e mais de 73 lojas e 1.000 pontos de venda em outros 15 países. Um crescimento quase sobrenatural para uma empresa de pouco
mais de 30 anos de vida – mas que pode ser explicado pelo planejamento profissional e pela dedicação de seus funcionários, liderados pelo exemplo de Krigsner.

O marco do crescimento vertiginoso da companhia foi a abertura da loja de O Boticário no aeroporto de
Curitiba, em 1979, na qual brasileiros de diversos Estados passaram a conhecer as aprazíveis fragrâncias criadas pela marca. Visionário, Krigsner, farmacêutico de formação com notável espírito empreendedor, percebeu uma oportunidade de negócio em um mercado que ainda engatinhava no Brasil – as franquias.

No ano seguinte, a primeira franqueada do Boticário era aberta em Brasília, e em 1982 a empresa inaugurava sua fábrica em São José dos Pinhais, que hoje emprega 1.100 funcionários – entre empregos diretos e indiretos na rede de lojas, são 14 mil postos. Desde então, O Boticário se consolidou como uma empresa ecologicamente responsável (lançou, em 1990, a Fundação Boticário de
Proteção à Natureza) e amiga do cliente (sua central de relacionamento é anterior ao próprio Código de Defesa do Consumidor).

O Boticário - Fórmula de SucessoEm 2008, O Boticário passou por uma mudança de comando – em família. Miguel Krigsner deixou a presidência da empresa para assumir a presidência do Conselho de Administração do Grupo G&K, controlador de O Boticário. Em seu lugar, assumiu o executivo Artur Noemio Grynbaum, cunhado de Krigsner, que trabalha na empresa desde 1986 e desde 2002 ocupava a vice-presidência. Preparada ao longo dos últimos anos, a sucessão foi pensada e executada de forma toda estruturada, de acordo com critérios profissionais e aprovada em consenso entre os membros do Conselho de Administração.

Pelo faturamento do primeiro ano de Grynbaum à frente de O Boticário – R$ 1,04 bilhão da indústria e R$ 2,8 bilhões da rede –, pode-se dizer que a passagem do bastão em nada afetou o encanto e a alquimia da rede.

Cybelar - Da indústria ao varejo

Qual a semelhança entre a pequena Marcenaria Sant’Ana, fundada em 1952 em Tietê (SP), com a moderna rede varejista Cybelar, gigante no mercado de móveis e eletrodomésticos no interior paulista? Cybelar - Da indústria ao varejoAcertou quem respondeu que são duas pontas de uma mesma história – marcada, sempre, pela constante renovação.

Ainda nos idos  de 1950 e início de 1960, a marcenaria fundada por Ângelo Pasquotto prosperou e se tornou uma indústria de móveis. Para escoar a produção, o empresário decidiu montar uma loja, começando assim sua história no varejo. Entretanto, Pasquotto notou que, ao entrar para comprar móveis, os clientes tinham ainda outras necessidades. “Sabe quando a pessoa vai comprar a cama, e pergunta se temos o colchão também?”, explica o atual presidente da Cybelar, Ubirajara José Pasquotto, filho de Ângelo. Assim, a família incluiu fogões, geladeiras, televisores e outros produtos
que não faltam na casa dos consumidores brasileiros.

Até os anos 70, a empresa de Pasquotto continuava fabricando móveis. Foi quando o fundador decidiu por uma nova mudança de rumo. Sem capital para investir em uma grande fábrica moveleira, com padrões modernos, decidiu voltar suas atenções exclusivamente ao varejo, vendendo móveis ao invés de produzi-los.

Cybelar - Da indústria ao varejoA escolha mostrou-se acertada, e a nova Cybelar, já com a ajuda de Ubirajara, que entrou na empresa em 1981, cresceu até se tornar, hoje, uma rede de peso que conta com mais de 70 lojas espalhadas pelo interior de São Paulo. São mais de um milhão e cem mil clientes cadastrados e 1.400 funcionários.O presidente prevê ainda a abertura de uma dezena de novas lojas para 2010. “O varejo mudou muito em 25 anos, os consumidores sabem o que é de qualidade e quer consumir bons produtos”, explica. Certamente a Cybelar continuará os atendendo.

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Líderes do varejo têm lucro recorde e investem

12/03/2010 09:57:45 -

Com a economia em alta, as duas principais empresas do ramo de shopping centers foram as que tiveram o maior crescimento do resultado consolidado de 2009. Animada com números, a BR Malls praticamente dobrou seu lucro líquido, chegando a R$ 1,090 bilhão, valor considerado recorde pela companhia, que anunciou que deve investir R$ 500 milhões em aquisições neste ano - valor próximo do lucro de R$ 534,3 milhões apresentado pela empresa em 2008. A concorrente Multiplan apresentou lucro líquido de R$ 171,449 milhões, com alta de 121,5% no mesmo período e também promete ampliar investimentos em 2010. Além das líderes do setor de shoppings, líderes varejistas e atacadistas de outras áreas, como Grupo Pão de Açúcar, Renner e aProfarma, também comemoram seus resultados e prometem maiores investimentos.

De olho nas projeções mais do que otimistas para as vendas no comércio este ano, todas as companhias prometem acirrar a disputa para ganhar a preferência dos consumidores e a tender à demanda por consumo em ano de Copa do Mundo, na África do Sul e, principalmente com o aumento de 5% na oferta de crédito em fevereiro.

A BR Malls, por exemplo, pretende concluir cinco projetos greenfield em desenvolvimento - dois deles devem ser inaugurados este ano e três outros, nos próximos anos. A empresa também tem em andamento a expansão de sete shoppings. No ano passado, foram entregues quatro expansões e foi adquirido um terreno na cidade de São Bernardo, em São Paulo. Com relação ao lucro líquido ajustado, a empresa teve crescimento ainda maior: 405,3%, ou seja, R$ 284,4 milhões diante de R$ 56,2 milhões um ano antes. A receita bruta da BR Malls também teve alta de 23,9%, alcançando R$ 429 milhões no passado, sobre R$ 346,3 milhões do ano anterior.

Segundo Carlos Medeiros, presidente da BRMalls, durante apresentação dos resultados, a empresa ainda está com forte geração de caixa, com R$ 1,1 bilhão em caixa, e realizou um empréstimo com o banco Santander para início das obras do shopping que será localizado em Sete Lagoas, Minas Gerais.

O executivo também destacou que a empresa atingiu a maior margem Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amorização): de 80%. Segundo ele, os shoppings adquiridos desde 2006 têm puxado o crescimento da companhia. "Têm crescido 23% ano a ano e acima do projetado." A taxa de ocupação dos shoppings também terminou em quase 88%, a melhor registrada até então.

Ao contrário de sua concorrente, a Multiplan, dona, por exemplo, do Morumbi Shopping, na capital, que apresentou crescimento de 121,5% nos resultados de 2009, prefere investir em novos empreendimentos, não em aquisições, mas não as descarta. No momento, a empresa tem quatro projetos em andamento, que podem agregar 30% de ganho na receita operacional líquida da companhia apenas no primeiro ano de operação dos empreendimentos. Com a conclusão destes projetos, a Multiplan terá 118 mil m² de área bruta locável (ABL) adicionada ao seu portfólio.

Segundo o presidente da empresa, José Isaac Peres, em teleconferência ocorrida esta semana, a boa situação, o estoque de terrenos e as perspectivas do varejo devem ajudar. A administradora, que conta com 13 shoppings, registrou lucro líquido de R$ 171,449 milhões em 2009, crescimento de 121,5% em relação a 2008 (R$ 77,397 milhões). A receita bruta foi de R$ 574,739 milhões, um aumento de 26,9% sobre o montante de 2008.

Lojas

Outra líder de setor que apresentou resultados surpreendentes na receita líquida é o Grupo Pão de Açúcar (Companhia Brasileira de Distribuição), do empresário Abílio Diniz e da varejista francesa Casino. Recentemente a rede divulgou alta de 129% do lucro líquido, que chegou a 597,5 milhões no consolidado do ano. Nos próximos três anos a empresa vai investir R$ 5 bilhões para viabilizar sua expansão orgânica, porém não descarta fusões e aquisições, como a incorporação do Ponto Frio e das Casas Bahia, no ano passado.

Na mesma linha, a rede de vestuário Renner também apresentou lucro de R$ 189,6 milhões ano ano passado, valor 16,7% maior do que o de 2008, e pretende investir R$ 140 milhões em seu projeto de crescimento, que inclui a abertura de 12 novas unidades. Este ano, o foco da empresa será a abertura de lojas de rua em São Paulo, modalidade inédita da rede no estado.

Medicamentos

O setor de medicamentos, também apresenta resultados interessantes e, segundo consultores de mercado, deve ter alta de 10%, número considerado expressivo para o setor, em 2010. Neste campo, a Profarma, que é a terceira maior atacadista farmacêutica do País e a única de capital aberto, afirma que já começou o ano com resultados expressivos e pretende ampliar o seu market share, que hoje é de 11,6%. "Queremos sempre crescer acima do mercado e o setor já deve crescer o dobro do Produto Interno Bruto (PIB)", afirma Max Fischer, diretor financeiro e de relações com investidores da Profarma.

A empresa terminou 2009 com lucro líquido 68% superior ao do ano anterior e atingiu R$ 53,2 milhões, com margem líquida de 2,1%, a maior dos últimos sete anos para a companhia. Também houve recorde de geração operacional de caixa de R$ 80,2 milhões, enquanto sua receita bruta alcançou R$ 3 bilhões em 2009, diante de R$ 2,9 bilhões em 2008.

Vendas do comércio varejista sobem

As vendas no varejo tiveram alta acima das expectativas do mercado e cresceram 10,40% na comparação de janeiro deste ano com o mesmo mês de 2009, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado confirma o otimismo do setor. Antes do anúncio, projeções de economistas variavam de 7,00% a 9,40% com mediana de 8,60%. Em 12 meses, as vendas do setor acumulam alta de 6,2%. Se comparada com dezembro do ano passado, a alta foi de 2,70%, resultado também acima das estimativas dos analistas de mercado de 0,8% a 2,00%, com mediana de 1,40%. Na comparação com janeiro de 2009, as vendas do varejo ampliado aumentaram 10,3% em janeiro deste ano.

O IBGE informou também que revisou para baixo o volume de vendas do comércio varejista de dezembro ante novembro. A taxa foi revisada de -0,4% para -0,7%. Já as vendas do comércio varejista ampliado, que inclui automóveis e material de construção, subiram 0,8% em janeiro deste ano em relação a dezembro.

Nesta base de comparação, as vendas de veículos e motos, partes e peças aumentaram 0,7%, enquanto as de material de construção tiveram alta de 1,9%.

Veículo: DCI